Rede dos Conselhos de Medicina
RN VAI RECEBER MAIS RECURSOS PARA MELHORIA DA SAÚDE - Leia mais notícias no Clipping Cremern 16/09/2010
TRIBUNA DO NORTE RN VAI RECEBER MAIS RECURSOS PARA MELHORIA DA SAÚDE A rede estadual de Saúde terá mais 18 milhões para ampliar o atendimento no Rio Grande do Norte. O aumento do teto, que passa dos R$ 385 milhões para R$ 403 milhões por ano, foi anunciado pelo secretário nacional de saúde, Alberto Beltrame. Ele esteve ontem em Natal e, em companhia do governador Iberê Ferreira de Souza, visitou as dependências do novo hospital estadual que entrará em funcionamento ainda este mês. Na oportunidade, Iberê assinou decreto denominando a nova unidade hospitalar de Ruy Pereira de Souza, uma homenagem ao ex-secretário de Saúde (e também da Educação), que morreu em acidente de trânsito no carnaval deste ano, quando seguia de Natal para Recife. O novo hospital terá 100 leitos, sendo 84 para o atendimento clínico, e 16 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “Em apenas cinco meses, estamos enfrentando e vencendo o desafio de melhorar a assistência de saúde pública do Estado. Estamos dando a agilidade que a situação exige e a população necessita. O novo hospital terá UTI qualificada e fará cirurgias vasculares e ortopédicas”, afirmou o governador Iberê Ferreira. O Hospital Estadual Ruy Pereira, localizado nas dependências do antigo Itorn, no bairro de Petrópolis, irá reduzir a superlotação no Walfredo Gurgel, oferecendo atendimento de clínica geral, UTI, e fará cirurgias vasculares e de traumatorpedia. A rede pública estadual hospitalar contará com mais 100 novos leitos, porque o Governo do Estado firmou esse contrato de locação com o Instituto de Traumatologia e Ortopedia do Rio Grande do Norte - o antigo ITORN - para uso de toda a estrutura da unidade hospitalar, incluindo mobília e utensílios indispensáveis ao funcionamento de um hospital. O contrato para a locação do antigo ITORN terá vigência de um ano, segundo ato publicado no DOE. MÉDICOS ESTÃO PRÓXIMOS DE ACORDO Os médicos em greve e a Prefeitura de Natal estão mais próximos de um acordo para encerrar a paralisação, que já entra no seu décimo-primeiro dia. Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos (Sinmed), Geraldo Ferreira, houve avanço nas negociações com o município. O único ponto ainda não resolvido é a situação dos médicos municipalizados (cedidos à Prefeitura por órgãos federais e estaduais), para os quais se reivindicam as mesmas gratificações dos profissionais do quadro. “Conseguimos acordo em relação à diferença entre os valores propostos para os médicos do SAMU e os demais, que era muito grande. Pela proposta, quem trabalha 40 horas no SAMU ganha R$ 10 mil. Conseguimos melhorar o rendimento dos profissionais do PSF para R$ 9 mil e os de urgência para R$ 9,3 mil”, explicou o sindicalista, garantindo que os dois lados estão “muito perto de uma solução”. A divergência continua em relação aos 147 médicos municipalizados, equivalente a 20% da rede, que tem hoje 700 profissionais. “Nossa proposta é que eles recebam os mesmos direitos dos médicos do quadro da Prefeitura. Como alternativa, se isso não for possível, propusemos que os municipalizados sejam liberados para o órgão de origem”, explica Ferreira. Apesar da proposta, o sindicalista reconhece que não seria fácil a administração municipal abrir mão, desta forma, de 20% dos seus médicos. Segundo Geraldo Ferreira, a Prefeitura ficou de dar uma resposta até esta sexta-feira. “Se for positiva, fazemos a assembleia na segunda e poderemos voltar ao trabalho. Do contrário, o movimento continua”, define. O secretário municipal de Saúde, Thiago Trindade, disse que, com a retomada da mesa de negociações, o Sindicato pode absorver que a proposta da gestão contempla melhorias para a categoria. “Há avanços significativos, nosso posicionamento é claro e coerente. Apesar do protesto que aconteceu em frente à UPA de Pajuçara, temos informações de que o processo está bem evoluído”, considerou. Unidades da UFRN podem receber mais investimentos As quatro unidades hospitalares ligadas à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) poderão receber, nos próximos cinco anos, investimentos de R$ 67 milhões para ampliação e melhoria da estrutura física, tecnológica e de recursos humanos. As melhorias estão propostas dentro do Programa de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf) e deverão beneficiar a maternidade Januário Cicco e os hospitais de Pediatria Heriberto Ferreira Bezerra (Hosped) e Onofre Lopes (HUOL), em Natal, e Ana Bezerra, em Santa Cruz. Mais um passo para que o projeto saia do papel foi dado nesta semana, quando o Conselho Universitário da UFRN aprovou a proposta de resolução do Rehuf, que inclui também a fusão entre o HUOL e o Hosped. “Vamos agora apresentar a proposta para análise do MEC e esperamos que os recursos sejam disponibilizados. São mais de R$ 44 milhões para infraestrutura física e mais de R$ 22 milhões para tecnologia”, explica o coordenador-técnico do Rehuf, Stênio Gomes da Silveira. A expectativa é que as obras comecem em 2011 e sejam concluídas dentro de cinco anos, mesmo prazo dado para a fusão do HUOL com o Hosped. “Queremos executá-las ao mesmo tempo. O Onofre Lopes terá as intervenções de maior porte, pois a ideia é transferir o atendimento do Hosped para lá”, diz Stênio. Assim, o HUOL ganharia um novo setor de internação pediátrica, ampliação da UTI, serviços de pronto-atendimento referenciado e leito ambulatorial, detalha o coordenador. Na Maternidade Januário Cicco, o programa deverá implantar uma enfermaria para pacientes ginecológicos, para atender mulheres com doenças no aparelho reprodutor. “O projeto inclui também a ampliação do setor de exames com imagem, do serviço de nutrição e dietética e do lactário, onde funciona o banco de leite”, acrescenta Stênio. Por fim, na Ana Bezerra, será implantada UTI com dez leitos, para adultos, crianças e recém-nascidos, melhorias nos laboratórios de análises clínicas, ampliação dos setores de imagem (radiologia e ultrassom) e telemedicina (aulas à distância). As verbas são divididas entre os ministérios da Educação e da Saúde. Toda a estrutura de atendimento do Hosped – internação e ambulatório - será transferida para o Onofre Lopes e as instalações atuais deverão ser usadas para uma expansão futura da Januário Cicco. “Mas, para melhorar o atendimento enquanto a mudança não acontece, o Hosped terá investimentos na Brinquedoteca, centro cirúrgico e serviço de nutrição”, conclui o professor. O Rehuf foi instituído pelo Governo Federal neste ano, fruto de reivindicações dos hospitais federais. Grevistas são contra terceirização Representantes do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed) realizaram, ontem pela manhã, um protesto em frente à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Pajuçara, zona Norte de Natal, para protestar contra a política de terceirização dos serviços da saúde adotada pela prefeitura. Em greve desde o último dia 5, os médicos aproveitaram o ato, que contou também com a participação dos sindicatos dos Servidores Públicos Municipais de Natal (Sinsenat) e dos Trabalhadores em Saúde do RN (Sindsaúde), para explicar à população os motivos da paralisação. “O modelo adotado pela atual gestão municipal é o reconhecimento da falência do serviço público. A Prefeitura quer levar a terceirização às três novas UPAs e à maternidade de Felipe Camarão, por exemplo”, criticou o presidente do Sinmed, Geraldo Ferreira, durante o protesto. Segundo ele, a modalidade escolhida é pouco transparente e também ilegal, pois não contempla os direitos trabalhistas dos médicos, como férias, décimo-terceiro, licença-saúde e aposentadoria. “Eles são contratados como prestadores de serviço e não têm carteira assinada. Mesmo que o salário seja um pouco maior, a longo prazo isso não é vantagem para o profissional”, acrescenta. Ele cita como exemplo a própria UPA de Pajuçara, dizendo que todos os funcionários têm carteira assinada, menos os médicos. “Por isso, a realização do protesto aqui tema um importante simbolismo. Queremos conscientizar os colegas de que está situação é ruim. Aceitamos a terceirização em alguns casos, mas em Natal esse processo vem sendo conduzido de forma abusiva. Estamos zelando pela nossa categoria”, afirma o sindicalista. Em sua visão, a existência de chefias, escalas definidas e horários determinados configura uma relação de trabalho - não de prestação de serviços – que deveria dar ao médicos todos os direitos assegurados ao trabalhador. O presidente do Sinmed discorda do argumento de que os médicos não teriam interesse em ser servidores públicos. “Isso não é verdade. Se o salário fosse bom, não teria problema. É preciso um plano de cargos adequado, que atraia o profissional”. O Sindicato concordaria com a terceirização caso ela fosse feita de forma complementar e emergencial. “A prioridade tem que ser fazer concurso público. Se, após a realização do processo seletivo, alguns setores continuarem com vagas de médico não preeenchidas, a terceirização pode ser uma maneira de resolver esse problema”, opina. “Medida lícita” O secretário municipal de Saúde, Thiago Trindade, explicou que a terceirização é uma medida lícita e vem para suprir lacunas na rede. “Fizemos três seleções de médicos, sem êxito. E não conseguíamos fechar a escala. Então, lançamos mão das cooperativas, que são geridas por médicos, para evitar prejuízos ao usuário”, destaca. Em sua visão, a medida é válida e, inclusive, ajudou a minimizar os transtornos da greve dos médicos, garantindo o atendimento em unidades como o Hospital dos Pescadores e a própria UPA. Trindade estranhou as declarações do presidente do Sinmed sobre o tema. “Geraldo Ferreira é um dos precursores das cooperativas no RN e conhece bem a sistemática. Mais do que qualquer pessoa, ele deveria entender a necessidade delas”, considera. Segundo eles, o regime de trabalho numa cooperativa é diferenciado e as críticas sobre a ausência de direitos trabalhistas não procedem. “Como o médico cooperado pode definir a quantidade de plantões que vai dar, não há continuidade na prestação do serviço”, explica, acrescentando que as cooperativas atuam junto à prefeitura de Natal há cerca de oito anos. Quintas O processo de terceirização chega a mais uma unidade de Natal: a Maternidade das Quintas. Segundo a secretária- adjunta de Saúde, Maria Perpétua Nogueira, a contratação de profissionais da Cooperativa de Anestesistas (Coopanest) se deve à reabertura do centro cirúrgico da maternidade, mesmo com a presença de 19 anestesistas concursados, lotados na Maternidade Leide Morais, que não está em pleno funcionamento. “Se eles fossem transferidos para lá, a Leide Morais ficaria desfalcada”. A secretária-adjunta de Saúde disse ainda que havia uma previsão de abrir este mês o centro cirúrgico da Maternidade Leide Morais, o que agora passou para o começo de outubro. “Mesmo que se abrissem as duas maternidades concomitantemente, era necessária a contratação de mais anestesistas”, afirmou, acrescentando que, para se fazer a escala da maternidade, são precisos três anestesistas por dia, um para cada sala. Em caso de procedimento não pode se retirar o profissional do local. Perpétua confirmou que houve um aditivo ao contrato assinado e conveniado com o Estado, em 25 de maio deste ano, no valor de R$ 9,96 milhões, mas não soube precisar quanto foi o valor desse aditivo. Além disso, explicou que esse contrato refere-se a uma parceria feita com o Estado para a prestação de serviço também no Hospital Maria Alice Fernandes, no Parque dos Coqueiros, Zona Norte de Natal. “Não se conta quantidade de médicos, e sim o número de plantões suficientes para cobrir a escala”, finalizou ela. Quadro é desolador no Walfredo Gurgel O quadro encontrado pela Promotora de Justiça de Defesa da Saúde, Iara Maria Pinheiro de Albuquerque, esta semana no Hospital Walfredo Gurgel foi de 81 pacientes internados em macas nos corredores e 14 pacientes sem acesso a leitos de UTI. Além disso, no dia da visita (última segunda-feira, 13) a diretora da Unidade de Gerenciamento de Vagas informou que haviam pelo menos dois pacientes necessitando, naquele momento, de oxigênio e o hospital não dispunha de mais nenhum ponto de oxigênio para atendê-los. “O quadro é desolador, de muita agressão e violação de direitos mais básicos das pessoas”, afirma Iara Pinheiro. No seu relatório de visita ela alerta para o agravamento da situação do hospital ao lembrar que em março não havia sequer um paciente no corredor, enquanto que em julho já haviam 24 e agora chegando a 81. Como forma de sensibilizar o Poder Público sobre a grave situação do HWG a Promotora de Justiça encaminhou cópia do relatório de visita ao Governador do Estado, à Prefeita de Natal, aos Secretários Estadual e Municipal de Saúde de Natal, para todos os Diretores Gerais dos hospitais estaduais de Natal e da região metropolitana, ao SAMU Natal e Metropolitano; ao CRM e Conselhos Estadual e Municipal de Saúde de Natal; e aos Presidentes da Assembleia Legislativa e Câmara de Vereadores. Além disso, ela solicitou aos Promotores de Justiça das comarcas de Mossoró, Caicó, Currais Novos, Macaíba, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e Ceará-Mirim um pedido para que investiguem os entraves para que esses municípios efetivamente prestem atendimento de internação hospitalar aos seus próprios usuários nas áreas de Ortopedia, Atenção Neurológica e urgência emergência Cardio-Vascular de baixa e média complexidade; pois o encaminhamento de pacientes para atendimento em Natal nessas áreas, contribui decisivamente para a superlotação de pacientes internados no HWG. Durante a visita a Promotora de Justiça discutiu, ainda, os problemas relativos ao desabastecimento do hospital, que apresenta falta de diversos medicamentos e insumos. SAÚDE PROPÕE PLANO PARA MINIMIZAR CARÊNCIA DE PROFISSIONAIS NO INTERIOR DO PAÍS Para minimizar a carência de profissionais na atenção básica em municípios de difícil acesso e em áreas como as periferias das grandes cidades, o Ministério da Saúde instalou nesta quarta-feira (15) a Comissão Especial para a Elaboração de Proposta de Plano de Carreira no Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é atacar de imediato um dos mais sérios problemas hoje existentes na rede pública: a falta de profissionais de saúde em algumas localidades. A comissão especial – da qual fazem parte representantes das três esferas de governo e de entidades representativas dos profissionais – tem 90 dias para finalizar uma proposta de plano de carreira. Durante a reunião inaugural da comissão, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, alertou que incentivos como a oferta de altos salários em pequenos municípios têm se revelado insuficientes ante a sensação de desamparo, solidão e isolamento dos profissionais que tentam trabalhar nessas áreas. O impacto disso se mostra, por exemplo, na escassez de profissionais para compor equipes de Saúde da Família. Para a prevenção de doenças e promoção à saúde, essas equipes são fundamentais, já que visitam regularmente as casas das pessoas ou as recebem nos postos de saúde. “Estamos olhando não apenas para municípios muito distantes – onde essa questão, por exemplo, na Amazônia Legal é muito complexa - mas também para as grandes regiões metropolitanas que sofrem com esse tipo de problema numa outra dimensão, numa outra perspectiva”, reforçou o ministro. Fatores como a formação que ainda leva em conta o hospital como centro do sistema, a incapacidade de geração de sustento permanente, o desaparelhamento de unidades de saúde instaladas em locais inóspitos, a falta de perspectiva de progresso funcional, a violência, a insegurança sobre a qualidade da educação dos filhos e a falta de acesso facilitado a bens, serviços e lazer são alguns dos principais pontos que desestimulam os profissionais a atuar justamente nos locais onde eles são mais escassos. É sobre esses fatores que a Comissão Especial para a Elaboração de Proposta de Plano de Carreira no SUS vai se ater para encontrar soluções e atrativos à atividade no interior do Brasil, na periferia dos grandes centros e em locais com índices elevados de violência. * Fonte: Ministério da Saúde. BOLETIM APONTA QUE BRASIL REGISTROU 99 MORTES POR GRIPE SUÍNA ATÉ INÍCIO DE SETEMBRO O Brasil registrou 99 mortes e 773 casos de influenza A (H1N1) – gripe suína nos oito primeiros meses do ano, contabilizados até o último dia 4. Do total de mortes, 44 foram registradas na Região Norte, o equivalente a 44,4%, e 307 casos foram confirmados na Região Sul, correspondente a 39,7%. De acordo com o último boletim da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, as mulheres, de 10 a 49 anos de idade, são as principais vítimas. Entre as mortes, 67 foram do sexo feminino, sendo metade de grávidas. A Região Centro-Oeste registrou o menor número de casos e mortes da gripe, equivalente a 2,1% e 4%, respectivamente. Os casos confirmados da doença representam 9,2% dos 8.366 casos de síndrome respiratória aguda grave registradas no período. Segundo o ministério, 59 mortes e 1.204 casos permanecem sob investigação. Em agosto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou o fim da pandemia de influenza A (H1N1) – gripe suína, doença que matou mais de 19 mil pessoas em todo o mundo. A redução no nível de alerta significa que o vírus continua a circular, mas junto com outros vírus e em intensidade diferente nos países. Em 2009, 2.051 pessoas morreram em decorrência da doença no Brasil. Neste ano, durante quatro meses, o Ministério da Saúde realizou uma campanha nacional de vacinação contra a doença. Mais de 90 milhões de brasileiros foram imunizados, segundo dados da pasta. * Fonte: Agência Brasil. MAIS DE 80 PACIENTES ESTÃO NOS CORREDORES DO WALFREDO GURGEL O quadro encontrado pela Promotora de Justiça de Defesa da Saúde, Iara Maria Pinheiro de Albuquerque, esta semana no Hospital Walfredo Gurgel foi de 81 pacientes internados em macas nos corredores e 14 pacientes sem acesso a leitos de UTI. Além disso, no dia da visita (última segunda-feira, 13) a Diretora da Unidade de Gerenciamento de Vagas informou que haviam pelo menos dois pacientes necessitando, naquele momento, de oxigênio e o hospital não dispunha de mais nenhum ponto de oxigênio para atendê-los. “O quadro é desolador, de muita agressão e violação de direitos mais básicos das pessoas”, afirma Iara Pinheiro. No seu relatório de visita ela alerta para o agravamento da situação do hospital ao lembrar que em março não havia sequer um paciente no corredor, enquanto que em julho já haviam 24 e agora chegando a 81. Como forma de sensibilizar o Poder Público sobre a grave situação do HWG a Promotora de Justiça encaminhou cópia do relatório de visita ao Governador do Estado, à Prefeita de Natal, aos Secretários Estadual e Municipal de Saúde de Natal, para todos os Diretores Gerais dos hospitais estaduais de Natal e da região metropolitana, ao SAMU Natal e Metropolitano; ao CRM e Conselhos Estadual e Municipal de Saúde de Natal; e aos Presidentes da Assembléia Legislativa e Câmara de Vereadores. Além disso, ela solicitou aos Promotores de Justiça das comarcas de Mossoró, Caicó, Currais Novos, Macaíba, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e Ceará-Mirim um pedido para que investiguem os entraves para que esses municípios efetivamente prestem atendimento de internação hospitalar aos seus próprios usuários nas áreas de Ortopedia, Atenção Neurológica e urgência emergência Cardio-Vascular de baixa e média complexidade; pois o encaminhamento de pacientes para atendimento em Natal nessas áreas, contribui decisivamente para superlotação de pacientes internados no HWG. Durante a visita a Promotora de Justiça discutiu, ainda, os problemas relativos ao desabastecimento do hospital, que apresenta falta de diversos medicamentos e insumos. Fonte: Assessoria de imprensa DIÁRIO DE NATAL SAÚDE VISTA EM DETALHES Levantamento sobre falta de médicos no Norte, Nordeste e Centro-Oeste deve ser concluído em 90 dias Brasília - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, instalou ontem um grupo de trabalho para tentar identificar os problemas que ocasionam a falta de médicos, dentistas e enfermeiros, principalmente, em municípios mais pobres das regiões Norte, Nordeste e Centro-oeste. O grupo terá 90 dias para fazer esse levantamento. Uma das ideias que poderão ser propostas pelo grupo é a criação de uma carreira nacional para profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS). O secretário de Gestão do Trabalho e Educação e Saúde do Ministério da Saúde, Francisco Campos, explicou que, muitas vezes, nem mesmo altos salários, em torno de R$ 20 mil oferecidos pelos prefeitos, são capazes de atrais esses profissionais. "Existe, primeiro, uma diversidade de tamanho de municípios, às vezes, uma concentração de pobreza, desassistência, e os médicos, enfermeiros e dentistas procuram melhores condições de trabalho. Muitas vezes, esses municípios são mesmo muito remotos. O mundo inteiro enfrenta esse problema, não é só o Brasil, e temosque ter incentivos adicionais, além do salarial, que é muito importante, mas não é suficiente para levar esses profissionais para essas áreas." De acordo com o ministério, cerca de mil cidades no Norte, Nordeste e no Centro-Oeste têm dificuldade em alcançar a meta do programa Saúde da Família de um médico para cada 3 mil habitantes. "A gente identifica que devemos ter quase mil municípios na lista dos que tem menos de um médico, com contrato de 40 horas semanais, para 3 mil habitantes, que é o que preconiza o programa Saúde da Família. Uns mais escassos, outros menos. Poderíamos ter 500 localidades onde haveria necessidade dessa carreira do SUS." O secretário ressaltou que o ministério não pretende substituir a gestão feita pelos municípios, mas atuar de forma a complementar a assistência à saúde oferecida à população local. "Hoje, o Ministério da Saúde faz um repasse para o município que contrata esses profissionais. O ministério poderia, em vez de repassar o recurso, repassar o contrato dos profissionais para eles irem trabalhar nos municípios", explicou Campos. UM NOVO HOSPITAL PARA O RIO GRANDE DO NORTE Unidade estadual deve entrar em funcionamento até o início de outubro e terá 100 leitos O Rio Grande do Norte terá um novo hospital estadual a partir do mês de outubro. No fim da tarde de ontem, o governador Iberê Ferreira de Souza visitou o hospital que terá o nome do ex-secretário de estado Ruy Pereira e funcionará na Rua Joaquim Manoel, em Petrópolis (antigo Itorn). A unidade de saúde contará com 100 novos leitos, sendo 84 leitos clínicos e 16 de terapia intensiva (UTI), e deverá desafogar a demanda do Hospital Walfredo Gurgel. O secretário estadual de saúde, George Antunes, acompanhou o governador na visita e afirmou que o novo hospital estadual deve começar a funcionar até o fim do mês de setembro. "Ainda esse mês os atendimentos começam, mas com 90%dos serviços. Já em outubro deve estar 100% funcionando. Com esse hospital o atendimento em saúde do estado deve melhorar significativamente", afirmou. Iberê chegou ao Hospital Ruy Pereira acompanhado do Secretário Nacional de Atenção à Saúde, Alberto Beltrame, que veio a Natal para conhecer as instalações da unidade de saúde. "Esse hospital vai oferecer atendimento de clínica geral e cirurgias vasculares e certamente irá melhorar o acesso da população aos serviços de saúde não só em Natal, mas em todo o Estado", disse Beltrame. O governo do Estado firmou contrato de locação com o Itorn, com duração de um ano, para uso de toda a estrutura da unidade hospitalar, incluindo mobília e utensílios indispensáveis ao funcional de um hospital. O valor total do investimento é da ordem de R4 2,4 milhões, referente ao valor mensal de R$ 200 mil pelo período de 12 meses. Homenagem O vereador Fernando Lucena (PT), irmão do ex-secretário Ruy Pereira, disse estar muito feliz com a homenagem. "Essa é uma grande homenagem já que Ruy dedicou sua vidaa defender o mais pobre, a saúde e a educação do Rio Grande do Norte. Ele era um homem de bem e essa é uma justa homenagem. SMS // NATAL GANHARÁ NOVO CAPS A Secretaria Municipal de Saúde inaugura na próxima semana o Centro de Atenção Psicossocial III que vai funcionar na Rua Mipibu, Petrópolis. O local terá capacidade para atender até 400 pessoas com transtornos psiquiátricos graves. O CAPS III contará com uma equipe de profissionais multidisciplinar e interdisciplinar, como psicólogos, enfermeiros, assistente social, educador físico, terapeuta ocupacional, dentre outros profissionais. A equipe que vai atuar no CPAS termina esta semana a capacitação, promovida pelo Núcleo de Saúde Mental da SMS, em parceria com o Ministério da Saúde. O CAPS será inaugurado nos próximos dias e funcionará 24h ao dia. CORREIO DA TARDE REATIVADO ANEXO DO WALFREDO GURGEL Vinte e cinco novos leitos estão sendo disponibilizados pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) em um anexo do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HWG). O espaço, localizado no Hospital Colônia Dr. João Machado (HJM), tem a previsão de aumentar o número de leitos reativados nas cinco enfermarias no anexo, já que a capacidade total do espaço é de 75 leitos. Ainda não há previsão de quando haverá a expansão. O espaço, que foi desativado há quase um ano, está funcionando como clínica médica atendendo pacientes com a saúde estabilizada. "Quem está vindo para o anexo está saindo da UT (Unidade de Transferência) do Walfredo Gurgel", explicou a subcoordenadora substituta da Sesap, Eufrázia Ribeiro. O objetivo é transferir, em definitivo, os pacientes e construir uma Unidade de Terapia Intensiva no HWG. A clínica conta com uma equipe multidisciplinar, com aproximadamente 30 profissionais, entre assistentes sociais, nutricionistas, fisioterapeutas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, farmacêuticos, médicos de plantão e médicos assistentes. Todavia, ainda aguardam a contratação de novos profissionais, aprovados no último concurso público e a entrega, prevista para 30 de setembro, de uma ambulância exclusiva para o anexo. O trabalho foi feito numa parceria entre o HJM e o HWG. "O João Machado cuidou da estruturação física e o Walfredo trouxe a equipe médica e os medicamentos", esclareceu Eufrázia Ribeiro. Ela disse ainda que "o objetivo é desafogar o HWG e que isso foi alcançado em curto prazo" e que representa uma medida emergencial e provisória, enquanto as obras no prédio alugado da ITORN, para ocupar essa função, não estão concluídas. De acordo com a subcoordenadora, o prazo previsto de entrega é para o final deste mês. Após a conclusão das obras na ITORN, o anexo do HWG, localizado no HJM, será transformado em um centro de tratamento para tóxico-dependentes, permanecendo sob a direção do Walfredo Gurgel. Além da sua estrutura de atendimento médico, o anexo também conta com uma praça arborizada. Para Eufrázia, esse também é um aspecto positivo na recuperação dos pacientes. "A humanização do atendimento já é algo praticado pelo Hospital João Machado. Além de estar em um local ventilado e com árvores, eles podem interagir". O ambiente possui uma estrutura que vai trazer mais conforto ao paciente e ao seu acompanhante, visto que os pacientes ficam mais seguros com uma pessoa de confiança ao seu lado. Pacientes recém-transferidos com seus acompanhantes do Hospital Walfredo Gurgel para o anexo gostaram da recepção da equipe hospitalar e acharam o ambiente muito mais tranqüilo e arejado. Atendimento Humanizado Humanizar o atendimento não é apenas chamar a paciente pelo nome, nem ter um sorriso nos lábios constantemente, mas, compreender seus medos, angústias, incertezas dando-lhe apoio e atenção permanente. Humanizar também é, além do atendimento fraterno e humano, procurar aperfeiçoar os conhecimentos continuadamente; é valorizar, no sentido antropológico e emocional, todos os elementos implicados no evento assistencial. Na realidade, a humanização do atendimento deve valorizar o respeito afetivo ao outro e deve prestigiar a melhoria na vida de relação entre pessoas em geral. SERVIDORES MUNICIPAIS ENTRAM EM GREVE NESTA SEXTA-FEIRA O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde) está programando mais uma greve para esta sexta-feira (17). Os servidores municipais de Natal vão paralisar suas atividades em protesto a problemas encontrados em 19 pontos do projeto do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) apresentado pela prefeitura na Câmara de Vereadores. A decisão foi tomada ontem (14) em assembléia realizada no auditório do sindicato. Na reunião, ficou decidido que devido a não participação do poder executivo na audiência pública realizada na quarta-feira (8), os servidores irão parar. Nesta sexta-feira, ás 9h será realizado um Ato Público, em frente à prefeitura para pressionar o poder público. Segundo José Wilson de Farias, diretor de organização do Sindsaúde, a prefeitura parece querer empurrar o impasse para depois das eleições. ‘O projeto discutido por vários meses com os sindicatos, foi entregue à Câmara com vários erros’, disse. Entre os pontos abordados, o Sindsaúde aponta os principais. O primeiro é em relação aos servidores municipalizados que não têm situação definida dentro do plano, sobre a continuidade do recebimento de gratificações, pois o PCCV-Saúde só abrange os servidores concursados da SMS. Outro ponto é o enquadramento dos funcionários que na forma inicial do plano, mudariam de categoria de oito em oito anos. O que, segundo o sindicato, deve acontecer a cada 2 anos. Há também o questionamento sobre a retirada da Gratificação dos trabalhadores em saúde mental, que deveria ser mantida. Um último problema apresentado foi a interrupção da contagem do tempo para evolução na carreira. Segundo Wilson, o tempo de afastamento por licença saúde deve ser considerado como exercício efetivo. Já que doenças como câncer, não tem cura em 90 dias, limite estipulado pelo plano. Há de se chegar a um meio-termo para não ser injusto, mas não se pode permitir situações indefinidas", afirmou. O servidor que ficar à disposição de entidade ligada a Saúde deve ter tempo de serviço considerado como efetivo exercício. O mérito é privilegiar quem está na linha de frente do atendimento ao cidadão", concluiu. Assessoria de Comunicação do Cremern Telefone: 4006-5343 Contatos: Casciano Vidal: 9990-1473 Ana Carmem: 9909-4100
 
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