Rede dos Conselhos de Medicina
ESTADO PODE REMOVER PEDIATRAS PARA O MARIA ALICE FERNANDES - Leia mais notícias no Clipping Cremern 08/09/2010
TRIBUNA DO NORTE ESTADO PODE REMOVER PEDIATRAS PARA O MARIA ALICE FERNANDES O juiz Ibanez Monteiro da Silva, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Natal, indeferiu um pedido do Sindicato dos Médicos do Estado do Rio Grande do Norte para que o Estado, através da Secretaria Estadual de Saúde, fosse impedido de transferir os profissionais médicos lotados no pronto socorro pediátrico do Hospital Walfredo Gurgel para atuarem junto ao Hospital Maria Alice Fernandes, localizado na Zona Norte de Natal. Na ação, o Sindicato dos Médicos do Estado do Rio Grande do Norte argumentou que a transferência seria motivada pela existência de recomendação do Ministério Público Estadual no sentido de que o Secretário Estadual de Saúde indicasse os médicos que deverão cobrir a escala de plantão no pronto-socorro do Hospital Maria Alice Fernandes. Pediu ao final a concessão de medida liminar no sentido de determinar que o Estado se abstivesse de transferir para o Hospital Maria Alice Fernandes os médicos pediatras lotados no pronto-socorro do Hospital Walfredo Gurgel. Após parecer do Ministério Público ter opinado pelo indeferimento do pedido liminar, a Justiça indeferiu a liminar pleiteada. O Sindicato recorreu ao Tribunal de Justiça que concedeu a liminar para impedir que fosse efetivada a transferência dos médicos pediatras do Hospital Walfredo Gurgel para o Hospital Maria Alice Fernandes, até o pronunciamento definitivo da Câmara Cível. O Estado contestou pedindo pela improcedência dos pedidos formulados pelo sindicato, justificando os atos da administração pública na supremacia do interesse público sobre o interesse privado. Ao julgar o mérito do recurso, o Tribunal de Justiça manteve a decisão original do juiz de primeiro grau. Segundo o juiz, os atos da administração pública são submetidos à apreciação do judiciário apenas para verificação de legalidade, não cabendo ao judiciário deliberar acerca da discricionariedade (opção ou a escolha entre duas ou mais alternativas válidas perante o direito). Para ele, os médicos não possuem a garantia de inamovibilidade, podendo ser transferidos, verificado o interesse da Administração. Assim, o magistrado esclareceu que o benefício da inamovibilidade não é extensivo a categoria dos médicos, não possuindo estes direitos com relação à sua unidade de lotação. * Fonte: TJRN. GREVE AFETA ATENDIMENTO ÀS GESTANTES A greve dos médicos da rede municipal, iniciada no último domingo, mostra consequências severas em um dos pontos frágeis do sistema de saúde da capital. Trata-se do atendimento a gestantes. Com duas unidades praticamente sem atendimento por conta da paralisação, como é o caso do Hospital da Mulher e da recém-reinaugurada Maternidade das Quintas, toda a demanda é enviada para o Hospital Santa Catarina e para a Maternidade Escola Januário Cicco. Ontem, os profissionais das duas unidades estavam sobrecarregados. Desde o início da greve, as filas para atendimento obstétrico no Santa Catarina e na Maternidade Januário Cicco cresceram. O único apoio à rede estadual é a Maternidade de Felipe Camarão, desde o dia primeiro de setembro com profissionais da Cooperativa dos Médicos. Mesmo assim, de acordo com o setor de Assistência Social do Hospital Santa Catarina, havia uma fila de 12 mulheres esperando vaga no Centro Obstétrico. Na Maternidade Januário Cicco, seis mulheres esperavam no setor de urgências. Vale lembrar que a Januário Cicco sofre também com a greve dos médicos residentes há mais de um mês. Nas unidades do município que trabalham com gestantes, o procedimento é o seguinte: os médicos da escala mesmo em greve permanecem no hospital normalmente, avaliam os pacientes que chegam e decidem se é um caso de urgência ou se é possível uma transferência. Embora não façam cesarianas, o Hospital da Mulher e a Maternidade das Quintas contribuem cuidando dos casos mais simples. Por conta da greve, somente os casos que não podem esperar não são direcionados para as demais unidades. Além disso, exames e atendimentos complementares ficam prejudicados. Ontem pela manhã, Carolina Ribeiro, de 23 anos, estava à procura de exame para o segundo filho, que espera há cinco meses. Foi até à Maternidade das Quintas e, como não foi atendida por lá, precisou recorrer à Maternidade Januário Cicco. “Fui lá, mas me disseram que está em greve. Precisei pegar um táxi para vir para cá”, afirma. Fabiana Xavier estava em situação semelhante. No caso dela, era preciso retirar os pontos de uma cesariana realizada há um mês. Nenhum outro local acolheu Fabiana e a Maternidade Januário Cicco ficou com a responsabilidade. A situação da Maternidade de Felipe Camarão é um representante do panorama da atual greve. Como tem médicos terceirizados, não há paralisação. Ao mesmo tempo, essas unidades, como o Hospital dos Pescadores e a UPA de Pajuçara, absorvem grande parte da demanda justamente pela falta de opções da população. O Hospital dos Pescadores, por exemplo, é o único local com a porta aberta da rede municipal na Zona Sul, enquanto a UPA de Pajuçara faz o mesmo na Zona Norte. Os médicos pleiteiam a Gratificação de Atividade Médica para todos os profissionais no Plano de Cargos e Carreira dos servidores municipais, cuja proposta está em tramitação na Câmara dos Vereadores. A divergência está na inclusão dos profissionais do Samu e do Programa Saúde da Família nesse universo, o que não foi aceito pela Prefeitura de Natal. As negociações já duram quatro meses. Cerca de 700 médicos trabalham a serviço do município de Natal, sendo 250 profissionais no SAMU e no PSF. Uma assembleia será realizada na sexta-feira para discutir os rumos do movimento. A partir de hoje, a greve irá afetar também o atendimento nos ambulatórios que, ao contrário das urgências, não funciona em finais de semana e feriados. Consultas com especialistas devem ser desmarcadas porque não haverá médicos para atender. DIÁRIO DE NATAL AMPLIAÇÃO DO ATENDIMENTO // VARELA SANTIAGO PRECISA DE VOCÊ Com o objetivo de ampliar sua capacidade de atendimento em cirurgias de alta complexidade, o Hospital Infantil Varela Santiago iniciou, nos últimos dias, uma nova campanha para obter doações de empresas e pessoas dispostas a ajudar a instituição filantrópica. A meta é colocar em funcionamento pleno a sua a terceira sala cirúrgica. O novo setor terá capacidade para a realização de operações médicas em neurologia, cardiologia e oncologia. De acordo com o diretor superintendente do hospital, Paulo Xavier Trindade, ainda são necessários, para o completo funcionamento da sala, um aparelho de anestesia, que custa em torno de R$ 85 mil, um monitor cardíaco, com valor aproximado de R$ 20 mil, um bisturi elétrico que também custa R$ 20 mil, um aspirador e instrumental cirúrgicos. "Nossa demanda aumentou muito nos últimos meses e nós precisamos nos equipar para atender melhor à população", justificou o diretor, ressaltando que 100% dos atendimentos realizados no VarelaSantiago são por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e que o hospital viabiliza, em média, mensalmente, 350 cirurgias de todos os tipos. Ainda segundo Paulo Xavier, a terceira sala já está funcionando, mas os médicos acabam utilizando equipamentos das outras duas salas, o que compromete a qualidade e a durabilidade das máquinas. "O novo centro já tem mesa e foco cirúrgico, adquiridos com doações feitas pela Associação das Ex- alunas da Escola Doméstica, Destaque Promoções e banda Cavaleiros do Forró e com a venda de 1.500 camisetas", disse. A expectativa da direção é de que, até o mês de novembro, o espaço esteja totalmente equipado. Paulo Xavier explicou, ainda, que a terceira sala será importante também porque não funcionará apenas para cirurgias de alta complexidade. "Quando não houver demanda para neurologia, cardiologia e oncologia, o espaço será utilizado para os outros tipos de operação", explicou. O Hospital Infantil Varela Santiago existe há mais de 90 anos, tem capacidade para atender a 120 leitose realiza, em média, 9 mil procedimentos mensais. As pessoas ou empresas que desejarem fazer doações, devem se dirigir à unidade, localizada à avenida Deodoro da Fonseca, em Petrópolis, ou telefonar para 3209.8200 ou 3209.8235. PLANO DA SAÚDE // PREFEITURA FAZ ESCLARECIMENTOS SOBRE PCCV Na tarde de ontem, a Prefeitura do Natal divulgou nota sobre os Planos de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), informando que uma equipe de secretários está percorrendo todas as unidades municipais para detalhar o plano para cada servidor, já que ainda persistem dúvidas importantes sobre conceitos dos planos, critérios de enquadramento, progressão e promoção e sobre valor dos vencimentos. Com isso os servidores têm a oportunidade de fazer uma simulação que mostra as vantagens da implantação do PCCV. Segundo a nota, a maior parte das categorias profissionais está aprovando o plano após receber essas explicações. A exceção, contudo, seria a classe médica, cujo sindicato não teria aceitado ouvir a proposta do poder executivo para o PCCV. No caso dos servidores da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o projeto de lei enviado à Câmara Municipal trata de um novo plano, extinguindo o anterior que nunca havia sido implantado de fato. Ele abrange apenas os profissionais das modalidades de saúde da SMS, uma vez queos demais servidores já estão contemplados com outro plano, o PCCV-Geral, e que também passa por reformulações importantes. No PCCV - Saúde, todos os servidores de nível superior (médicos, enfermeiros, farmacêuticos, fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, etc.) ocupam o cargo de "especialistas em saúde", cujo vencimento básico passa a ser de R$ 3 mil mensais, fora as gratificações e adicionais a que têm direito. Os médicos, que têm hoje vencimentos básicos entre um e três salários mínimos, passarão a ter o piso de R$ 3 mil e uma gratificação adicional de igual valor, recebendo assim a remuneração total inicial mínima de R$ 6 mil. Para casos específicos, como o Samu, quando os profissionais precisam estar prontos para qualquer tipo de situação, independentemente de sua especialização, melhor será a remuneração, podendo chegar próxima a R$ 10 mil mensais para médicos com dedicação exclusiva. Com relação aos agentes comunitários de saúde, a Prefeitura afirma que eles estão recebendo o segundo melhor vencimento nacional para a categoria e passando de empregados públicos- hoje regidos pelo regime da CLT - para servidores estatutários. A Prefeitura informou que apesas das dificuldades em negociar com o Sinmed, espera ver o plano aprovado na Câmara ainda na primeira quinzena. GAZETA DO OESTE SURTO DE HEPATITE A EM RODOLFO FERNANDES EXIGE PROVIDÊNCIAS O elevado número de casos de hepatite A no município de Rodolfo Fernandes começa a se caracterizar em um surto e poderá se estabelecer uma epidemia caso providências enérgicas não sejam tomadas. A população está apreensiva e as autoridades em Estado de alerta. O problema se agravou nos últimos meses com o registro de oito casos confirmados, além de várias notificações com o encaminhamento de exames para análise. A doença, que tem atingido principalmente as crianças, teria origem na poluição da água que serve à comunidade e na concentração de criações de porcos nas proximidades do açude público sem o controle prévio das autoridades sanitárias e municipais. O único reservatório de água que abastece a cidade também serve à criação de suínos às suas margens. Apesar de a doença estar disseminada por todo o município, é no conjunto Ausente II, próximo à comunidade rural de Riachão, onde há o maior número de casos. "Na semana passada uma vizinha levou seu filho muito mal para Mossoró e pode até não escapar", disse o agricultor Francisco Edvan Pessoa, 35, pai de um filho e que está com a mulher grávida. "Nós estamos muito preocupados e sem saber a quem recorrer", completou. O conjunto Ausente II foi entregue pela Prefeitura em dezembro, mas não possui água encanada. "Aqui só tem energia devido à interferência do ex-prefeito Chiquinho Germano junto à Cosern, senão a gente ainda estava no escuro", disse Maria Ferreira da Silva. No local foram acomodadas cerca de 30 famílias que estão se valendo de soluções paliativas para conseguir se abastecer. "Vou pegar água na rua em minha moto, mas tem gente que não tem como fazer e tem que usar a água do açude", frisou Edvan Pessoa. Segundo ele, em praticamente todas as horas do dia as moscas e outros insetos invadem as residências devido exatamente so chiqueiro dos porcos. A ex-secretária de Saúde Auriene Melo disse que antes vinha trabalhando com a realização de mutirões com a finalidade de orientar a população, enquanto as providências estruturais não eram realizadas. Ao defender um trabalho preventivo, ela disse que não sabe de onde partiu a decisão de acabar com os mutirões, já que estavam funcionando com resultados satisfatórios. Desde o mês de maio, quando ela deixou a pasta, não houve mais os mutirões mensais que levavam informações e orientações à população. Ela criticou, por outro lado, o fato de a Prefeitura ter deixado também de proceder com as notificações dos casos. Os registros estavam sendo feitos no hospital municipal de Rodolfo Fernandes e, dependendo da situação, encaminhados ao Hospital Rafael Fernandes, em Mossoró, que trata de doenças infecto-contagiosas. A atual secretária de Saúde, Sílvia Meneses, assegurou que o que compete a Prefeitura está sendo feito. Disse que como a questão do saneamento básico é de responsabilidade da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN), alguns ofícios solicitando providências foram direcionados à Companhia, que tem o conhecimento da situação, mas que ainda não fez a sua parte. Enquanto isso, informou que ainda esta semana serão retomados os mutirões para orientar as comunidades e buscar a identificação de outros casos para as devidas providências, tudo em sintonia com a 6a Unidade Regional de Saúde Pública (6ª URSAP), localizada em Pau dos Ferros, que engloba o município. Afirmou, também, que a prefeita Maria Bernadete é consciente sobre os problemas causados pelos chiqueiros de porcos. Contudo, está localizando outros terrenos para fazer a transferência dos suínos para outros pontos onde não prejudiquem a população. Hepatite é uma doença aguda que atinge o fígado Conforme informações técnicas, a hepatite A, também conhecida como hepatite infecciosa, é uma doença aguda do fígado, causada pelo vírus da hepatite A (HAV), geralmente de curso benigno. A transmissão é feita por alimentos mal-preparados e água contaminadas por fezes contendo o vírus (transmissão fecal-oral), além da possível presença de fômites no ciclo. É transmitida também através do sexo oral-anal e prática dígito-anal-oral. Pode ser absorvido de marisco proveniente de águas contaminadas com esgotos. Pode ocorrer em surtos epidêmicos (H2O contaminada), tendo relação com menores condições socioeconômico-educacionais. Geralmente acomete a população infantil. Apresenta a característica de não cronificar, mas pode apresentar casos arrastados. A forma fulminante é muito rara (0,6% dos casos) e aumenta seus casos com o aumento da idade. Mais de 40% dos casos de hepatite são causados pelo HAV, e 50% da população adulta já o terá encontrado. No Brasil, 75% da população adulta já teve contato com o vírus (apresentando sorologia IgG-anti HVA positiva). Os anticorpos são protetores para toda vida, não há manifestações por imunocomplexos. A distribuição da doença é mundial. O vírus é ingerido com os alimentos ou água. O período de incubação dura cerca de um mês. No intestino infecta os enterócitos da mucosa onde se multiplica. Daí dissemina-se pelo sangue, e depois infecta principalmente as células para as quais mostra a preferência, os hepatócitos do fígado. Este tropismo é devido à abundância nessas células dos receptores membranares a que o vírus se liga durante a invasão. Os vírions produzidos são secretados nos canais biliares e daí, via ampola de Vater, no duodeno, sendo expelidos nas fezes. DENGUE também preocupa — Além da hepatite A que vem assustando os moradores de Rodolfo Fernandes, o registro do aumento de casos de dengue também se configura em outra preocupação. Em 2008 não houve nenhum caso confirmado, no ano seguinte houve dois registros e somente este ano já foram constatados 15 casos de dengue, inclusive dengue hemorrágica. A secretária de Saúde Sílvia Meneses disse que nos mutirões que serão intensificados esta semana, essa questão também está inserida e será trabalhada. Além de orientar a população, a Prefeitura também vai pedir a colaboração dos moradores no sentido de fazer a sua parte tomando medidas simples com a finalidade de evitar a proliferação do inseto transmissor da dengue. Com população estimada em cerca de 5 mil habitantes, Rodolfo Fernandes, localizada no Médio Oeste potiguar, conta com população flutuante, já que está encravada entre os municípios de Itaú, Severiano Melo e Apodi, bem como das cidades cearenses de divisa, como os municípios de Iracema e Potiretama. JORNAL DE FATO MINISTÉRIO DA SAÚDE CORTA AIHS DA APAMIM Governador Dix-sept Rosado - O Ministério da Saúde cortou no mês de junho passado as 32 AIHs (autorização de internamento hospitalar) que eram destinadas para a Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância (APAMIM), única unidade de saúde de Governador Dix-sept Rosado, que tem treze mil habitantes e fica distante 35km de Mossoró. Os funcionários da unidade disseram que a Apamim nunca funcionou com a estrutura que deveria. Lembram que no final da década de setenta/início dos anos oitenta passaram mais de oito meses sem receber salários. Nessa época, segundo eles, quem pagava as contas da unidade era o então deputado Vingt Rosado. Nos anos seguintes, Laíre e Sandra Rosado destinavam recursos no Orçamento Geral da União para a unidade pagar suas contas e funcionar. Mas, as regras para liberação de recursos mudaram. E as dificuldades triplicaram. "Durante o governo de Adail Vale essa unidade só não fechou porque os funcionários saíram pedindo ajuda de um e de outro", conta o vereador Ricardo Martins. No governo de Lanice Ferreira, atual prefeita, Ricardo Martins disse que foi assinado um convênio para atendimentos básicos. Com esse convênio, foram contratados cinco enfermeiras, três ASGs e médicos 24 horas/dia na cidade. Só que a unidade precisa pagar salários de outros 15 funcionários, que eram pagos com pouco mais de R$ 10 mil, referente às AIHs que recebiam do Governo Federal. "Essas AIHs foram cortadas e agora estamos prestes a ficar sem nossa unidade de saúde", diz Ricardo. Assim como a Apamim de Governador Dix-sept Rosado, várias outras da região Oeste passam pela mesma dificuldade. O Governo Federal cortou os recursos, alegando que essas unidades de saúde não têm atendimento nas especialidades de pediatria, cirurgia, ginecologia, psiquiatria, hansionologia, dermatologia e cardiologia. Além desses problemas, várias Apamims também não têm estrutura adequada para funcionar. É o caso de Martins. Lá, a unidade teve três alas interditadas pela Anvisa, por não atender as exigências do Ministério da Saúde para funcionar. Diante do quadro, as mulheres que aguardam bebês em Martins estão sendo levadas para Pau dos Ferros, Caraúbas ou Mossoró. No mesmo caminho segue o Apamim de Governador Dix-sept Rosado, Portalegre, entre outras. Além do prejuízo de essas cidades ficarem sem o atendimento médico, a demanda de atendimento será deslocada para Mossoró, que já atende com dificuldade parte da população dessas regiões. "Não queremos isso. Queremos que os Governos do Estado e Federal entrem num acordo para que a Apamim de nossa cidade volte a funcionar, a atender à população", diz Ricardo Martins, lembrando que saúde não é algo que se possa entrar no debate político interminável. Câmara aprova audiência para debater o problema O vereador Ricardo Martins propôs na sessão da Câmara da semana passada, e foi aprovado por todos da Casa, um requerimento solicitando a realização de uma audiência pública no município, especificamente para tratar da questão de saúde pública. "Precisamos acrescentar que a cidade tem cinco equipes de Programa de Saúde da Família e já não está com a sexta por não ter médico para contratar", explica. Sobre a Apamim, Ricardo Martins diz que o sistema adotado pelo Governo Federal é excludente, exclui os pequenos hospitais das pequenas cidades e beneficia os grandes centros, prejudicando diretamente a população, que, para ter acesso à saúde, enfrenta o problema do transporte (ambulancioterapia) e as dificuldades de ser medicada em outro centro. Para debater o assunto na audiência pública, o vereador disse que estão sendo convidados, além da gestora municipal, no caso Lanice Ferreira, representantes da Secretaria Estadual de Saúde, do Ministério da Saúde, assim como da Justiça, do Ministério Público Estadual e Federal. "Queremos que justiça seja feita com a população das pequenas cidades", diz o vereador. A audiência pública para tratar dos serviços de saúde em Governador Dix-sept Rosado está prevista para ser realizada entre os dias 20 e 30 deste mês. "Temos pressa, não pela questão eleitoral, mas pela urgência quanto à Apamim, que está há dois meses sem receber recursos do Ministério da Saúde e prestando serviços à população numa área vital", destaca. REMÉDIOS PROIBIDOS SÃO VENDIDOS EM MOSSORÓ Populares e bastante utilizados por mães para tratar gripes e resfriados infantis, diversos medicamentos tiveram a fabricação, manipulação, distribuição e armazenamento proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), através da resolução 96. Ao todo, são 21 medicamentos com o princípio ativo denominado fenilpropanolamina. A medida foi tomada depois que ficou constatado que a substância provocou hemorragia cerebral em usuários americanos. No Brasil, a suspensão é preventiva, mas já está valendo desde o ano 2000, quando foi publicada a resolução. O problema é que os medicamentos ainda estão sendo vendidos nas farmácias da cidade e - pior - médicos continuam prescrevendo remédios para os pacientes, principalmente crianças. "Esses remédios são muito procurados, principalmente o Naldex, Descon e Sanagripe", informou uma atendente de farmácia, pedindo para não ser identificada. A dona-de-casa Flávia Andrade, 32, tomou um susto quando soube que o medicamento que dava para a pequena Juliana de um ano e meio de idade está na "lista negra" da Anvisa. "A gente fica sem saber o que fazer porque foi a médica que passou", queixou-se a dona-de-casa, questionando também a venda dos medicamentos nas farmácias. De acordo com o pediatra Ibernon Luiz, esses medicamentos, além de caros, são inócuos e tóxicos. Para o médico, quem faz uso de medicamentos com essa substância (fenilpropanolamina) pode ter hipertensão arterial súbita com risco de hemorragia cerebral. Na criança pode apresentar extremidades frias e cianose principalmente em altas doses por erro de administração. "Imagine se tem cabimento usarmos um remédio para desentupir o nariz em gripes e resfriados que provocam contração (diminuição) de artérias em todo o corpo. É como se apertássemos uma mangueira d'água para o esguicho d'água ir mais longe", exemplificou Ibernon. Ele recomendou a suspensão imediata dos medicamentos. "Se alguém estiver fazendo uso de algum desses medicamentos deve parar imediatamente, pois a droga é eliminada do corpo em seis horas", informou. Ele também destacou que não há necessidade de nenhuma recomendação especial para o descarte do medicamento. Basta jogar no lixo ou derramar na pia, por exemplo. CRM e Vigilância prometem agir O vice-presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM-RN), Marcos Jácome, mostrou-se surpreso com a informação de que médicos de Mossoró estejam prescrevendo medicamentos proibidos pela Anvisa. Ele comentou que nem sempre o órgão repassa suas resoluções para o conselho, o que dificulta o pronto cumprimento por parte dos médicos. "Eu pessoalmente defendo que a Anvisa deveria enviar regularmente a lista com os medicamentos proibidos para que a gente pudesse divulgar aos profissionais, mas isso nem sempre acontece. Falta essa comunicação", comentou Marcos Jácome. Ele informou que o CRM-RN enviará cópia da resolução 96 para todos os médicos registrados para evitar que os medicamentos continuem sendo prescritos. Além disso, o Conselho manterá discussões regulares com a categoria a respeito das resoluções da Anvisa, bem como suas aplicações no exercício profissional. Já, a coordenadora do Departamento Municipal de Vigilância em Saúde, Allany Medeiros, informou que será intensificada a fiscalização sobre a venda de medicamentos proibidos nas farmácias de Mossoró. Ela esclareceu que a indústria farmacêutica pode retirar o princípio ativo do medicamento, mas pode manter o nome oficial do produto. "O que às vezes acontece é que a Anvisa proíbe a comercialização de um princípio ativo, e aí a indústria farmacêutica altera a composição, mas mantém o nome do medicamento. Nesse caso, precisa vir na embalagem o nome 'Nova Formulação', que não tem a fenilpropanolamina. Senão, essa informação está irregular", explicou Allany. Ela informou que nos estabelecimentos visitados pelos técnicos não foi constatada irregularidade relacionada aos medicamentos da resolução 96. Mesmo assim, a fiscalização será intensificada e, se for constatada irregularidade, os medicamentos serão recolhidos e incinerados. Os estabelecimentos também poderão ser multados e, no caso de reincidência, até interditado. Assessoria de Comunicação do Cremern Telefone: 4006-5343 Contatos: Casciano Vidal: 9990-1473 Ana Carmem: 9909-4100
 
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner