Rede dos Conselhos de Medicina
A PSORÍASE, CARACTERIZADA POR MANCHAS E DESCAMAÇÕES VISÍVEIS, PROVOCA GRANDE DOSE DE PRECONCEITO - Leia mais notícias no Clipping Cremern 31/05/2010
DIÁRIO DE NATAL TORMENTO MARCADO NA PELE A psoríase, caracterizada por manchas e descamações visíveis, provoca grande dose de preconceito Tão impactante quanto a aparência das lesões cutâneas provocadas pela psoríase é a desinformação a respeito da doença. No Brasil, pelo menos 5 milhões de pacientes sofrem na pele não só os sinais do problema, mas também o preconceito - muitos ainda julgam, por exemplo, que as manchas e descamações típicas da patologia são contagiosas. Os danos emocionais e sociais decorrentes da discriminação são os sintomas mais graves desse mal, que não tem cura, mas pode ser controlado. A comerciária Terezinha do Carmo Araújo, 49 anos, perdeu as contas de quantas vezes se sentiu constrangida com a repulsa de quem percebia as alterações em seu corpo. "Em uma ocasião, solicitaram que eu me retirasse de um clube para que os sócios não fossem contaminados com a doença. É muito triste e embaraçoso. Mas sei que não sou a única. Todos os pacientes com psoríase têm uma história parecida para contar. Quem desconhece o problema tem medo de encostar na gente", relata. A psoríase acomete indivíduos geneticamente predispostos e pode ser desencadeada por diferentes fatores. Coordenadora do Ambulatório de Psoríase do Hospital Universitário de Brasília (HUB), a dermatologista Gladys Aires Martins explica que a mazela perturba o homem desde a Antiguidade, mas sempre foi negligenciada. "Os cientistas e médicos consideravam que a doença não atingia órgãos internos e, como não era fatal, o mal foi esquecido. Hoje, sabemos que é uma patologia inflamatória e crônica, há alteração no sistema imunológico e que os fatores emocionais e ambientais desencadeiam ou agravam a doença", avalia. "Os prejuízos psicológicos e sociais são enormes, tanto que há um índice elevado de tentativa de suicídios entre esses pacientes." Doenças associadas As comorbidades preocupam. Artrite, hipertensão, alcoolismo, síndromes metabólicas e doenças cardíacas são comuns, principalmente entre os que sofrem das formas moderadas e graves da doença. Pesquisadores do Hospital Universitário Gentofte, na Dinamarca, acompanharam, por uma década, as complicações em 40mil pacientes com psoríase. O estudo revelou que a patologia em estágio moderado ou grave eleva em 24% o risco de infarto, em 45% a chance de acidente vascular cerebral e em 51% a probabilidade de arritimias cardíacas. "A doença pode apresentar variações em relação à forma. Algumas pessoas têm a do tipo vulgar e são surpreendidas com surtos de outros tipos ao longo da vida. Temos percebido que isso está ligado ao perfil genético. A ciência está buscando o mapeamento dos genes que promovem a manifestação de cada tipagem", explica a dermatologista do HUB. PALAVRA DE ESPECIALISTA Vulnerabilidade social A psoríase implica numa série de restrições adaptativas. Sendo assim, a pessoa acometida por ela enfrenta dificuldades nas relações de trabalho, familiares e sociais. Com o quadro clínico grave, o doente não consegue manter o vínculo empregatício, o que caracteriza um momento de vulnerabilidade social. Considerando os aspectos biopsicossociais, tornam-se necessárias intervenções multiprofissionais e interdisciplinares, pautadas no conceito ampliado de saúde e garantias de direitos sociais. O profissional de serviço social assume um papel fundamental perante a equipe médica, principalmente ao intervir nas relações do sujeito com o mundo do trabalho. Os direitos das pessoas acometidas pela psoríase são fortalecidos pelos movimentos sociais. Destaca-se o trabalho das associações de pacientes portadores de psoríase, que promovem ações educativas, buscando conscientizar a sociedade e, mais uma vez, evidencia-se o objetivo de romper com o preconceito e a discriminação causados pelo desconhecimento da doença. A intervenção da equipe multiprofissional de saúde em parceria com as associações contribui para a promoção da qualidade de vida, bem como para o fortalecimento da autoestima das pessoas com psoríase e de seu grupo familiar. UM TURBILHÃO DE EMOÇÕES Pacientes com transtorno bipolar precisam lidar com desequilíbrios violentos Surtos de perseguição, confusão mental, alucinações e ideias de grandiosidade surpreenderam e transformaram a vida da fisioterapeuta Fátima da Silva*, 27 anos. Os sintomas surgiram há mais de 10 anos, quando ela soube que a mãe retirara um tumor maligno da mama. Depois de uma leve depressão, a adolescente passou a sentir uma euforia descontrolada. Comprava roupas e acessórios compulsivamente, imaginava que todos estavam mentindo e que salvaria a mãe do câncer. Até receber o diagnóstico de transtorno bipolar (TB), oito meses depois da primeira crise, Fátima e a família desconheciam a doença. "A notícia nos devastou. Estava na flor da idade e julguei que seria difícil controlar aquele turbilhão de manifestações tão arrasadoras. Eu ficava irreconhecível, me imaginei dependente de remédios por toda a vida, porque a bipolaridade ainda não tem cura", relata. Especialistas garantem, no entanto, que medicamentos estabilizadores e antidepressivos, associados à psicoterapia, tratam as crises e previnem novos surtos. Com o tratamento, Fátima voltou a estudar, concluiu o ensino médio, fez vestibular, foi uma universitária dedicada, se formou e estava no mercado de trabalho quando uma tremenda empolgação devido a todas essas conquistas lhe tiraram novamente a paz. Ela conheceu, então, um lado mais cruel do transtorno: o preconceito. "Não dormia e falava sem parar, achava que era amiga de famosos. Fui internada para controlar a crise. Ainda na clínica, soube da minha demissão por conta do transtorno. Até hoje, pouquíssimas amigas sabem da minha doença. Uma delas, sem desconfiar do meu problema, aconselhou uma outra colega a fugir de um namorado bipolar. Meu porto seguro é a minha família, que me apoiou em todos os momentos. Sem eles, não conseguiria seguir em frente", acrescenta. Histórico A bipolaridade é uma condição mais frequente do que se imagina. Dados da Associação Brasileira de Transtorno Bipolar revelam que a patologia acomete cerca de 15 milhões de brasileiros. Quando não tratado, o mal promove grande sofrimento e chega a incapacitar os atingidos. "O paciente bipolar apresenta quadros de depressão alternados com exaltação de humor, expansão do comportamento, de desejos e de pensamentos. A predisposição genética é marcante, mas são os fatores ambientais os grandes responsáveis por desencadear as crises. A alternância pode ocorrer em semanas, dias ou horas", explica a psiquiatra e coordenadora do Laboratório de Psiquiatria e Humanidades da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB), Maria das Graças de Oliveira. O primeiro surto geralmente é desengatilhado por um fato marcante. À medida que vão ocorrendo, as crises ficam mais intensas - e podem ser provocadas por fatos corriqueiros. "A associação com a dependência de álcool e drogas é comum e agrava o TB, porque prejudica a adesão ao tratamento. A mortalidade é elevada e o suicídio marca a história dos pacientes que não conseguem se tratar", garante a médica. "A psicoterapia é uma aliada importante do tratamento psiquiátrico. Ela promove a aceitação do problema e o autoconhecimento. Um paciente bem tratado pode levar uma vida normal." PRECONCEITO TAMBÉM ENTRE OS MÉDICOS O economista Flávio Pereira*, 62 anos, teve a primeira crise enquanto se dedicava a uma pós- graduação, em 1976. A doença era um tabu e nem os médicos tinham bom entendimento do assunto. O diagnóstico foi revelado à esposa de Flávio em um envelope lacrado. "Tinha crises de depressão alternadas com surtos de extrema euforia e megalomania. Subia em mesas da Universidade de São Paulo (USP) para discursar, comprei um carro totalmente destruído, modelo 1954, imaginando que o deixaria novo em folha e me hospedei, sem ser convidado, na casa do meu chefe por três dias", relata. "A mente acelera e o doente geralmente não aceita as internações." Na época do diagnóstico de Flávio, os episódios mistos de depressão e euforia eram tratados com remédios fortíssimos, que não controlavam a doença. "Já tentei o suicídio três vezes. Sinto falta de ter pessoas mais solidárias ao meu lado. Hoje, posso contar com drogas estabilizadoras de humor e a psicoterapia foi muito importante para eu entender o que se passa comigo. Infelizmente, minha família não me apoia e isso é comum na história dos bipolares. Eu me sinto sozinho", lamenta. Para conhecer mais sobre a bipolaridade, os pais de Fátima ajudaram a criar em Brasília (DF) o Núcleo de Mútua Ajuda a Pessoas com Transtornos Afetivos (Apta). Nas reuniões do grupo, os pacientes percebem que não estão sozinhos. "Lidar com o TB é um desafio. Nos encontros, trocamos experiêcias, aprendemos com psiquiatras e ajudamos os pacientes a retomar a vida", explica o aposentado Edvaldo da Silva, pai de Fátima e diretor do Apta. O psiquiatra Eduardo Tischer, do Programa de Distúrbios Afetivos e Ansiosos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), pondera que é fundamental que o paciente tenha uma rotina, preze pelo sono e pelo lazer e invista em relacionamentos que tragam apoio. "Estudos tentam identificar os marcadores neurológicos para o TB. Cada paciente, entretanto, apresenta particularidades, e as terapias com psicólogos devem ser direcionadas às necessidades de cada um. Os medicamentos também são adequados caso a caso e reavaliados periodicamente. O importante é nunca abandonar o tratamento", alerta. * Nomes fictícios a pedido dos entrevistados TRIBUNA DO NORTE SÍNDROME DE BURNOUT (PARTE II) Retomando o tema Síndrome de Burnout (SB), dados epidemiológicos, do trabalho de Martinez, nos levam a conclusão de que os primeiros anos da carreira profissional, do indivíduo, é o período em que o mesmo é mais vulnerável ao desenvolvimento da SB. Já em relação ao gênero, os estudos apontam no sentido de haver uma maior incidência da SB no sexo feminino, sendo incriminado como possível causa, à dupla jornada de trabalho exercida pelas mulheres, as quais conciliam a sua profissão, as tarefas do lar e a maternidade. No tocante a associação da SB com outros transtornos emocionais (comormidades), a mesma não foge a regra, no que tange aos demais transtornos psiquiátricos, ou seja, geralmente o seu portador, também possui outros transtornos psiquiátricos associados, principalmente, os transtornos de ansiedade e depressão. Pelo relatado acima, podemos dimensionar a importância dessa síndrome, na vida do indivíduo portador da mesma, o qual esta sujeito a sofrer repercussões psíquico-físicas, com sérias conseqüências não só do ponto de vista pessoal bem como institucional. Como por exemplo, o absenteísmo, a diminuição do nível de satisfação profissional (diminuição da eficiência e/ou desempenho), aumento das condutas de risco, inconstância de empregos, e repercussões na esfera familiar e social (especialmente devido à desarmonia que provoca nos relacionamentos interpessoais). Um exemplo da gravidade das complicações na vida do indivíduo com SB, é que no Brasil, segundo o decreto 3.048 de 6 de maio de 1999, que trata dos agentes patogênicos provocadores de doenças ocupacionais, a SB está classificada item relativo aos Transtornos Mentais e do Comportamento, Relacionados com o Trabalho, manifestando-se como sinônimo de Síndrome de Esgotamento Profissional (sensação de estar acabado). Portanto, valores culturais como “... o trabalho enobrece o homem...”, ou “...dignifica...” ou ainda “...enobrece...” etc., devem ser questionados, porque nem sempre, principalmente na sociedade em que vivemos, o trabalho irá possibilitar a realização profissional. Na verdade, em muitas ocasiões, o trabalho pode ser o causador de insatisfação, frustração, angustia, ansiedade, podendo até chegar ao ponto de total exaustão emocional. Objetivando entender melhor a instalação da SB, e essa total exaustão que a mesma pode proporcionar no seu portador, didaticamente, a SB pode ser “divida”, em doze fazes, são elas: 1 - necessidade de se afirmar; 2 - dedicação intensificada ao trabalho; 3 - necessidade de fazer tudo sozinho; 4 - desinteresse com as necessidades pessoais; 5 - as atividades sociais (laser, socialização, sair com os amigos, comer, dormir), passam a não ter muito sentido; 6 - esquiva do problema, o indivíduo percebe que não esta bem, e procura fugir do problema (aqui, geralmente começam as manifestações físicas da SB); 7 – inversão de valores (a única forma de avaliação da auto-estima do indivíduo é o seu trabalho); 8 - negação dos problemas, com conseqüente desvalorização do outro, pois o outro é sempre considerado incapaz (contatos sociais são repelidos, há certo cinismo, e a agressão pode estar presente); 9 - isolamento; 10 – alterações de comportamento (sensação de vazio interior, despersonalização e depressão); 11 – sintomas de indiferença, desesperança, exaustão (a vida perde o sentido); 12 – por fim, síndrome do esgotamento profissional propriamente dita, que corresponde ao colapso físico e mental. Estágio esse, da SB, que deve ser encarado como grave, e que o indivíduo precisa em caráter emergencial de ajuda médica e psicológica. Com o crescimento da incidência na população, da SB, um sinal de alerta e disparado, para a necessidade de um diagnóstico diferencial muito bem elaborado, pois é muito difícil diferenciar a SB, devido às diferentes formas de manifestação da mesma. Alguns estudiosos do tema, chegam a relatar que já foram descritos mais de 130 sintomas relacionados ao esgotamento profissional. Sem contar ainda, que como já relatado acima, a possibilidade da SB, surgir sobreposta com outro transtorno emocional, é muito comum. Assim sendo, o mais importante é investir para que o indivíduo não venha a adquirir a SB, através da sua prevenção. As medidas de prevenção, podem até serem classificadas de simples, mais eficientes, como as relatadas abaixo, as quais podem ser classificadas como de grande valia: - aliviar o estresse no ambiente de trabalho; - melhorar a qualidade de vida; - buscar uma vida, onde haja um equilíbrio entre as obrigações e o prazer; - fazer atividade física; -alimentação saudável; - não ter vergonha de solicitar ajuda, diante de um problema; - quando em contato com as suas fragilidades, busque ajuda adequada; - não queira ser perfeccionista, pense que não existe ninguém perfeito em tudo, e nem que tem o controle de todas as situações (porem seja organizado); - não centralize as tarefas, procure delegar mais. Porém, caso a SB já esteja instalada, então teremos além de implementar as medidas acima, associar às mesmas a psicoterapia (de preferência na abordagem cognitivo comportamental), e a terapia medicamentosa (ansiolítico e antidepressivo). Diante do que foi exposto, procure investir na sua qualidade de vida, e repense nas suas prioridades. Até a próxima, e um bom final de semana a todos. GAZETA DO OESTE DIA MUNDIAL SEM TABACO É LEMBRADO NESTA SEGUNDA COM UM PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO De acordo com dados do Ministério da Saúde, dos cerca de 1,25 bilhões de fumantes no mundo, mais de 30 milhões são brasileiros e 16% mulheres. É para tentar diminuir números alarmantes como estes que será celebrado na próxima segunda-feira, 31, o Dia Mundial sem Tabaco. O Instituto Nacional de Câncer (INCA), responsável por coordenar e executar o Programa de Controle do Tabagismo no Brasil, promove uma campanha voltada para as mulheres: "Mulher, você merece algo melhor que o cigarro!". O objetivo é alertar sobre as estratégias que a indústria do tabaco utiliza para atingir o público feminino e os males que o cigarro causa à saúde e ao meio ambiente. No Rio Grande do Norte a Secretaria Estadual de Saúde vai promover a distribuição de material informativo para a população e, internamente, entre os funcionários da Secretaria, além de apoiar as diversas ações que vão acontecer em vários municípios do Estado. Severina Pereira, técnica do Programa Estadual de Controle ao Tabagismo da Sesap, explicou que o dia 29 de agosto é o dia Nacional de Combate ao Fumo, e a Secretaria também já está organizando as atividades para este dia. "Não podemos deixar de divulgar estas datas que são um reforço do nosso trabalho", disse a técnica. A Sesap atua ainda na movimentação em torno da aprovação do Projeto de Lei nº 315/08 sobre a proibição dos fumódromos em recinto coletivo, privado ou público, que está tramitando no Senado. Atualmente, a lei federal 9.294/96 proíbe o fumo em recintos coletivos, mas permite fumar em áreas destinadas exclusivamente a esse fim, desde que o local seja devidamente isolado e com arejamento conveniente - os chamados fumódromos. O PLS 315/08 acaba com essas áreas. O MOSSOROENSE CIGARRO É RESPONSÁVEL POR 90% DOS CASOS DE DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA Que tal não fumar nenhum cigarro hoje? Você, fumante, conseguiria? Não. E se você soubesse dos riscos que o fumo pode causar para sua saúde? Hoje é o Dia Mundial Sem Tabaco, em que todos os esforços feitos por especialistas para afastar milhares de pessoas do vício se concentram. Esse pequeno maço de tabaco envolto em papel é um risco iminente à saúde, ele é responsável por 90% dos casos de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), que atinge mais de sete milhões de brasileiros. O pior de toda essa história é que os fumantes passivos, aqueles que acabam inalando a fumaça descartada pelos fumantes ativos, também correm riscos. Vários municípios já tentaram reforçar sanções para impedir esse fator de risco, a exemplo de Mossoró, onde um projeto de autoria do vereador Lahyre Rosado Neto foi sancionado pela prefeita Fafá Rosado em 30 de agosto de 2009. A lei prevê a proibição do uso de cigarro em estabelecimentos públicos e privados no âmbito do município. Parece uma ação insignificante, no entanto, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), cerca de sete fumantes passivos morrem por dia em decorrência da inalação da fumaça do cigarro de terceiros. O pneumologista Luiz Gomes reforça a importância de evitar o cigarro. "No Brasil morrem por ano 300 mil pessoas e no mundo todo cerca de 5 milhões", diz o médico. Segundo ele, as campanhas e os dias temáticos ajudam a conscientizar a população e, consequentemente, reduzir o número de fumantes. "Já existem dados estatísticos no Brasil que mostram a redução do número de fumantes. Nos últimos 20 anos registrou-se uma redução de 43% no consumo de cigarro. Em relação aos jovens, a redução do uso foi de 50%. Apesar de ser uma boa notícia, ainda não é ideal", diz Luiz. Entre as mulheres, no entanto, o consumo de tabaco aumentou em comparação com a década de 90. "As mulheres fumam mais do que antes, em primeiro lugar por causa da inserção no mercado de trabalho, que causa mais estresse e também por sua inserção na sociedade. As mulheres que antes eram apenas dona de casa agora trabalham e estão mais expostas e, por isso, fumam", revela o especialista. Quem fuma está predisposto a uma série de doenças, que, segundo o médico, não envolvem apenas o sistema respiratório e os pulmões. "Dificuldades na circulação, inflamação nas artérias, infarto, obstrução das artérias cerebrais, que causa risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Além das doenças pulmonares graves, como enfisema, bronquite, além do câncer de pulmão e do aparelho digestivo", informa Luiz Gomes. E quem é fumante passivo não está distante de ter um desses problemas. "Isso também depende do ambiente. Se você está num local onde uma pessoa fuma 20 cigarros por dia, o passivo chega a fumar sete ou oito. Já é comprovado que a fumaça escura produzida pela queima do tabaco é mais nociva do que a aspirada pelo fumante", revela o especialista. Pelos problemas de saúde causados entre os fumantes ativos e passivo é que o país gasta anualmente cerca de R$ 5 milhões. Se você fuma, que tal começar hoje a pensar em largar esse vício. O jornalista Williams Vicente fumou durante dez anos e, em dezembro de 2009, decidiu que queria parar. "Na verdade me considero uma pessoa ainda em tratamento e ainda sofro por abstinência. Algumas vezes, principalmente em festas, ainda pego o cigarro de alguém. Mas deixei de fumar todos os dias e não compro mais cigarros. Eu procurei um médico, que me ajudou, mas se a pessoa não tiver força de vontade, não consegue. A vontade de parar representa 90% do tratamento. Mas ainda espero chegar mais longe, ao ponto de não sentir mais falta", declara. Para o pneumologista, o fumante que deseja parar precisa realmente ter vontade própria, mas outros fatores podem ajudar nessa luta contra a dependência da nicotina. "Ele tem que ter o apoio da família; tentar fumar o primeiro cigarro do dia o mais tarde e o último bem antes da hora de dormir; quando ele chegar a 10 cigarros no dia, deve se conscientizar que não deve mais fumar; deve procurar um médico para ter um tratamento multidisciplinar. Ele deve lembrar que existe medicamento, mas que isso não é o mais importante é apenas uma ajuda", avalia o especialista. O cigarro possui cerca de 400 substâncias químicas e a nicotina, uma dessas, é a responsável pela dependência. Por isso, cuida da sua saúde e eleja hoje, no Dia Mundial Sem Tabaco, o começo da luta contra o cigarro. TRABALHAR DEMAIS PODE AUMENTAR EM 60% RISCO DE DOENÇAS CARDÍACAS Pode parecer conversa de preguiçoso, mas um estudo publicado pelo jornal “European Heart” informou que trabalhar demais aumenta em até 60% o risco de problemas cardíacos. Segundo o estudo, basta exceder três horas em relação às 8 horas diárias de trabalho para estar exposto de forma mais contundente a esses riscos. Durante a pesquisa, 6.014 trabalhadores com idade entre 39 e 61 e sem problemas cardíacos foram acompanhados durante 11 anos. Durante o período de acompanhamento, 369 voluntários morreram de problemas cardíacos ou tiveram um acidente cardíaco não fatal ou uma angina de peito. Mas o cardiologista Camilo de Paiva alerta: "o que pode levar ao risco de doenças cardíacas não é o trabalho em si, mas o estresse e as preocupações que ele pode causar. Se o trabalho fosse um risco para a doença, estaríamos perdidos, pois toda a população tem que trabalhar", diz o especialista. Segundo ele, a correria, pressão e o estresse a que somos submetidos no ambiente de trabalho podem desencadear o aumentos da pressão arterial e outros fatores que contribuem para o surgimento de doenças cardíacas. "Um exemplo somos nós, médicos que trabalhamos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Aqui o nível de estresse é muito grande, e as preocupações também. E se a pessoa tiver predisposição, como hipertensos na família ou obesidade, o risco é ainda maior", destaca o médico. Outros pontos que podem contribuir para levar os trabalhadores a sofrerem de problemas do coração é a falta de cuidado com a saúde em geral. A alimentação inadequada, também decorrente da correria diária, concorre contra o trabalhador. "É importante ter uma alimentação mais saudável e fazer exercícios físicos regularmente. Além disso, controlar as taxas, como colesterol, e evitar o excesso de peso, além do cigarro, que aumenta a tendência para problemas do coração. O ideal é parar de fumar, seguir essas indicações e tentar diminuir o estresse no trabalho, tendo uma boa convivência no ambiente", indica Camilo. Depois de controlar tudo isso, vale a pena visitar um cardiologista periodicamente e realizar exames sanguíneos para saber como anda a saúde. "Quem não possui problemas cardíacos deve realizar exames anualmente. Mas, no caso de pessoas hipertensas, o ideal é visitar o cardiologista a cada três meses e realizar exames a cada seis meses. Mas isso vai depender de cada doença, pois para algumas, esse tempo deve ser encurtado", sugere o cardiologista. Os hipertensos e pessoas que têm mais riscos de desenvolver o problema jamais podem esquecer disso. "Quando eles conseguem controlar as taxas, pensam que estão curados. Mas isso não pode acontecer, pois uma pessoa é hipertensa para o resto da visa. Tem que continuar controlando as taxas e evitando o estresse, sempre", garante o médico Camilo de Paiva. AÇÕES DA SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE DE MONITORAMENTO DA LEPTOSPIROSE CONTROLAM SURTO EM CRUZETA Diante da notificação de quatro casos suspeitos de leptospirose no município de Cruzeta-RN no último mês, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesap), através da IV Unidade Regional de Saúde Pública (Ursap), promoveu uma série de ações no sentido de monitorar e prevenir a propagação da doença na cidade. Uma equipe composta de uma enfermeira e dois médicos veterinários foi deslocada para o local do surto em 28 de abril passado para uma visita in loco. O grupo visitou os pacientes notificados, analisando as condições sanitárias onde cada um vive, além de avaliar informações como a fonte de coleta da água e histórico da mesma enfermidade nas famílias dos pacientes. O resultado dos exames e pesquisas revelou a presença significativa de roedores na área urbana nas proximidades da Lagoa do Salgado. A equipe concluiu ainda que as residências, depósitos, armazéns, estábulos e/ ou garagens oferecem abrigo e alimento às espécies que, eventualmente, migram para a lagoa. Dessa forma, é possível que pessoas se infectem através do contato direto com as poças d´água ou com a lama presente no local. A partir do trabalho da Sesap, a Secretaria Municipal de Saúde de Cruzeta foi orientada a aterrar a área de passagem, promover ações de eliminação e controle de roedores e desenvolver ações educativas junto à população em geral. Em todo o Rio Grande do Norte foram 13 os casos notificados e 11 confirmados. CORREIO DA TARDE MINISTÉRIO DA SAÚDE SE RECUSA A AJUDAR FUNDAÇÃO "BELO AMOR" Apesar da falta de investimentos públicos, o Rio Grande do Norte conseguiu superar a média nacional na recuperação de usuários de drogas. A avaliação foi divulgada pela Fundação Belo Amor, em Caicó, durante uma visita da senadora Rosalba Ciarlini, vice-presidente da Frente Parlamentar contra o Crack. Considerado um dos principais centros de tratamento de dependentes químicos, essa comunidade tem desempenho de até 50% na recuperação dos usuários contra a média nacional que é de 30%. A Fundação está localizada numa área de 200 ha cedida pela Diocese de Caicó e já recebeu cerca de 400 pessoas de vários Estados brasileiros, nos últimos 6 anos. "Aqui não temos tratamento com medicamentos. Nosso trabalho é de terapia mental", explica o presidente Galvão Freire, reclamando que o Ministério da Saúde não manda recurso nenhum para auxiliar na recuperação. Já o coordenador José Maria faz um apelo para que o trabalho que conta com a ajuda de voluntários possa chegar cada vez mais longe. Rosalba pretende fazer visitas a outros centros no RN, como a Fazenda Esperança, em Serra do Mel. Apesar de já conhecer o trabalho desde o tempo em que era prefeita, Rosalba planeja voltar a visitar o projeto que também é referência. Assessoria de Comunicação do Cremern Telefone: 4006-5343 Contatos: Casciano Vidal: 9990-1473 Ana Carmem: 9909-4100
 
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