Rede dos Conselhos de Medicina
HUOL APRESENTA EXPLICAÇÕES SOBRE MORTE DE PACIENTE - Leia mais notícias no Clipping Cremern 26/07/2010
TRIBUNA DO NORTE HUOL APRESENTA EXPLICAÇÕES SOBRE MORTE DE PACIENTE A propósito da reportagem veiculada na edição da última quinta-feira (22), a respeito da reclamação da família do aposentado José Vicente Simplício, que teria enfrentando problemas para realizar exames recebemos da direção do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL) a seguinte carta: “Em resposta a matéria veiculada no dia 22 do corrente mês por esse conceituado jornal que V.Sª dirige, na qual trata da insatisfação dos familiares do Sr. José Vicente Simplicio de 96 anos, que veio a falecer, apresentamos as seguintes considerações: 1. Nos solidarizamos com a dor da família pela perda do seu ente querido. 2. Fizemos uma análise dos atendimentos prestados ao mesmo e verificamos que em 2008 o paciente foi atendido no serviço de urologia do HUOL, por duas vezes. Os procedimentos médicos foram adequados a situação do paciente, com solicitação de exames complementares para elucidação diagnóstica. 3. O paciente não retornou ao serviço de urologia para continuidade do tratamento. 4. O serviço de Urologia do HUOL tem um atendimento muito expressivo realizando cerca de 650 cirurgias ano, das quais 157 são operações da próstata sendo 51 para tratamento de câncer. 5. Aproveitamos a oportunidade para salientar que apesar destes números bastantes significativos, não temos credenciamento para nenhum procedimento oncológico.” Atenciosamente, A Direção” Nota de Redação: Todas as colocações feitas pela direção do HUOL acerca do atendimento dispensado ao paciente constam do texto publicado pelo jornal. Esta redação não vê nenhuma contradição entre o que foi informado na reportagem e as afirmações colocadas na carta. USP DEVE FORNECER CÉLULAS-TRONCO DE DENTES DE LEITE PARA PESQUISADORES O laboratório para obtenção de células-tronco a partir de dentes de leite, em construção na Universidade de São Paulo (USP), deve colaborar para pesquisas sobre o assunto em todo país. A coordenadora do projeto, Andrea Mantesso, disse que as células obtidas no novo centro que será inaugurado em 2011 devem ser oferecidas a pesquisadores de outros laboratórios da USP e até de outras universidades. “A gente está em uma grande universidade pública, onde existe muita pesquisa. Poderemos fornecer material a esses pesquisadores”, afirmou ela, em entrevista à Agência Brasil. “Como essas células virão dos dentes de leite, teremos material em abundância”, explicou. Mantesso disse também que o novo laboratório deve receber pesquisadores de outras universidades do país e do exterior. A universidade inglesa King's College, que já é parceira da USP no projeto do laboratório, será uma das instituições que enviará alunos e professores para estudos em São Paulo.“Poderemos trabalhar em colaboração e formar pesquisadores interessados nesta área [células-tronco]”, complementou. A professora Maria Rita Passos-Bueno, que coordena outro projeto de pesquisas sobre células-tronco na própria USP, acha importante essa integração, mas ressalta, porém, que a medida ainda precisa ser planejada. “Temos que ver como será esta integração”, disse, lembrando que pesquisas sobre células-tronco obtidas em dentes são realizadas na USP pelo menos desde 2005. Stevens Rehen, coordenador do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), disse que a criação do laboratório deve colaborar para a obtenção de resultados mais significativos na área. Para ele, o Brasil tem publicado pesquisas importantes sobre células-tronco. Mesmo assim, ainda tem muito a avançar até nivelar-se com países mais desenvolvidos. O novo laboratório pode ajudar a reduzir essa diferença, acredita. “Se o Brasil quer ter avanços importantes, tem quer ter vários grupos diferentes pesquisando o mesmo assunto”, ressaltou. “A área de células-tronco não é uma ciência exata. Então, qualquer visão diferente sobre o assunto já acrescenta”. *Fonte: Agência Brasil GRANDE NATAL VAI GANHAR MAIS UMA UPA ESTE ANO Até o final de outubro, a Grande Natal ganhará mais uma unidade de pronto atendimento para desafogar os hospitais Walfredo Gurgel e Deoclécio Marques. A UPA nível 2 de Parnamirim já começou a ser construída em amplo terreno no bairro Nova Esperança. A terraplenagem foi concluída e agora começam a chegar os pré-moldados para montagem do prédio. A Unidade de Pronto Atendimento é uma parceria da prefeitura de Parnamirim com os governos federal e estadual. O investimento conjunto é de R$ 2,8 milhões. A unidade funcionará 24 horas e terá estrutura similar a de uma unidade de tratamento semi-intensivo. De acordo com Henrique Costa, adjunto da Secretaria Municipal de Saúde, do valor total destinado para a construção do prédio, R$ 2 milhões são oriundos do Ministério da Saúde, R$ 400 mil do Governo do Estado e R$ 400 mil da Prefeitura. “Além desse valor, mais R$ 2 milhões serão investidos em equipamentos, também no sistema tripartite, sendo 50% do Governo Federal, 25% do Estadual e 25% do Municipal”, explicou. A equipe de profissionais inclui dois clínicos, dois pediatras, enfermeiros, nutricionistas, assistentes sociais, técnicos em enfermagem, técnicos em Raios-X, farmacêuticos, bioquímicos, entre outros. A UPA contará também com o pronto-socorro odontológico. Além disso, a unidade será referência para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que terá mais uma porta de entrada para os pacientes da região. Na visita que fez ao terreno, na semana passada, o prefeito Maurício Marques lembrou os investimentos em Saúde, que este ano deverão chegar aos R$ 75 milhões, quase 40% a mais do monante destinado no ano passado ao setor. “Estamos trabalhando para ampliar e ao mesmo tempo melhorar os serviços”, disse o prefeito. Esta será a segunda UPA de Parnamirim. A primeira foi inaugurada no dia 30 de abril, em Rosa dos Ventos, e é mantida com recursos próprios. Nos dois primeiros meses de funcionamento foram 9.282 atendimentos, dos quais 2.727 pediátricos. A construção de um “cinturão” de unidades de pronto-atendimento na Grande Natal vai melhorar o acesso da população a serviços de urgências. Uma delas já funciona no bairro Pajuçara, em Natal. A UPA foi inaugurada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no mês passado. Natal terá ainda mais três dessas unidades. Uma outra está programada para o município de São Gonçalo. As UPAs têm como filosofia reforçar o atendimento médico de urgência à população. A assistência preventiva é feita através das equipes do programa Saúde da Família. Mas por falta de médicos, municípios como Natal e Parnamirim estão tendo dificuldades de ampliar as equipes do PSF. Hospitais federais do RN vão receber recursos O Ministério da Saúde vai liberar R$ 2,3 milhões para a reestruturação e revitalização de quatro unidades hospitalares federais no Rio Grande do Norte. São elas: Hospital de Pediatria Professor Heriberto Bezerra, Hospital Universitário Onofre Lopes, Maternidade Escola Januário Cicco e Hospital Universitário Ana Bezerra, todos ligados à UFRN. Os recursos começam a ser liberados a partir de agosto pelo Fundo Nacional de Saúde, dentro do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Federais (REHUF), do ministério. “Esta liberação de recursos financeiros é um passo importante no sentido de garantir o fortalecimento da rede federal dos hospitais de ensino. Estes hospitais são de extrema importância para o atendimento de média e alta complexidade (consultas, exames, cirurgias e tratamento em especialidades que exigem maior complexidade) em todo o país. Além disso, são centros de formação de especialistas em saúde e centros qualificados de realização de pesquisas no campo da saúde e da medicina”, afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, no lançamento do (REHUF), na semana passada. O programa tem por objetivo criar as condições materiais e institucionais para que os hospitais universitários possam desempenhar plenamente suas funções em relação às dimensões de ensino, pesquisa e extensão, além da dimensão da assistência à saúde. No campo estritamente da assistência à saúde, os hospitais universitários desempenham as funções de centros de referência de média e alta complexidade para a rede pública de serviços de saúde. No REHUF, o financiamento dos hospitais universitários federais é partilhado, paritariamente, entre as áreas de saúde e de educação, num sistema de pactuação global que ainda inclui o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. PLANOS REJEITAM ATENDIMENTO ORTOPÉDICO Rio (AE) - Sete em cada dez ortopedistas do País já tiveram algum tipo de atendimento solicitado para o paciente negado pelo plano de saúde. As cirurgias encabeçam a lista, com 55%. A pesquisa, feita pelo Ibope para a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (Sbot), evidencia a interferência das operadoras no trabalho médico e corrobora os dados de associações de defesa do consumidor. Também aparecem na lista de itens recusados pelas operadoras procedimentos ambulatoriais ou exames (37%), material cirúrgico (25%), próteses (12%) e implantes (9%). A pesquisa ouviu 400 profissionais. "Há pressão velada. O médico é instruído a não pedir tantos exames ou pode ser punido com redução do preço da consulta, por exemplo. O paciente nem fica sabendo que poderia ter acesso a um atendimento mais completo. A relação com as operadoras é uma das coisas mais limitantes do exercício da medicina", afirmou Claudio Santili, presidente da Sbot. Entre os 275 médicos que tiveram recusas no atendimento e informaram quantas vezes isso ocorreu no período de um ano, 35% tiveram até 6 negativas e 24%, entre 7 e 12 vezes. Na pesquisa, as operadoras alegaram principalmente falta de vagas (65%), de cobertura do plano para o atendimento (53%), carência (18%) e alto custo do procedimento (18%). A maior queixa dos médicos é que a recusa foi feita por um funcionário não médico em 27% dos casos e o auditor médico não se identificou em 41% das negativas. "O que pleiteamos é que a negativa venha acompanhada de justificativa e do CRM do médico que avaliou o caso. As negativas atrasam os procedimentos e desgastam a relação com o paciente, que fica desconfiado", afirma Santili. Os médicos ouvidos afirmam que, quando intervieram pessoalmente junto às operadoras, conseguiram reverter a situação. HIPOCONDRIA: DOENÇA OU SOFRIMENTO IMAGINÁRIO? (2) Dando continuidade ao artigo da semana passada, vale ressaltar que o transtorno hipocondríaco, é conhecido também como a neurose de doenças. Ou seja, o que acontece neste tipo de transtorno, é que o indivíduo possui uma sensibilidade corporal exacerbada, devido estar sempre muito voltado para o seu próprio corpo (olhando sempre para o seu umbigo). O hipocondríaco, na verdade, tem uma ansiedade enorme, aliada a uma grande dificuldade de fazer contacto com pessoas e com situações onde o mesmo não se sente no controle, passando assim, cada vez mais, a centrar a sua percepção e atenção no seu próprio corpo. Daí é que o mesmo, a vigência de qualquer alteração fisiológica (respiração Alterada, ritmo cardíaco diferente, uma maior sudorese, formigamento de extremidades, ruídos digestivos e outros) rapidamente é percebido, e como o mesmo, por ser controlador e pessimista, não consegue controlar tais situações, começa a dar uma interpretação a esses fatos, como um risco iminente de estar com alguma doença séria, a qual pode levá-lo a morte ou conseqüências muito graves e irreversíveis. Da situação relatada acima, advêm o fato do hipocondríaco na maior parte do tempo estar tomando remédio, ou buscando algum remédio para usar, por se achar apavorado com o risco de estar doente, normalmente de uma doença grave, da qual quer fazer de tudo, o mais rápido possível, para eliminar a mesma, ou sintomas da mesma (causadores de toda esta gama de sentimentos). Podemos comparar a cabeça do hipocondríaco com um circo de horrores, onde o mesmo tem a capacidade de elaborar os pensamentos mais mirabolantes, acerca das piores doenças que alguém possa imaginar (de uma simples dor de cabeça, pode imaginar que esta tendo um acidente vascular hemorrágico, ou um tumor e irá morrer). O raciocínio do hipocondríaco acontece mais ou menos dessa forma: “estou aqui pensando de onde pode ter surgido essa dor de cabeça, até hoje de manhã eu não estava sentindo nada, será que é uma enxaqueca? Não, não pode ser eu nunca tive enxaqueca, deve ser algo bem mais grave, quem sabe eu não estou tendo um AVC (acidente vascular cerebral)? O melhor mesmo é ir a um Pronto Socorro, pois os exames que eu fiz a semana passada, todos foram normais, sinal que essa dor deve ser algo grave. Após ser avaliado clínica e laboratorialmente, e descartado os diagnósticos de enxaqueca e AVC, o mesmo imediatamente aventa a possibilidade de estar acometido por outra doença, por exemplo, ummm, na verdade devo estar acometido de um tumor no cérebro. E a partir daí, novamente começa uma via sacra de medico em médico, enquanto ele não descarta esta possibilidade a cabeça fica o tempo todo pensando em coisas ruins, e quando descartar esta possibilidade, outra tomará o seu lugar e assim por diante”. A hipocondria faz com que o seu portador não encare a realidade, ele desvia o foco, não percebe, não vê, e nem tão pouco se importa com os problemas do cotidiano, da vida real, passa o tempo todo ruminando e centrado em seus sintomas e pensamentos pessimistas. Ocorre nesse momento, aquilo que já conhecemos de outras patologias, o indivíduo se acomoda, e como se se entra em uma zona de conforto, em um mundo que ele já conhece, sabe como administrar o mesmo, não sente entusiasmo e nem tão pouco necessidade de evoluir e crescer na vida. A Hipocondria, assim como o Transtorno Obsessivo Compulsivo, tem uma ligação direta principalmente com os quadros de depressão e ansiedade. Os indivíduos acometidos por tal transtorno, geralmente são por essência pessimista, possuem uma visão sombria de tudo e têm um enorme sentimento de culpa (conscientes ou inconscientes), daí sempre se achar merecedores de castigos (que na verdade seria a própria doença). Com relação ao tratamento desse tipo de neurose, e fundamental que o portador da mesma esteja disposto a investir firmemente em um trabalho de psicoterapia, objetivando que o mesmo possa visualizar os sentimentos e conflitos, que na verdade são os fatores desencadeantes de toda a sua sintomatologia e de suas desconfianças. A avaliação de um bom profissional da psicologia, de acordo com a gravidade do caso, pode determinar que o mesmo tenha que encaminhar o portador do transtorno, para uma avaliação do psiquiatra, o qual de acordo com o quadro clínico do paciente poderá lançar mão do uso de antidepressivo, ansiolítico ou uma associação de antidepressivo com ansiolítico, em conjunto com a psicoterapia. O uso de antidepressivo, no transtorno hipocondríaco, deve-se ao fato do antidepressivo tratar a ansiedade, e também porque é comum a hipocondria estar associada a quadros depressivos, situação essa que pode levar ao paciente a apresentar o chamado delírio hipocondríaco. Outra associação muito comum, que pode ocorrer com o portador de hipocondria, e o mesmo também ser portador de TOC (transtorno obsessivo compulsivo). Quanto ao prognóstico, os estudos existentes mostram uma possibilidade de até 10% de cura para o transtorno, 66% dos pacientes poderão ter recaídas do transtorno e 24% dos pacientes não apresentarão melhora. Quanto aos fatores de risco para a hipocondria, podemos dizer não existir causas que, por si só, justifiquem-na, no entanto podemos citar alguns fatores de risco: um dos mais importantes é quanto o indivíduo, a despeito de exames, consultas e demais meios indicarem que o mesmo se encontra perfeitamente saudável, ele insistir na existência de que tem uma doença e passa a sofrer com isso; convívio com pessoas da família ou próxima acometida de doença grave; pessoas excessivamente metódicas, com baixa auto-estima, e que se sentem culpadas por desacertos na família, na vida pessoal ou profissional; preocupação exagerada com o físico; a proximidade com doenças graves; o paciente deprimido; os ciberhipocondríacos (indivíduos que investigam por conta própria, na net doenças que acreditam ter ou que possam desenvolver) e outros. DIÁRIO DE NATAL PESQUISA // CÉLULAS FEITAS COM DENTES São Paulo - O laboratório para obtenção de células-tronco a partir de dentes de leite, em construção na Universidade de São Paulo (USP), deve colaborar para pesquisas sobre o assunto em todo o país. A coordenadora do projeto, Andrea Mantesso, disse que as células obtidas no novo centro, inaugurado em 2011, devem ser oferecidas a pesquisadores de outros laboratórios da USP e até de outras universidades. "A gente está em uma grande universidade pública, onde existe muita pesquisa. Poderemos fornecer material a esses pesquisadores", afirmou ela. OS NEURÔNIOS DO VÍCIO Pesquisadores descrevem como falhas no cérebro podem interferir na dependência ou não do consumo de drogas Os resultados de uma pesquisa publicada na revista especializada Science trazem uma nova esperança para o tratamento de dependentes químicos. Pela primeira vez, cientistas conseguiram entender por que alguns usuários de drogas não conseguem se ver livres da substância, enquanto outros podem consumi-las apenas eventualmente. A resposta para isso está em uma falha na plasticidade sináptica do cérebro. O fenômeno, que ocorre em todas as áreas do órgão, consiste na forma pela qual os neurônios alteram sua capacidade de comunicação. Segundo Pier Vincenzo Piazza e Olivier Manzoni, pesquisadores do Neurocentro Magendie, em Bordeaux, na França, é a primeira vez que se demonstra a correlação entre a plasticidade sináptica e a dependência química. Os dois lideraram a equipe de cientistas que assinam o artigo da Science. De acordo com eles, o resultado contradiz as suposições atuais sobre o mecanismo do vício. Até agora, os estudiosos pensavam que o uso contínuo de drogas acabaria danificando as estruturas cerebrais, fazendo com que o usuário precisasse, cada vez mais, da substância. A nova pesquisa indica o contrário: as pessoas ficariam viciadas devido a um defeito pré-existente em seus cérebros. Os autores do estudo afirmam que o consumo voluntário de drogas é um comportamento encontrado em muitas espécies animais. Porém, há tempos considerou-se que a dependência, definida como o consumo compulsivo e patológico, seria algo encontrado apenas em humanos, e teria forte relação com as estruturas sociais. Em 2004, a equipe de Piazza mostrou, contudo, que os roedores também podem se viciar, consumindo cocaína sem que nenhum pesquisador precise ministrar a droga, bastando deixá-la próxima deles. Por isso, ele garante que homens e ratos compartilham muitas semelhanças na dependência química. Em particular, o fato de que nem todos os que experimentam se tornam viciados. Ao contrário, garante Piazza, apenas um pequeno número de homens - e ratos - ficam dependentes de drogas. Essa pesquisa abriu o caminho para o estudo biológico do vício. O objetivo principal do estudo foi verificar as modificações fisiológicas existentes no cérebro do dependente químico, de forma a possibilitar o desenvolvimento de terapias-alvo para o problema do consumo de drogas. "Entender os mecanismos biológicos que levam à dependência química ou ao controle do uso por parte dos consumidores pode nos fornecer uma ferramenta que combata as falhas na plasticidade sináptica, um estado fisiológico que leva à dependência", disse Piazza. DEPENDENTES PERDEM ALGUMAS HABILIDADES Na pesquisa, Pier Vincenzo Piazza e Oliver Manzoni estudaram as estruturas cerebrais de ratos que receberam a mesma quantidade de droga, mas apenas alguns deles ficaram viciados. Ao compará-los, a equipe verificou que os animais que ficaram dependentes perderam permanentemente a capacidade de produzir um tipo de plasticidade sináptica conhecida como depressão de longo prazo (LTD, sigla em inglês). Trata-se da habilidade que as sinapses - regiões de estímulo de comunicação entre os neurônios - têm de reduzir sua atividade sob o efeito de certos estimulantes. A LTD tem um papel importante na formação de novas memórias. Depois de um pequeno tempo de uso da cocaína, a LTD não se modifica. Porém, após um período longo de consumo, um significativo deficit aparece em todos os usuários. Sem essa plasticidade, que permite às pessoas aprender coisas novas, o cérebro do consumidor de drogas esquece mais rapidamente os efeitos da substância química, fazendo com que seja necessária uma ingestão cada vez maior para satisfazê-lo. Com isso, abre-se a porta para o desenvolvimento do consumo compulsivo. Na maioria dos usuários, o cérebro é capaz de produzir adaptações biológicas, que permitem neutralizar os efeitos da droga e recuperar um LTD normal. Porém, a falta de plasticidade observada nos dependentes faz com que o cérebro não consiga combater essa deficiência. A falta permanente de plasticidade sináptica poderia explicar por que, nessas pessoas, o controle no consumo das substâncias químicas vai se perdendo, ao mesmo tempo em que surge o vício. "É no cérebro dos indivíduos que não ficam dependentes que vamos encontrar a chave para uma terapia efetiva para o abuso de drogas", apostam Piazza e Manzoni. Fique por dentro Pouco acesso De acordo com o Relatório Mundial sobre Drogas divulgado pelas Nações Unidas, lançado no mês passado, falta serviço de tratamento para os usuários de drogas. A estimativa é de que 20 milhões de dependentes químicos - somente um quinto do total - estejam recebendo algum tipo de terapia adequada. "O tratamento da dependência de drogas deve fazer parte dos serviços de saúde em geral", alertou o documento do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (Unodoc). QUIMIOTERAPIA // GUARANÁ REDUZ FADIGA O guaraná, planta nativa da Amazônia muito usada como estimulante, pode também tratar a fadiga de mulheres com câncer de mama que passam pela quimioterapia. Esse sintoma afeta de 50% a 90% dessas pacientes. A conclusão é de um estudo inédito feito por pesquisadores do Hospital Albert Einstein e da Faculdade de Medicina do ABC. O trabalho foi controlado e envolveu 75 pacientes, divididas em dois grupos: um deles recebeu 50 mg de extrato seco de guaraná duas vezes ao dia. Ao final, 66% das pacientes relataram melhora, contra 13%. AIDS // FALTA DE DIÁLOGO COM O MÉDICO Um estudo mundial com mais de 2 mil pessoas que vivem com Aids, apresentado mostrou que ainda é deficiente o diálogo entre médicos e pacientes, o que pode impactar negativamente na qualidade de vida e no tratamento dos infectados. Segundo as respostas dos participantes da pesquisa, a conversa nos consultórios não estão focadas nas necessidades dos pacientes, incluindo os efeitos colaterais dos medicamentos e as comorbidades da doença, tais como os males cardiovasculares. GAZETA DO OESTE DOENÇA CAUSADA POR ESFORÇOS REPETITIVOS PODE SER EVITADA COM ALONGAMENTOS DIÁRIOS Embora não seja tão popular, a Lesão por Esforço Repetitivo (LER), adquirida principalmente no ambiente de trabalho, não é uma doença nova. Antigamente, ela era conhecida por outros nomes, como a 'Doença dos Escribas' e 'Entorse das Lavadeiras' que nada mais era do que uma tenossinovite, um tipo de doença causada por esforço repetitivo. A LER acentuou-se na década de 1990, com a popularização dos computadores. Mas a doença não afeta apenas as pessoas que trabalham com computadores. Cabeleireiro há 14 anos, Laércio Barbosa sofre com o problema. Diariamente ele faz o corte de 20 a 45 cabelos. "Pelos muitos anos de profissão e pela quantidade de cortes, minhas mãos e punhos começaram a doer, hoje, assim que acordo faço um bom alongamento nas mãos e nos pés, já que fico muito tempo em pé também", comenta o cabeleireiro. Segundo Laércio Barbosa, as dores são mais frequentes no fim do dia, quando termina o trabalho e vai pra casa para descansar. "Quando chego em casa, depois que tomo banho e o corpo esfria é que as dores aumentam, as vezes é preciso fazer compressa de água morna para diminuir o incômodo, o pior é saber que no outro dia começa tudo de novo". Para a fisioterapeuta Lara Fernandes, as Lesões ou Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) são causados principalmente por falta de alongamento antes do trabalho, erro na postura e falta de exercícios físicos. "A má postura durante o trabalho é o maior causador da LER, se as pessoas soubessem como é importante fazer um alongamento e praticar exercícios físicos não sofreriam tanto, eles diminuem bastante o risco de adquirir a doença". Segundo a fisioterapeuta, cerca de 15 pacientes por mês vão em busca de tratamento para se livrar das dores incômodas adquiridas no trabalho. O tratamento é feito à base de compressa de gelo, ultrasom e a utilização de equipamentos fitoterápicos. "Cada paciente passa por no mínimo dez seções", complementa Lara Fernandes. Os principais tipos de LER são: A Bursite, Cistos Sinovais, Dedo em gatilho, Síndrome do túnel do carpo, Tendinite e Tenossinovite. A doença atinge principalmente a classe de trabalhadores que utilizam movimentos repetitivos das mãos como, digitadores, pianistas, tricoteiras, jornalistas, cabeleireiros, embaladores e caixas de supermercados. O OLHO HUMANO Dr. Igor Allamo - Medico Oftalmologista - CRM 5720 RN O globo ocular está situado dentro de uma cavidade óssea e possui aproximadamente 24mm de diâmetro anteroposterior e 12mm de largura. ANEXOS OCULARES — As sobrancelhas, os cílios e as pálpebras são protetores do globo ocular. Impedem que partículas como poeira caiam dentro do olho. As pálpebras também têm como função a distribuição de lágrima, ocorrida durante o piscar. A conjuntiva é uma película vascular que recobre a esclera na porção visível, até a córnea. Também recobre a parte interna da pálpebras inferiores e superiores.Cada olho possui seis músculos que possibilitam sua movimentação para os lados. Quando os músculos funcionam normalmente, os dois olhos estão sempre mirando na mesma direção. Mas se algum não funciona bem, ocorre o estrabismo ou vesguice. APARELHO LACRIMAL — A glândula lacrimal fabrica a maior parte da lágrima que banha o olho. No canto interno da pálpebra(próximo ao nariz) existem um orifício e um canal que drenam a lágrima para o nariz. A lágrima serve para limpar, facilitar o ato de piscar e nutrir o olho. CÓRNEA — É uma membrana transparente, localizada na frente da íris. Tem como funções permitir a entrada de luz no olho para formação de uma imagem nítida na retina. Seria como a lenta da máquina fotográfica. ESCLERA— É a parte branca do olho. Sua função é a proteção ocular. ÍRIS — Disco colorido com um orifício central chamado de pupila - menina dos olhos. Sua função é controlar a quantidade de luz que entra no olho: ambiente com muita luz faz fechar a pupila; ambiente com pouca luz faz dilatar a pupila. Exerce a função idêntica ao diafragma de uma máquina fotográfica. CRISTALINO — Lente biconvexa, transparente, flexível e capaz de modificar sua forma, localizada atrás da íris. Sua função é focar os raios de luz para um ponto certo na retina. RETINA — Camada nervosa, localizada na porção interna do olho, onde se encontram célula fotoreceptoras - Cones, responsáveis pela visão central e pelas cores, e Bastonetes, responsáveis pela visão periférica e noturna. Sua função é transformar os estímulos luminosos em estímulos nervosos que são enviados para o cérebro pelo nervo óptico. No cérebro essa mensagem é traduzida em visão. COROÍDE — É uma camada intermediária, rica em vasos que servem para a nutrição da retina. A região da retina, responsável pela visão central, chama-se mácula, na qual se localizam a maioria dos cones. HUMOR VÍTREO — É uma substância viscosa e transparente, que preenche a porção entre o cristalino e a retina. HUMOR AQUOSO — É um líquido transparente, que preenche o espaço entre a córnea e a íris. Sua principal função é a nutrição da córnea e do cristalino, além de regular a pressão interna do olho. BUROCRACIA IMPEDE UTILIZAÇÃO DA MOTOLÂNCIA DOADA AO SAMU O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) espera contar, desde o ano passado, com uma motolância para agilizar seus atendimentos. O veículo modelo XTZ 250 Lander que chegou a Mossoró no dia 14 de dezembro está até agora encostada no pátio do Centro Administrativo da Prefeitura de Mossoró. Segundo Jean Batista, gestor de suprimento e patrimônio da Gerência Executiva da Saúde, um problema na documentação do veículo está impedindo que o mesmo possa ser entregue ao Samu. "Na época, eles mandaram a moto sem a nota fiscal. Sem ela, o Detran não tem como fazer a documentação", disse. Depois de muito insistir, Jean conta que o Ministério da Saúde, enfim, mandou uma cópia do documento no mês de maio. Os papéis foram enviados ao Detran para realização do emplacamento. "Aí já houve outro problema", acrescenta o gestor explicando que o documento preparado pelo Detran veio com um erro. "Eles fizeram o processo em nome da Prefeitura Municipal de Mossoró, mas não é pra ser. Tem que ser em nome do Ministério da Saúde que é a doadora do veículo. Só depois é que o documento passaria para o nome da prefeitura", explica. A expectativa de Jean é que o imbróglio seja resolvido o mais rápido possível para a motolância ser repassada ao Samu ainda na primeira quinzena de agosto. Uma vez entregue, o órgão enviará à Gerência da Saúde uma relação dos equipamentos de segurança para o piloto e os materiais a serem usados nos atendimentos de urgência. VEÍCULO - A motolância possui sirene, sinalização de piscas alertas, baú para materiais de primeiros socorros e antena para proteger o piloto. Será conduzida por técnicos em enfermagem, treinados para prestar atendimento com desfibriladores e material para suporte básico de vida. O Ministério da Saúde estima que o veículo possa chegar às ocorrências até oito minutos antes das ambulâncias comuns. Dessa forma, aceleraria, por exemplo, o socorro de vítimas de acidentes de trânsito e de paradas cardíacas. INAUGURAÇÃO DO CENTRO DE RADIOTERAPIA DE MOSSORÓ É ADIADO Com o início das obras em 2007, o término da construção do Centro de Radioterapia de Mossoró vem se tornando uma "novela" para os pacientes. Com 80% da sua estrutura física pronta, o hospital deve receber em breve os reparos finais. A inauguração estava prevista para o mês de setembro, mas foi adiada para o início de 2011. Com a mudança nos dados da planilha que liberava o uso da verba de R$ 600 mil doado pelo governo, a inauguração foi adiada. Segundo o presidente da Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC), Dr. Cure Medeiros, a planilha inicial que tinha todos os detalhes, explicando com que o dinheiro doado seria gasto, foi modificada. "O governo estadual ficou de nos repassar R$ 600 mil, isso dividido em três parcelas de R$ 200 mil, mas como o dinheiro demorou a chegar, tivemos que dar continuidade às obras com o dinheiro das doações de populares e comerciantes, os gastos das construções que estavam previstos na planilha estavam sendo feitos com o dinheiro do povo, daí tivemos que fazer uma nova planilha para inserir novos materiais e novos gastos", informou. A nova planilha está sendo enviada para a Secretaria de Saúde do Estado na próxima semana. A primeira parcela de R$ 200 mil que chegou ainda não foi usada, foi aplicada no banco. Dr. Cure explica que só vai poder usar o dinheiro quando a nova planilha for aprovada. "Cada planilha deve ter minuciosos detalhes com o que o dinheiro vai ser gasto, como continuamos nossas obras com o dinheiro das doações, não vamos usar todo os R$ 600 mil na construção. Com R$ 300 mil terminaremos toda a obra e com os outros R$ 300 mil compraremos a mobília e alguns equipamentos", esclarece. "Mesmo que a estrutura física esteja pronta este ano, só iremos fazer a inauguração oficial quando tivermos pelo menos os equipamentos básicos", finaliza Dr. Cure. A LIGA — A Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer é uma instituição sem fins lucrativos e possui a tarefa de promover a prevenção, o diagnóstico e o tratamento do câncer, incentivar e colaborar, em parceria com instituições públicas e privadas, escolas e universidades, com a execução de propostas e pesquisas nos diversos setores da oncologia. Por meio dela, pacientes com câncer, não só de Mossoró, mas de toda a região Oeste, têm acesso a medicamentos a preço de custo, facilitando e barateando o tratamento. Centro de Oncologia oferta estágio a estudantes O Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM) está ofertando três vagas para estágio extracurricular direcionado a estudantes do Curso de Medicina, em clínica cirúrgica. Os estudantes interessados em concorrer às vagas devem efetuar inscrição até esta segunda-feira, dia 26, pela manhã, das 7h às 11h, e à tarde, das 14h às 17h, no Departamento de Ensino e Pesquisa do Cohm, localizado na Rua Dr. João Marcelino, Nº 429, 1º andar - no bairro Nova Betânia. O estágio terá a duração de seis meses. Para a inscrição, o pré-requisito é o candidato ser acadêmico do 5º período do Curso de Bacharelado em Medicina. No ato da inscrição, o candidato deverá apresentar documentos como: cópia do documento de identificação, histórico escolar emitido pela instituição de ensino superior, comprovando que o aluno cursa o 5º período de Medicina, duas fotos 3x4 atualizadas e formulário de inscrição preenchido. De acordo com a direção do centro, o processo seletivo será realizado em duas fases: prova objetiva (em caráter eliminatório); e entrevista e análise do Currículo Vitae (caráter classificatório). A prova objetiva será aplicada dia 31 de julho (sábado) e terá quatro horas de duração (das 8h às 12h). Serão eliminados na primeira fase os candidatos que obtiverem nota menor a 7,0 (equivalente a 70% da prova). A segunda fase da seleção, a entrevista, será dia 2 de agosto, a partir das 17h. O edital do estágio está disponível na página eletrônica do Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró, podendo ser acessado no seguinte endereço: www.cohm.com.br, inclusive em formato php, para impressão. HEMONORTE VAI ESTREAR NOVA UNIDADE MÓVEL O Hemocentro do Rio Grande do Norte Dalton Barbosa Cunha (Hemonorte) está renovando sua frota, com recursos da ordem de R$ 700 mil através da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP). A unidade móvel para coleta externa de sangue, que custou R$ 426 mil, será entregue ao serviço de coleta na quinta-feira, 29, totalmente equipada, substituindo a unidade móvel antiga que será recuperada. "Com essa nova aquisição, o Hemonorte terá condições de oferecer mais conforto aos doadores e ampliar, em até 30%, o número de doações de sangue da coleta externa", informou a diretora'geral da instituição, médica Joana Darc Silva Ramos. A nova unidade dispõe de quatro cadeiras reclináveis para a doação de sangue, geladeira para guardar as bolsas de hemocomponentes, atendimento para intercorrências com serviço de oxigênio e desfibrilador. E ainda geladeira para uso comum, micro-ondas e gelágua, além de televisor LCD e vídeo, visando conforto para o doador. O ônibus é dotado também de compartimentos para trabalho do serviço social, pré-triagem, triagem clínica e local da coleta de sangue, além de uma projeção lateral externa para recepcionar o doador. Montado por empresa de Recife (PE), especialmente para a coleta de sangue, a unidade móvel sobre rodas do Hemonorte tem mais de dez metros de comprimento, adquirida por meio de licitação pública. HEMONORTE VAI ESTREAR NOVA UNIDADE MÓVEL O Hemocentro do Rio Grande do Norte Dalton Barbosa Cunha (Hemonorte) está renovando sua frota, com recursos da ordem de R$ 700 mil através da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP). A unidade móvel para coleta externa de sangue, que custou R$ 426 mil, será entregue ao serviço de coleta na quinta-feira, 29, totalmente equipada, substituindo a unidade móvel antiga que será recuperada. "Com essa nova aquisição, o Hemonorte terá condições de oferecer mais conforto aos doadores e ampliar, em até 30%, o número de doações de sangue da coleta externa", informou a diretora'geral da instituição, médica Joana Darc Silva Ramos. A nova unidade dispõe de quatro cadeiras reclináveis para a doação de sangue, geladeira para guardar as bolsas de hemocomponentes, atendimento para intercorrências com serviço de oxigênio e desfibrilador. E ainda geladeira para uso comum, micro-ondas e gelágua, além de televisor LCD e vídeo, visando conforto para o doador. O ônibus é dotado também de compartimentos para trabalho do serviço social, pré-triagem, triagem clínica e local da coleta de sangue, além de uma projeção lateral externa para recepcionar o doador. Montado por empresa de Recife (PE), especialmente para a coleta de sangue, a unidade móvel sobre rodas do Hemonorte tem mais de dez metros de comprimento, adquirida por meio de licitação pública. CORREIO DA TARDE SANEAMENTO BÁSICO AJUDA A REDUZIR EM MAIS DE 30% A MORTALIDADE INFANTIL NO RN No Rio Grande do Norte, os resultados dos investimentos em saneamento começam a aparecer. Dados coletados pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) junto ao Ministério da Saúde apontam que, de 2000 a 2008, a taxa de mortalidade infantil do Rio Grande do Norte caiu de 41,62 para 28,24 (número de óbitos para cada mil nascimentos) o que representa uma redução de 32,15% no período. A expectativa é que o índice seja ainda menor entre 2009 e 2010, com a duplicação da área saneada do Estado. De acordo com a Coordenadora de Promoção à Saúde, da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), Celeste Rocha, o saneamento básico, em especial a oferta de água tratada, é uma das ações de promoção à saúde que mais provoca impacto na redução de doenças por veiculação hídrica (aquelas provocadas pela ingestão de água sem tratamento) com conseqüente redução da mortalidade infantil. Somado ao saneamento, ela ressalta a expressiva expansão nos últimos anos da Estratégia Saúde da Família, que ampliou a oferta de serviços da Atenção Primária para as famílias, contribuindo também para a redução das doenças e da mortalidade. Segundo a coordenadora, entre 2009 e 2010 (os números ainda não foram fechados pelo Ministério da Saúde), a Sesap espera uma maior redução da mortalidade, tanto pela ampliação da cobertura de saneamento básico quanto pelas ações que estão sendo desenvolvidas pelo Governo do Estado na implementação da rede perinatal. "Através dessa rede, buscamos a qualificação da assistência a mulher e à criança na rede de maternidades do Estado. Só desta forma, somando ações intersetoriais, que chegaremos a melhores níveis de qualidade de vida", destaca Celeste. O diretor-presidente da Caern, Sérgio Pinheiro, afirma que os investimentos em saneamento básico não costumam ser vistos em curto prazo. "A queda na mortalidade infantil é um indicador de extrema importância para avaliar o impacto das obras de saneamento para a saúde da população. Hoje, praticamente todas as famílias do Estado têm acesso à água tratada e a expansão das redes coletoras de esgotos também será decisiva para ajudar o Estado a atingir índices cada vez menores de mortalidade infantil", destaca Pinheiro. Até o final deste ano, com as obras concluídas e em andamento, Natal terá sua cobertura de saneamento duplicada de 33% para mais de 60%, chegando a 100% até a Copa do Mundo de 2014, e o interior de 20% para 44%. "Este é o maior volume de recursos já investido pelo Governo do Rio Grande do Norte em obras de saneamento básico e será suficiente para dobrar a área saneada tanto da capital quanto do interior", afirma Sérgio Pinheiro. Estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) atestam que, para cada dólar aplicado em saneamento, se economiza quatro dólares na medicina curativa, desenvolvida nos postos de saúde. Em maio deste ano, o governador Iberê Ferreira de Souza, lançou no Rio Grande do Norte o Pacto pela Redução da Mortalidade Infantil. O pacto prevê a liberação de R$ 11 milhões a serem investidos prioritariamente nos municípios de Natal, Mossoró, Parnamirim, Macaíba, São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, Caicó, Currais Novos e Pau dos Ferros que atualmente concentram a metade dos casos de óbitos neonatais no Estado. Assessoria de Comunicação do Cremern Telefone: 4006-5343 Contatos: Casciano Vidal: 9990-1473 Ana Carmem: 9909-4100
 
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