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MÃE DE DEFICIENTE DIZ QUE ELE SOFREU ABUSO EM CLÍNICA - Leia mais notícias no Clipping Cremern 04/11/10
DIÁRIO DE NATAL MÃE DE DEFICIENTE DIZ QUE ELE SOFREU ABUSO EM CLÍNICA Homem com problemas psiquiátricos teria sido espancado e violentado durante o período de internação Um homem de 34 anos, que sofre de transtornos psíquicos, deu entrada no Hospital Walfredo Gurgel dia 29 de outubro e conforme seu prontuário médico, o paciente Mário César do Nascimento foi vítima de espancamento e violência sexual. Ele permanece internado na unidade com uma escara (ferimento) nas costas de tamanho grande. Segundo a mãe, Francisca Rodrigues da Costa, após oito dias internados no Hospital Santa Maria seu filho foi enviado ao Hospital João Machado (HJM) com os dentes quebrados, cheio de feridas, um ombro deslocado e locomovendo-se em cadeira de rodas. Depois de uma semana no HJM, o paciente foi mandado para casa, onde tentou tratar das escaras, que ganharam grandes proporções. Foi quando ele precisou ser internado no Walfredo. Passou por uma cirurgia e deverá passar por mais uma essa semana. "Deixei meu filho no Santa Maria andando, conversando, com vida", lembra emocionada a mãe. A direção do Santa Maria alega que o homem era muito agressivo e se autoflagelava ao ponto de criar os ferimentos e nega que tenha existido espacamento ou violência sexual dentro da unidade. Francisca começou a criar seu filho quando ele tinha quatro anos de idade. "Sempre percebi que ele era diferente, mas nunca foi agressivo". Após os 18 anos, ele foi morar no Rio de Janeiro e voltou aos 28 anos tomando remédios de receita controlada. Segundo a mãe, esse ano foi a primeira vez que ele foi internado. "Não lembro bem o dia. Tenho certeza apenas que foi no início de outubro", relata. Após ele ter uma crise e quebrar toda louça em casa, Francisca decidiu levar seu filho para o HJM. O paciente passou quatro dias em observação e por falta de leitos foi encaminhado pela Sistema Único de Saúde (SUS) a um hospital privado, o Santa Maria. "Deixei ele lá e disseram que eu só poderia voltar oito dias depois. Nesse meio tempo ligaram me pedindo óleo de girassol. Quando cheguei para visitar, disseram que eu não poderia entrar porque ele estava muito debilitado. Mandaram eu voltar no outro dia com um carro para levar ele ao João Machado. Quando cheguei no dia seguinte ele veio de cadeira de rodas, cheio de curativos. Perguntei o que tinha ocorrido e ele disse que falaria depois que fosse embora. Ele disse que foi arrastado, por isso estava cheio de feridas, principalmente no joelho. E que além de ser espancado, foi obrigado a fazer sexo oral nos internos que usam drogas (viciados em tratamento)", declarou Francisca. Ao ser internado no João Machado, o clínico que o recebeu alertou a mãe sobre uma infecção hospitalar. O paciente ficou oito dias internados na unidade. Os pais, mesmo sem condições financeiras, pagava diariamente R$ 20 a um acompanhante para "vigiar o filho". A mãe, que tem 67 anos, tinha medo que acontecesse alguma agressão. Oito dias depois, passada a crise, Francisca pode levar o filho de volta para casa. Mesmo com o tratamento dos enfermeiros do posto de saúde, as escaras aumentavam e o ombro continuava doendo. "A psiquiatra dele disse que mandasse para o Walfredo que ela ajudaria a resolver", recordou a mãe. No dia 29 de outubro ele deu entrada no Walfredo e ele já fez uma cirurgia na nádega em razão das feridas necrosadas e deverá fazer outra brevemente no ombro. "Ele está assustado pensa que vão bater nele outra vez", lamentou Francisca. O paciente está internado sozinho e recebe visita dos familiares no período da tarde. Diretor diz que paciente se autoflagelava A direção do Santa Maria não reconhece que tenha existido espancamento ou abuso sexual dentro da unidade. Segundo o diretor, Guaraci Barbosa, o paciente é extremamente agressivo e chegou à unidade através de um encaminhamento do Hospital João Machado no dia 27 de setembro. O médico afirma que ele mesmo produzia ferimentos e se automutilava. "Presenciei ele se jogando da cama. Não sei como não provocou um traumatismo craniano", lembrou Guaraci. O diretor afirma que a medicação era feita normalmente, mas não se chegava aos resultados esperados, o que levou muitas vezes à necessidade de se fazer contenção (amarrar) no paciente. "Era extremamente difícil controlar ele", enfatizou. Guaraci nega que outro internos tenham agredido o paciente. Porém, não nega que isso possa ter acontecido, "já que é um ambiente coletivo e ele era muito agitado". De acordo com o diretor, o homem teria saído da unidade no dia 6 de outubro e antes disso passado por um clínico geral do Santa Maria que o encaminhou para o Walfredo em razão dos ferimentos. "Ele chegou do João Machado com lesões e algumas podem ter infeccionado", justificou o médico. Francisca afirma que o filho saiu do João Machado para o Santa Maria vez sem lesões e que a orientação de levá-lo ao Walfredo foi feita por um profissional que não trabalha em nenhuma das duas unidades. Sobre a violência sexual relatada pela vítima, o diretor afirma uma história contrária a da família. "Soube que ele teria praticado sexo oral em outros pacientes. A enfermeira de um do turno da noite o indagou sobre isso e ele respondeu que fez porque quis", esclareceu Guaraci. Após o episódio, a direção resolveu colocá-lo em uma quarto individual, visto que até o momento, mesmo com toda agressividade, ele era mantido na enfermaria coletiva. Depois foi liberado e saiu na companhia da família. UPA DE PAJUÇARA NA MIRA DO MP Órgão pede anulação do contrato de gerenciamento por instituto pernambucano e quer que prefeitura assuma administração O Ministério Público pediu a anulação do contrato da Prefeitura de Natal com o Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde (IPAS), entidade responsável pelo gerenciamento da Unidade de Pronto Atendimento do Pajuçara (UPA), em ação pública impetrada na última sexta-feira. Na ação, os promotores da saúde e do patrimônio público exigem ainda que a prefeitura assuma a administração da UPA e convoque os aprovados no último concurso público para a área de saúde. De acordo com a promotora da saúde, Kalina Correia Filgueira, foram encontradas diversas irregularidades no processo de escolha e contratação do IPAS para gerenciar a Unidade de Pronto-Atendimento. A velocidade do processo de qualificação do IPAS como Organização Social é uma delas. Na ação civil pública consta que no dia 03 de junho de 2010 foi publicado no Diário Oficial do Município (DOM) a lei municipal nº 6.108 dispondo sobre a qualificação de entidades sem fins lucrativos como organizações sociais. Apenasdois dias depois foi publicado, também no DOM, o termo de qualificação do IPAS como organização social. No dia 08 de junho foi publicado o termo de dispensa de licitação para a operacionalização e execução dos serviços e ações de saúde a serem prestadas pela UPA e cujo contratado foi a empresa IPAS. Por fim, no dia 09 de junho a UPA foi inaugurada. Conforme descrito na ação "a rapidez com que foram realizados os atos administrativos para a formalização da contratação de uma entidade que sequer possuía sede em nosso estado, resultou em violações às normas de proteção ao patrimônio público, além de lesionar os princípios e diretrizes do SUS". A promotora Kalina Filgueira explicou que esse tipo de administração é a antítese do sistema de saúde. "O serviço de saúde precisa ser prestado diretamente pelo poder público. O que acontece na UPA de Pajuçara é que o município saiu de cena e entregou para uma empresa gerenciar. Esse modelo de gestão compartilhada é questionado pelo Ministério Público em vários estados", disse. Ela disse ainda que o que acontece hoje na UPA Pajuçara é praticamente uma "quarterização" do serviço de saúde, já que a prefeitura contratou uma empresa para gerir a unidade e essa empresa está terceirizando os serviços. "Isso é ilegal", definiu. Entre outras coisas a ação civil pública questiona a ausência de processo seletivo para contratação dos profissionais da saúde que atuam na UPA, a ausência de controle social e público sobre o IPAS e a dispensa de licitação para a contratação do instiuto. Os promotores pedem a desqualificação do IPAS como organização social; o cancelamento do contrato com o IPAS; a retomada do treinamento dos servidores públicos integrantes do quadro da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para trabalhar na UPA Pajuçara; a convocação e nomeação imediata, em quantidade suficiente para completar as escalas, dos aprovados para os cargos de Farmacêutico Bioquímico, Técnicos de Enfermagem, Enfermeiros e outros que haja disponibilidade de aprovados no último concurso público a seremchamados, considerando a proximidade de vencimento da validade de concurso realizado em 2006 (vencimento em 13/11/2010), e por fim pedem que o município reassuma a gestão da UPA Pajuçara no prazo de 60 dias. A reportagem do Diario de Natal tentou falar com o secretário municipal de saúde, Thiago Trindade, e com o procurador geral do município, Bruno Macedo, mas ambos não atenderam nossas ligações. GAZETA DO OESTE KPC SERÁ TEMA DE PALESTRA AMANHÃ, DIA 5, NO HOSPITAL MONSENHOR WALFREDO GURGEL Esclarecer sobre os perigos da Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC). Com esta meta, o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) promove amanhã, dia 5, às 10h, uma palestra para os funcionários do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HMWG). Na oportunidade serão tratados os temas: "KPC - Mecanismo emergente de resistência bacteriana" e "Medidas de prevenção e controle de bactérias resistentes aos antimicrobianos". Os assuntos serão expostos pela microbiologista do Laboratório Central (LACEN) e pela infectologista Rosângela Morais. De acordo com Rosângela, o fenômeno da resistência bacteriana aos antimicrobianos disponíveis, especialmente nos últimos 20 anos, tomou a dimensão atual de um problema de saúde pública mundial. "Estes micro-organismos estão diretamente relacionados a qualquer local com atividade de assistência à saúde e somente com uma política de prevenção e controle de Germe Multidroga Resistente (GMDR) poderemos minimizar essa problemática". Resistência aos antibióticos atualmente conhecidos não é novidade. São diversos os mecanismos utilizados pelas bactérias para garantir a sua sobrevivência diante dos medicamentos específicos para sua eliminação e cura de muitas doenças infecciosas. A enzima KPC foi descrita pela primeira vez em 2001, nos EUA, em espécies de Klebsiella, entretanto, outras bactérias também já foram identificadas como produtoras da KPC. Prevenir, segundo a infectologista, ainda é o melhor remédio. "Todos os estabelecimentos de saúde devem adotar políticas de prevenção e controle para micro-organismos multirresistentes, como são nominados por se mostrarem resistentes a diferentes classes de antibióticos". Assessoria de Comunicação do Cremern Telefone: 4006-5343 Contatos: Casciano Vidal: 9990-1473 Ana Carmem: 9909-4100
 
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