Rede dos Conselhos de Medicina
SANGUE // CAMPANHA INCENTIVA DOAÇÃO - Leia mais notícias no Clipping Cremern 15/06/2010
DIÁRIO DE NATAL SANGUE // CAMPANHA INCENTIVA DOAÇÃO O Ministério da Saúde começou ontem uma campanha para incentivar a doação de sangue em todo o país, com o lema "Doe Sangue, Faça Alguém Nascer de Novo". Até o dia 30, a campanha vai mostrar como o gesto de doar sangue para pode salvar vidas. No Brasil 1,9% da população é doadora de sangue. Ainda que este percentual esteja dentro do parâmetro da Organização Mundial de Saúde - de 1% a 3% da população - o Ministério da Saúde considera que é urgente e possível aumentar o número de brasileiros doadores: se cada pessoa doasse duas vezes ao ano, não faltaria sangue para transfusão. CORAÇÃO A MIL Pesquisa inédita monitora torcedores vítimas de infartos e de outros males cardíacos em época de Copa Hoje à tarde, quando a seleção entrar em campo, milhões de corações brasileiros estarão prontos para vibrar com cada jogada - ou, pelo menos, xingar o juiz, reclamar da escalação e protestar contra faltas mal cobradas. Esses mesmos corações ficarão ansiosos antes de cada partida, se encantarão com gols exuberantes e, quem sabe, ficarão orgulhosos quando o Brasil erguer a taça. Mas toda essa emoção reunida e acumulada nos 90 minutos de cada jogo pode ser uma verdadeira bomba para o coração do torcedor. Literalmente. O perigo é tanto que a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) decidiu fazer uma pesquisa inédita no Brasil para levantar a ocorrência de problemas cardíacos durante o mundial de futebol. O estudo será feito em 17 hospitais de oito cidades do país. Os médicos farão o acompanhamento de atendimentos em prontos-socorros - no dia anterior a cada jogo da seleção, no dia da partida e dois dias depois. Um dos instrumentos de trabalho dos pesquisadores é o questionário online com perguntas sobre as circunstâncias do mal-estar - se a pessoa bebeu, fumou, em qual momento exato do jogo os sintomas apareceram. Os especialistas também registrarão a idade do paciente, a pressão arterial, o resultado do eletrocardiograma e os fatores de risco. A ideia é fazer uma relação entre a ocorrência desses problemas e traçar estratégias de prevenção para a Copa de 2014. "Vamos verificar a quantidade de infartos, arritmias e derrames cerebrais. O estresse é o gatilho que desencadeia esses processos no organismo. Já foi verificado que isso acontece durante tragédias, queremos apurar se com o esporte também é assim", detalha o cardiologista Nabil Ghorayeb, coordenador da pesquisa. É claro que nem todo torcedor emocionado vai sofrer um ataque cardíaco, mas não custa se precaver. "Cada um reage de um jeito. Tem gente que libera mais adrenalina. Mas se a pessoa tiver parentes com problemas cardíacos, o melhor é evitar as fortes emoções", aconselha o cardiologista Vicente da Motta, do Instituto do Coração de Taguatinga (DF). A expectativa dos responsáveis pela pesquisa é atender cerca de 5 mil pessoas até o fim do mundial de futebol. Defesa perigosa A adrenalina é o hormônio que desencadeia esses problemas. A substância é liberada pelas glândulas suprarrenais e pelo cérebro, quando o organismo está sob forte tensão, como uma forma de defesa. O problema é que o excesso de adrenalina aumenta a pressão e pode provocar o entupimento de veias e artérias. O cirurgião Reinaldo Oliveira Silva, 60 anos, sabe o que isso significa. Filho de hipertenso, ele sofreu um infarto em 2004 enquanto jogava uma partida de futebol. Hoje ele toma remédios para controlar a pressão arterial e faz dieta. Em dia de jogo do Vasco, Reinaldo sente na pele os efeitos da ansiedade. "O nervosismo aumenta à medida que chega o dia da partida. Mesmo sabendo que o time não está lá essas coisas, fico ansioso, sinto os pés frios. Com a seleção brasileira isso é ainda pior", diz o cirurgião. Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia apontam que 315 mil pessoas morrem todos os anos no Brasil vítimas de problemas cardíacos. É a principal causa de morte no país, ficando à frente do câncer. E para quem acha que o futebol não é capaz de balançar o coração, o cardiologista Nabil Ghorayeb lembra que, durante a Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, uma pesquisa semelhante à que será feita no Brasil registrou 4.279 infartos naquele país. TIME DA PREVENÇÃO Assim, antes de pegar a bandeira, a corneta e sair torcendo desesperadamente pela seleção canarinho, é bom seguir as recomendações dos especialistas. "Dizer que não é para assistir o jogo é muita maldade, mas quem tem diagnóstico de hipertensão e histórico familiar deve se controlar", aconselha o cardiologista Vicente da Motta. Os cardiologistas também alertam os torcedores mais entusiasmados para os fatores de risco que são ativados em nosso organismo quando o clima é de festa. "Antes de o jogo começar, eu cozinho para afastar a ansiedade, faço churrasco, galinha caipira, essas coisas. Na hora do jogo, tomo cerveja", conta o economista aposentado Uilson Melo Araújo, 51 anos, que já decorou a casa para o mundial de futebol da África do Sul. Uilson é hipertenso, toma remédios há 20 anos e faz checapes com regularidade, mas não consegue evitar o costume nada saudável de fazer churrasco em dias de jogo da seleção. "Frituras e bebidas alcoólicas alteram o metabolismo, fazendo com que o corpo produza proteínas maléficas ao coração", alerta o cardiologista Vicente da Motta. INFLUÊNCIA DAS TRAGÉDIAS Pesquisas mostram que eventos com forte apelo emocional - tragédias aéreas, desastres climáticos e ambientais - provocam reações cardíacas na população afetada. No Brasil, o primeiro levantamento do tipo foi realizado em 2008, por conta das enchentes que devastaram o estado de Santa Catarina no fim daquele ano. Na época, os pesquisadores avaliaram os prontuários médicos de três hospitais da região atingida pela tragédia. A análise incluiu registros de antes e depois das chuvas - no período compreendido entre 1º de maio e de 2008 a 30 abril de 2009. "Avaliamos o número total de pacientes no hospital que tiveram infarto do miocárdio e o número de mortes súbitas", conta o cardiologista Sérgio Timerman, um dos responsáveis pela pesquisa. Os dados coletados revelaram que houve aumento de 48% no número de internações por infarto. A média mensal passou de 16 para 40 casos. Houve também um aumento de 31% das mortes súbitas (21 contra 16 casos). Para Timerman, o resultado do estudo é uma extensão de levantamentos realizados em outros países após catástrofes naturais, como a passagem do furacão Katrina, em 2005. "Essa foi a primeira pesquisa de uma tragédia natural nacional. É fundamental que o país esteja preparado para essas ocorrências", opina o cardiologista. Torcida em polvorosa Saiba o que acontece com o corpo dos torcedores mais fanáticos na hora em que o Brasil, ou o time do coração, entra em campo: 1- Antes de iniciar a partida, o torcedor já começa a sentir os efeitos da ansiedade. Isso porque a adrenalina - hormônio que "liga" as defesas do organismo em situações de estresse - é descarregada em grandes quantidades 2- O excesso desse hormônio provoca mal-estar generalizado: os torcedores podem ter sudorese, mãos frias, taquicardia, dores musculares e dor de cabeça devido à tensão 3- Em caso mais graves, a pessoa desenvolve arritmia cardíaca, que ocorre quando o coração bate muito depressa e não consegue bombar o sangue para o cérebro e a pessoa pode sofrer um infarto 4- Em 99% das situações, o infarto acontece porque há gordura acumulada na coronária. Outro problema é o AVC: em crises de hipertensão, uma das artérias cerebrais pode se romper 5- Todas essas situações podem ficar mais perigosas, dependendo dos fatores de risco de cada uma. A obesidade é um deles 6- A ameaçade ocorrer um mal súbito é maior para fumantes. O fumo atrapalha a respiração e, consequentemente, a oxigenação do cérebro 7- Diabéticos também devem tomar cuidado extra: nesse grupo e entre fumantes, a chance de se contrair doenças do coração é 10 vezes maior 8- A idade e a genética são outros fatores que contribuem para os problemas cardíacos. Além disso, hábitos como o de beber e o de comer frituras, tão comuns entre os admiradores do futebol, também são prejudiciais SAÚDE // NATAL GANHARÁ SEGUNDA UPA A Prefeitura do Natal recebeu ontem a liberação para iniciar a construção da segunda Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Natal, no bairro de Cidade da Esperança, na zona Oeste. Em visita oficial ao Palácio Felipe Camarão, o governador do Estado, Iberê Ferreira de Souza, assinou, na presença da prefeita Micarla de Sousa, a cessão do terreno para a construção da mais nova UPA 24 horas. "Acabamos de entregar a primeira UPA em Pajuçara e é com muita satisfação que recebemos esse apoio do Governo do Estado para a construção da segunda UPA em Cidade da Esperança. Isso possibilitará a construção daquela que será a maior unidade em Natal para atender a população da zona Oeste. Nesta UPA que será de porte três, teremos 6 médicos de plantão 24 horas e capacidade para atender até 700 pessoas por dia", destacou a prefeita Micarla de Sousa. Por sua vez, o governador Iberê Ferreira declarou que "Na oportunidade da inauguração da UPA de Pajuçara a prefeita Micarla de Sousa solicitou que oficializássemos a cessão do terreno para a construção da UPA de Cidade da Esperança, então procurei resolver logo a situação porque em matéria de saúde a população não pode esperar". O secretário municipal de Saúde, Thiago Trindade, adiantou que as obras da UPA de Cidade da Esperança devem começar nos próximos 30 dias. PÓLIO // SMS FAZ BALANÇO DA CAMPANHA O primeiro balanço divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde mostra que Natal atingiu, no dia D da campanha de vacinação contra a paralisia infantil, o índice de 51,64% que corresponde a 32.137 crianças vacinadas - das 59 mil esperadas. Pais devem levar filhos até sexta-feira, 18. Assessoria de Comunicação do Cremern Telefone: 4006-5343 Contatos: Casciano Vidal: 9990-1473 Ana Carmem: 9909-4100
 
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner