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PARA SECRETARIA DE SAÚDE, ANA TÂNIA SAMPAIO É A MAIS COTADA - Leia mais notícia no Clipping Cremern 13/12/2010
TRIBUNA DO NORTE PARA SECRETARIA DE SAÚDE, ANA TÂNIA SAMPAIO É A MAIS COTADA Para o cargo de secretária estadual de Saúde, a enfermeira Ana Tânia Sampaio é a mais cotada. A preferência da governadora eleita Rosalba Ciarlini era pelo médico Paulo Davim, deputado estadual e que assumirá o Senado a partir de fevereiro. Com a ida de Davim para Brasília, a alternativa de Rosalba poderá ser Ana Tânia Sampaio, que foi secretária municipal de Saúde da Prefeitura de Natal. PACIENTES DISPUTAM VAGA EM UTI Separados por poucos metros e dois cômodos, Geraldo e José (nome fictício) compartilham angústias semelhantes. Entre a enfermaria e a sala de reanimação do Hospital Santa Catarina, na zona Norte de Natal, os dois sofrem a mesma espera: uma vaga na Unidade de Terapia Intensiva do maior hospital da zona Norte. Em 24 horas, um deles estará morto e o outro terá conseguido, entre tantos outros, um leito na unidade de saúde superlotada. Mas nesse ponto da história os dois ainda são parecidos. José está sentado, cansado, com dores no peito. Poucos minutos antes, estava desacordado, no chão de casa, quando foi levado para o Hospital pelo filho. O diagnóstico é duro: infarto. Mais um para se somar às duas pontes de safena conseguidas em 56 anos de vida. Contrastando com a gravidade do quadro, José está acomodado numa cadeira, no corredor, defronte à enfermaria. O plantonista já avisou que a UTI é necessária. Mas, como todos os dias, não será fácil conseguir. Geraldo Magela, de 67 anos, conhece bem essa dificuldade. No dia em questão – segunda-feira da semana passada – fazia 13 dias que o aposentado estava no Santa Catarina. O quadro é de pneumonia, o que para um senhor de 67 anos com um histórico de problemas de saúde, é algo preocupante. Desde o oitavo dia, Geraldo tem uma indicação para uma unidade de terapia intensiva. Sem vagas, a solução encontrada pela equipe de médicos foi improvisar a reanimação, com aparelhagem e enfermeiros. Geraldo Magela visivelmente definha. Como nenhum dos dois, e nem mesmo os companheiros de espera na fila da UTI, estão sozinhos nessa luta, os parentes ganham um papel importante a partir da primeira negativa. Cabe a eles pressionar o poder público para o cumprimento da obrigação constitucional de prover atendimento. Nesse ponto, as tensões chegam ao limite. Se por um lado o Hospital Santa Catarina, e qualquer outro da rede, é obrigado a atender, por outro os funcionários não têm como fazer milagres. Daí, surgem os conflitos. “E ele vai morrer ali?”. Essa foi a reação de Patrícia (Nome fictício) ao saber que era o corredor o local disponível para o seu irmão, José. A esse momento, o aposentado de 56 anos tinha dificuldades para suportar a falta de ar e as dores no peito. “Ele queria deitar no chão, mas eu não deixei. O médico disse que iria fazer o possível, com medicação, para controlar o caso”, relata Patrícia. Na frente de José, havia quatro pessoas, todas necessitando há mais tempo de terapia intensiva. Um deles, Geraldo Magela, estava praticamente no limite. Após seis dias de espera, Geraldo não conseguia mais falar, segundo conta sua sobrinha, Iara Souza, de 35 anos. Seu semblante, antes corado, agora estava pálido, com exceção de uma mancha vermelha que se destacava na sua testa. Há 13 dias não estava assim. Com um quadro de pneumonia, Geraldo teve, após sete dias na enfermaria, insuficiência cardiorespiratória. Foi aquele corre-corre, agravado pelo fato de que não havia vaga na UTI. As manchas arroxeadas na face era o mais preocupante. A própria sobrinha, técnica em enfermagem, anteviu o cenário. “É um sinal claro de AVC”, relembra. Iara Sousa não estava disposta a observar o tio morrer sem tentar de alguma forma um tratamento que lhe desse sobrevida. Alguém teria de dar uma resposta. Hospitais têm só 138 leitos de UTI A carência de leitos de UTI no Rio Grande do Norte, particularmente na capital, é motivo de uma ação na Justiça, capitaneada pela promotora da Saúde, Iara Pinheiro. O processo foi iniciado em abril e tenta “obrigar” o Estado e o Município de Natal a adequar o número de leitos ao mínimo estimado pela Organização Mundial de Saúde. Até agora Estado e Município não se adequaram às recomendações do Ministério Público. Em resumo, o problema que causa situações como as vivenciadas por Geraldo e José é a falta de leitos e a concentração em Natal. As tratativas do Ministério Público junto às secretarias de saúde datam de 2006. Desde então, a promotora Iara Pinheiro tenta negociar com o poder público o aumento de vagas, tanto com a criação de novos serviços quanto com a contratação em hospitais privados. Como não houve êxito no diálogo, a promotoria tentou a via judicial, por meio de uma ação civil pública. O mais recente capítulo da luta na Justiça teve o pedido acatado pela juíza da 3a. Vara da Fazenda Pública, Ana Cláudia Secundo, pela definição exata de quantos leitos existem no Estado e de quem é a responsabilidade por eles. O maior déficit está nos municípios. Como se sabe, Natal não conta com hospitais do Município, embora a Secretaria Municipal de Saúde tenha contratado junto a rede privada 20 leitos de UTI para compensar a carência. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, existem 138 leitos de UTI, sob responsabilidade do Estado, em todo o Rio Grande do Norte. Desse total, 102 estão em Natal. Isso significa uma concentração de pouco mais de 86% das vagas disponíveis em Natal. Esses números ficam distantes da projeção feita pelo Ministério Público, com base em dados da Sociedade de Terapia Intensiva do Rio Grande do Norte. Seriam necessários, de acordo com essa base de cálculo, entre 300 e 360 leitos no Estado, sendo entre 77 e 94 somente na capital. Esse é o cálculo do mínimo necessário. O Governo do Estado anunciou em setembro deste ano, com a criação do Hospital Rui Pereira, mais 14 leitos de terapia intensiva, mas até esse momento somente três foram viabilizados. E esses não servem para drenar a superlotação de hospitais como o Walfredo Gurgel e o Santa Catarina. “Essas três vagas são utilizadas para o público do próprio Hospital Rui Pereira, nas cirurgias vasculares e casos de diabetes”, diz Valmira Guedes, diretora do Hospital. Mais quatro leitos estão prontos para serem utilizados, mas faltam técnicos de enfermagem. Outras sete vagas estão em uma segunda sala de UTI, que necessita de aparelhamento adequado. O trabalho ficará para o próximo governo. Sobrinha pede que médico tire paciente da UTI O diretor administrativo do Hospital Santa Catarina, Carlos Leão, ouviu naquela segunda-feira um pedido difícil de atender. “A moça queria que o médico retirasse um paciente da UTI para colocar o seu parente”, diz. O raciocínio de Iara era simples: havia na terapia intensiva pacientes supostamente, na avaliação dela, em melhor estado de saúde que Geraldo Magela. “Não entendo como um diretor de hospital não tem poder para trocar um paciente numa UTI”, reclama Iara. Carlos Leão rebate: “Isso é uma coisa que depende do médico. Eu não posso me meter. Além disso, é quase impossível um médico retirar um paciente de uma UTI para colocar outro. E se o paciente retirado piorar? Quem vai responder?”. Esse é só um exemplo de como a carência de recursos pode azedar a relação entre usuários e profissionais. Os familiares e pacientes olham com emoção. É natural. Uma vida pode ser salva ou perdida, a depender de uma decisão como essa. Já os profissionais analisam com a frieza dos números. O número de leitos é limitado. Ocupou, acabou. Melhor passar outro momento. Não seria possível um novo momento para Geraldo Magela. Naquela mesma noite de segunda-feira, o monitoramento cardíaco do aposentado cessou o ruído agudo e arrastado que enchia o ar da sala de reanimação. Geraldo faleceu vítima de complicações de um acidente vascular cerebral, além da pneumonia, não debelada mesmo após quase 15 dias de tratamento. O tio de Iara Sousa morreu em meio a aparelhos e enfermeiros. Nenhum médico de prontidão. É impossível dizer se o aposentado sobreviveria caso houvesse uma UTI. Sorte diferente teve José na mesma segunda-feira, antes mesmo da agonia de Geraldo. Se pouco antes não havia vagas, José conseguiu, seis horas depois do primeiro antedimento, um lugar na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Santa Catarina. Sorte? Providência? A família preferiu não especular, assim como preferiu não divulgar os verdadeiros nomes. A justificativa é simples. O objetivo – a vaga em uma UTI – foi conseguido. E a divulgação das horas de agonia antes do desenrolar do caso poderia ser interpretada como “ingratidão”. Não atender significa risco de morte iminente Da mesma forma como a história de Geraldo e José mostra, a rotina dos hospitais potiguares para conviver com a escassez de vagas nas unidades de terapia intensiva é baseada em improvisos. Esse é um tipo de situação onde não é possível simplesmente deixar de atender. Se alguém tem uma dor de cabeça, procura um médico e não consegue atendimento, é possível “deixar para depois”. Todavia, casos de terapia intensiva merecem urgência. Não atender significa risco de morte iminente. Entre os locais com unidades improvidas para terapia intensiva, o Hospital Walfredo Gurgel merece destaque. Não poderia ser diferente. Trata-se da unidade de referência em atendimento de urgência. A equipe do Walfredo sofre como nenhuma outra os efeitos da falência do sistema. Para conseguir atender os pacientes, há pelo menos dois locais que funcionam frequentemente como UTI, embora não o sejam. São eles: o Centro de Recuperação de Operados e, como no Santa Catarina, a reanimação. Quando as UTIs estão lotadas – que acontece quase sempre – os médicos encaminham os pacientes para essas duas alas. No caso de até mesmo a reanimação e o CRO estarem sem vagas, é possível acomodar pessoas nas enfermarias. Os equipamentos necessários – ventilação mecânica para auxiliar na respiração ou monitores cardíacos, entre outros – estão presentes, assim como os enfermeiros. Não é possível dizer o mesmo a respeito do médico. De acordo com Sebastião Paulino, intensivista que atua no Hospital Walfredo Gurgel e em outros hospitais, a principal diferença entre estar acomodado em um desses locais improvisados e em uma UTI de fato é a presença do médico. “Em uma UTI o médico acompanha a todo momento a evolução do quadro do paciente. Isso faz toda a diferença. É preciso modificar a administração de certos medicamentos, como ajustar o funcionamento das máquinas. Somente um médico capacitado pode tomar essas decisões, que, no final, são fundamentais para a sobrevivência da pessoa em questão”, explica. O Hospital Walfredo Gurgel tem uma média de 10 a 15 pessoas diariamente na fila por um lugar na UTI. São pessoas com câncer, acidente vascular cerebral, vítimas de acidentes de moto e carro, violência urbana, etc. O procedência também é variada, com mais pessoas de Natal, mas algumas vindas dos quatro cantos do Estado. Todos os dias o plantonista da terapia intensiva recebe uma cópia, com nomes, origem, quando chegou ao hospital e quando foi solicitada a UTI. Pessoas esperam quatro, cinco dias por uma vaga. E morrem lentamente enquanto a vaga não chega. Morrem mesmo. Não há outra palavra para definir. HIPERTENSÃO SISTÊMICA: UMA GRANDE VILÃ Dr. Jorge Boucinhas - médico e professor da UFRN Este Artigo conclui a revisão sobre Hipertensão Arterial Sistêmica revendo sumariamente mais alguns tratamentos alternativos. Atenção para o fato de que são todos naturais, e quem os indica sempre orienta quanto aos cuidados gerais com o corpo, principalmente no que tange à atividade física e à alimentação, pelo que alguns quiseram atribuir seus efeitos tão somente à perda ponderal o que não deixa de ter valor, de vez que bem se sabe que perda de peso moderada (de aproximadamente 10%) pode chegar a normalizar a TA. Uma análise de 11 estudos mostrou que a redução média de pressão arterial foi de 1,6mm na sistólica e 1,1 na diastólica. Tocando na Homeopatia, o próprio diagnóstico do paciente já leva em conta todas dimensões da doença (físicas, gerais e psíquicas), tornando-o um modo de ver a pessoa como um todo. O tratamento, portanto, levará a um equilíbrio geral do indivíduo e não apenas tratará sua doença. Entre outros locais de estudo, no London Royal Homeopathic Hospital tem-se buscado investigar cientificamente o efeito dos medicamentos preparados hahnemannianamente, mas ainda se carece de dados mais conclusivos. Não obstante continua-se a prescrição clínica, dita de sucesso significativo. Alguns dos medicamentos usados em pacientes incluem: Nux vomica, Sulphur, Avena sativa, Crataegus, Tabacum, Veratrum viride, Viscum album, Aurum metallicum, Baryta muriatica. Não vale a pena adentrar detalhes das indicações respectivas, já que fazem-se merecedoras de indicação por profissional. O campo dos medicamentos Florais é, quiçá, ainda mais movediço e, ele sim, tem-se mostrado particularmente impermeável a investigações científicas mais profundas. Originalmente seriam de considerar os remédios clássicos ingleses, do Dr. Bach (aliás, nome a ser corretamente pronunciado “béc”, à feição inglesa, e não, como se usa fazer, “bar”, à alemã!), tendo-se, com o tempo, seguido os Florais Californianos, os Australianos, os Espanhóis, os Franceses, os Argentinos (de Raff), os de SaintGermain, isto sem falar nos bem nacionais, de Minas, do Cerrado, da Amazônia, de Aleixo, e inúmeros mais. Falar neles em associação com doenças “físicas” seria duplamente temerário, de vez que tais medicamentos não só ainda não foram pesquisados em termos mais precisos como orientam-se preponderantemente por e para estados psíquicos. Não obstante, ao mesmo tempo tem-se que a relação estreita entre condições anímicas e a HAS sugere serem indicáveis em casos da mesma. Com relação à Musicoterapia as coisas têm sido melhor estudadas. Recentes estudos demonstraram bem que contribui para melhorar a qualidade de vida (QV) e o controle da pressão arterial, sinalizando que pode vir a representar um reforço na abordagem terapêutica do hipertenso. Um ensaio clínico que avaliou pacientes de ambos os sexos, com mais que 50 anos, portadores de HAS leve, em uso de medicação, dividiu-os em grupos experimental e controle. Ao primeiro, além do tratamento convencional, ofereceram-se sessões musicoterápicas semanais durante três meses, tendo-se observado melhora significativa na QV e no controle da TA, sinalizando que essa atividade pode representar um reforço na abordagem terapêutica em programas de atendimento multidisciplinar ao paciente hipertenso. No que diz respeito à Acupuntura, em que pese muitos detratores referirem-na por “acientífica” e mesmo muitos de seus praticantes acharem que não se presta a pesquisas precisas, os trabalhos que mostram seus efeito na HAS contam-se já por milhares. Grosso modo são oriundos da China, que já desponta como detentora de grande potencial no campo da investigação científica, secundando-se a ela a Rússia. Em um experimento publicado em 1997, 50 pessoas não tratadas com medicamentos anti-hipertensivos receberam Acupuntura e, em 30 minutos, tiveram uma queda na pressão arterial média de 169/107mmHg para 151/96, com uma diminuição da frequência cardíaca de 77 para 72 batimentos por minuto. Os níveis sanguíneos de renina (um hormônio relacionado à regulação da pressão arterial) também sofreram uma queda significativa. Outros estudos demonstraram que a técnica pode melhorar a função do lado esquerdo do coração, além de ser eficaz em pessoas em quem os medicamentos anti-hipertensivos não surtiram efeito. Pesquisadores da Califórnia também provaram que pode aliviar o aumento da TA causado pelo stress, pois naqueles que a receberam houve aumento de apenas 2,9mmHg durante os períodos estressantes, em vez dos 5,4 daqueles que não a receberam. Bem, o tema está concluso. Que tenha servido a algo. Até a próxima semana! DIÁRIO DE NATAL RISCOS QUASE DESCONHECIDOS As trombofilias são caracterizadas pelas chances elevadas de entupimentos de vasos sanguíneos Raras e pouco conhecidas, as trombofilias são uma das principais causas de abortos tardios sucessivos, que acontecem no segundo e no terceiro trimestres de gestação. Caracterizado pelo aumento da predisposição a tromboses em mulheres, esse grupo de doenças dificulta o bom funcionamento da placenta, o que traz riscos para o feto. Mulheres com o problema também precisam tomar cuidados extras para diminuir as chances de entupimentos de vasos sanguíneos - que podem causar infarto, embolia pulmonar e acidente vascular cerebral (AVC) - durante a gravidez e as primeiras semanas após o parto. As trombofilias são compostas por um grupo de doenças, genéticas ou adquiridas e podem atingir mulheres de qualquer idade, com ou sem filhos. Por conta da baixa incidência na população feminina brasileira, só precisam de exames aquelas mulheres que tiveram trombose, passaram por um aborto tardio ou pelo menos dois precoces. A medida tem outra explicação. Ainda não se sabe exatamente a extensão da influência dessas doenças, principalmente as genéticas, nas chances de complicação no quadro de saúde das pacientes. "É difícil dizer a frequência exata das trombofilias no Brasil, porque muitas pessoas têm e não são diagnosticadas como sendo esse o quadro. Esses problemas são ainda afetados por fatores externos e por outras doenças ocasionais", afirma o hematologista de Brasília (DF), Sandro Pinheiro Melim. Além disso, o tratamento contra as trombofilias, que consiste no uso profilático de anticoagulantes, traz efeitos colaterais e riscos de complicações graves ao organismo. "O uso de anticoagulante pode levar a sangramentos e causar osteoporose. Além disso, o custo da medicação mais indicada, a heparina de baixo peso molecular, é muito alto", enumera o vice-presidente da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia de Brasília (DF), Alberto Zaconeta. Por isso é necessário ponderar os riscos da trombofilia e os do tratamento para desenhar a melhor estratégia para cada caso apresentado. Para aumentar a eficácia do medicamento, sugere-se evitar ao máximo os fatores externos que elevem o risco de excesso de coagulação. Alimentação correta, não fumar, evitar situações de imobilidade e praticar atividades físicas auxiliam a controlar as chances de trombose. Saiba mais Trombofilias hereditárias São alterações genéticas que causam desequilíbrio em algum dos fatores de coagulação. Além de raras, muitas vezes só causam trombose se associadas a outra situação de risco: l Fator V Leiden l Mutação do gene da protrombina l Alteração da enzima MTFHR l Deficiência da proteína S l Deficiência da proteína C l Deficiência da antitrombina 3 Trombofilias adquiridas São doenças e outras condições que aparecem em algum momento da vida e aumentam as chances de trombose. Entre elas, a mais frequente e importante é a síndrome do anticorpo antifosfolipídeo, porque aumenta sensivelmente as chances de trombose e de abortos sucessivos: l Síndrome do anticorpo antofosfolipídeo (Saaf) l Neoplasias (câncer) l Gravidez e pós-parto l Síndrome nefrótica (renal) l Algumas doenças hepáticas l Idade l Doença varicosa (varizes) l Obesidade Fatores de risco Há condições externas que aumentam as chances de trombose. Combinadas com trombofilias, podem aumentar para até 60% as chances de o indivíduo sofreruma trombose. l Fumo l Uso de hormônios femininos l Longos períodos de imobilização l Voos de média e longa duração (mais de quatro horas) l Cirurgias Fontes: hematologistas Alexandre Nonino e Sandro Pinheiro Melim, ginecologistas e obstetras Hitomi Miura Nakavaga, Alberto Zaconeta e Patrícia Varella. CONTROVÉRSIA NOS ESTUDOS SOBRE A DOENÇA O avanço das pesquisas sobre trombofilias nos últimos anos tem criado um ambiente de controvérsia entre especialistas. Como os estudos são recentes, houve muitas descobertas que levaram a mudanças no tratamento e nos diagnósticos da doença. "Há 15 anos, apenas 20% das tromboses causadas por trombofilia genética eram identificadas. Graças a pesquisas recentes, que descobriram novas trombofilias, atualmente 80% dos casos são diagnosticados", explica o hematologista Alexandre Nonino. Sabe-se, porém, que ainda existem tipos não descobertos da doença. É o que se acredita no caso da dona de casa Kátia Khallouf Bayeh, 29 anos. Há sete anos, Kátia teve um descolamento de placenta no sétimo mês de gravidez, que levou à morte do bebê. Quarenta e cinco dias depois do parto, sofreu uma trombose na perna esquerda. Depois de muitos exames, não foi encontrada nenhuma trombofilia. Mesmo sem saber qual era o problema exato, o tratamento de anticoagulante foi indicado na segunda gravidez, cinco anos depois, para evitar um novoaborto e uma nova trombose, o que não apresentou resultado. Apesar do tratamento, Kátia sofreu o mesmo tipo de descolamento logo no segundo mês de gestação - e uma trombose na perna algumas semanas depois. Com acompanhamento, o bebê nasceu prematuro e sobreviveu. As mesmas dificuldades também foram superadas na terceira gravidez, em que a caçula, hoje com 3 meses, também nasceu prematura. "Todas as vezes que fiquei grávida foram bastante traumáticas. As duas últimas, principalmente a terceira, lembravam a primeira vez. Graças aos médicos, à minha família e por conseguir o tratamento pelo SUS, deu tudo certo", conta. Outra questão em que as pesquisas ainda criam polêmica é o uso preventivo de anticoagulantes em mulheres com dificuldade de manter a gravidez. Segundo a ginecologista e vice-presidente da Região Centro-Oeste da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Hitomi Muira Nakavaga, a medicação era indicada para todas as pacientes com abortos não explicados. "Tal tipo de uso, no entanto, tem sidocriticado em pesquisas recentes por não aumentar as chances de evitar abortos em uma média que valesse os riscos do tratamento", alerta a especialista. MARIA ALICE // ATENDIMENTO PEDAGÓGICO É IMPLANTADO O Hospital Estadual Maria Alice Fernandes e a Secretaria de Educação do município de Natal assinaram um convênio para implantação do projeto "Classe Hospitalar", que garante o atendimento pedagógico-educacional às crianças em tratamento de saúde. A partir de agora o Hospital Maria Alice Fernandes passa a contar oficialmente com um espaço exclusivo para o ensino regular das crianças e adolescentes que passam por tratamento de saúde. Durante o evento, foi assinado convênio entre a direção do hospital e a Secretaria de Educação de Natal. O convênio funciona da seguinte forma: o hospital cede seu espaço físico e a Secretaria de Educação fornece o material didático, mobiliário e um professor. O acordo tem a duração de 48 meses e as aulas irão acontecer todos os dias, no período da tarde. O hospital Maria Alice Fernandes é o único hospital pediátrico de toda a rede estadual, atendendo crianças dos 0 aos 14 anos de idade. Com 76 leitos cadastrados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a instituição se prepara para inaugurar mais cinco leitos de UTI. GAZETA DO OESTE NOVE MUNICÍPIOS DO RN SÃO CONTEMPLADOS COM O PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA (PSE) OESTE - Os municípios de Assu, Alto do Rodrigues, Campo Grande, Carnaubais, Itajá, Paraú, Porto do Mangue, Serra do Mel e Tibau foram contemplados com o Programa Saúde na Escola (PSE) de acordo com a Portaria Interministerial nº. 3.696, de 25 de novembro de 2010. Segundo a coordenadora regional do Programa Saúde na Escola (PSE) da II Ursap, Alda Sales Barbosa, os critérios para adesão dos municípios ao Programa Saúde na Escola (PSE) são municípios com Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), no ano de 2009, menor ou igual a 4,5 e que tenham 70% ou mais de cobertura populacional por Equipes Saúde da Família, com base na competência financeira de junho de 2010 e que possuam escolas participantes do Programa Mais Educação. "Após a Manifestação de Interesse, o município deverá enviar o Projeto Municipal de Saúde na Escola e o Termo de Adesão. Homologada a adesão ao PSE, o Ministério da Saúde publicará portaria de credenciamento dos municípios, que farão jus ao recebimento dos recursos financeiros e materiais", informa Alda Sales Barbosa. O PSE constitui estratégia para a integração e a articulação permanente entre as políticas e ações de educação e de saúde, com a participação da comunidade escolar, envolvendo intersetorialmente as equipes de saúde da família e da educação básica. "Para o município participar do Programa Saúde na Escola, é necessário que o ente público atenda aos critérios de adesão. Anualmente o Ministério da Saúde publica uma portaria que define os critérios. Para apoiar o desenvolvimento das ações do programa nos municípios, o Ministério da Saúde repassa fundo a fundo uma parcela anual, como incentivo financeiro. O valor corresponde a uma parcela extra do incentivo mensal às Equipes de Saúde da Família que atuam no programa", destaca a coordenadora. HOSPITAL NECESSITA DE DOAÇÕES PARA NATAL DE PACIENTES Aproveitando o espírito das festas de fim de ano, o Hospital Severino Lopes (antiga Casa de Saúde Natal) está promovendo seu "Natal Solidário" arrecadando junto à sociedade natalense gêneros alimentícios e presentes para os portadores de transtornos mentais hospitalizados. As doações têm como objetivo viabilizar a festa de Natal dos pacientes, que será promovida no próximo dia 21, a partir das 14h30, na área de recreação da instituição. A festividade é aberta à sociedade, sendo voltada para os cerca de 220 portadores de transtornos mentais e dependentes químicos da entidade, contando também com a participação da família. Além de incluir e integrar a instituição ao espírito de confraternização natalina, o evento tem como intuito fazer com os pacientes se sintam mais amados e lembrados neste fim de ano. Para a equipe do hospital, "esta ação é um gesto de carinho e ternura para com os pacientes". Na programação da festa está previsto a apresentação de coral do hospital e peça natalina encenada pelos pacientes; com a coordenação do setor de terapia ocupacional. Apresentação de atrações externas, lanche e distribuições de presentes. As pessoas interessadas em contribuir podem entrar em contato com o setor de lazer e qualidade de vida do hospital, através do telefone (84) 4005-3279 ou 4005-3250, falar com Thélia Paiva ou deixar doações na instituição localizada na Av. Romualdo Galvão, 1402 - Tirol - Natal/RN. JORNAL DE FATO DENGUE: UMA ‘GUERRA’ CONTRA O MOSQUITO Os números de infestação predial divulgados nesta semana pelo Ministério da Saúde deixaram muitas cidades do Rio Grande do Norte em estado de alerta. Pelo Levantamento do Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), Mossoró e mais três cidades apareceram com percentual que os deixam em risco de surto, conforme o MS. Os trabalhos para vencer o mosquito são incessantes e contam com apoio da Vigilância à Saúde e a parceria da comunidade. Nesta semana, um mutirão de palestras começa a ser realizado pelos bairros considerados mais críticos, a fim de conscientizar os moradores das ações simples, mas "que fazem toda a diferença para evitar as larvas do mosquito", ressalta a diretora da Vigilância, Allany Medeiros. A primeira visita será feita ao bairro Ouro Negro (Zona Sul), onde as ações serão mais incisivas, incluindo o bloqueio do carro fumacê. Seguindo ainda pelos bairros Paredões, Barrocas e Bom Jardim. Mossoró fechará 2010 com cerca de 4,6 casas infestadas a cada cem residências. Embora o Governo Federal considere crítico, o percentual é positivo, visto que já chegou a 13% de infestação. Caiu para 9% e desde ano passado vem oscilando na segunda casa dos 4%. De acordo com Medeiros, as ações do município acontecem independente do percentual apontado pelo Liraa. "Trabalhamos constantemente com os agentes epidemiológicos nas ruas para controlarmos a proliferação do mosquito", disse. Desde o início do ano, mais de cem caixas d'água já foram distribuídas, além dos kits com protetor. Mesmo as ações não dando trégua, muito ainda deve ser feito, visto que, embora de apenas 0,4%, a oscilação foi para cima. De acordo com a Vigilância, está prevista para o próximo ano a articulação com as demais secretarias, como a Secretaria de Desenvolvimento Territorial, Serviços Urbanos e Ação Social, com o intuito de criar uma política generalizada de combate ao mosquito. Atualmente, mais de 120 agentes de endemias estão nas ruas e a previsão é que esse número seja ampliado no próximo ano. Allany Medeiros explica que a Vigilância irá retornar algumas campanhas que tiveram resultado significativos, como o mutirão da limpeza e o recolhimento de pneus. "Agente fecha uma parceria com os garis, e, anteriormente, conscientiza a comunidade para recolher tudo que possa servir de depósito para o mosquito. É uma forma de limpar por completo uma determina área", diz ela, completando que o acúmulo de pneus ainda é um grande entrave para o combate ao mosquito. O problema também levou a Secretaria de Saúde do Estado a intensificar as ações. Na última sexta-feira, profissionais da saúde dos municípios considerados críticos se reuniram em Natal para traçar estratégias de frear o problema da dengue. De acordo com o boletim da Sesap, estão em alerta 26 cidades potiguares, não constando Mossoró. Aparecem, no entanto, Natal e as cidades de Patu, Pau dos Ferros, Rafael Fernandes, Riacho de Santana e Rodolfo Fernandes. Clipping Cremern –13-12-2010-2 MATUTINO TRIBUNA DO NORTE – 13-12-2010 Secção: Panorama Política Link: http://blog.tribunadonorte.com.br/panoramapolitico/para-secretaria-de-saude-ana-tania-sampaio-e-a-mais-cotada/54474 Publicado no dia 13/12/10 PARA SECRETARIA DE SAÚDE, ANA TÂNIA SAMPAIO É A MAIS COTADA Para o cargo de secretária estadual de Saúde, a enfermeira Ana Tânia Sampaio é a mais cotada. A preferência da governadora eleita Rosalba Ciarlini era pelo médico Paulo Davim, deputado estadual e que assumirá o Senado a partir de fevereiro. Com a ida de Davim para Brasília, a alternativa de Rosalba poderá ser Ana Tânia Sampaio, que foi secretária municipal de Saúde da Prefeitura de Natal. TRIBUNA DO NORTE – 13-12-2010 Secção: Natal Por: Isaac Lira Link: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/pacientes-disputam-vaga-em-uti/167329 Publicado no dia 13/12/10 PACIENTES DISPUTAM VAGA EM UTI Separados por poucos metros e dois cômodos, Geraldo e José (nome fictício) compartilham angústias semelhantes. Entre a enfermaria e a sala de reanimação do Hospital Santa Catarina, na zona Norte de Natal, os dois sofrem a mesma espera: uma vaga na Unidade de Terapia Intensiva do maior hospital da zona Norte. Em 24 horas, um deles estará morto e o outro terá conseguido, entre tantos outros, um leito na unidade de saúde superlotada. Mas nesse ponto da história os dois ainda são parecidos. José está sentado, cansado, com dores no peito. Poucos minutos antes, estava desacordado, no chão de casa, quando foi levado para o Hospital pelo filho. O diagnóstico é duro: infarto. Mais um para se somar às duas pontes de safena conseguidas em 56 anos de vida. Contrastando com a gravidade do quadro, José está acomodado numa cadeira, no corredor, defronte à enfermaria. O plantonista já avisou que a UTI é necessária. Mas, como todos os dias, não será fácil conseguir. Geraldo Magela, de 67 anos, conhece bem essa dificuldade. No dia em questão – segunda-feira da semana passada – fazia 13 dias que o aposentado estava no Santa Catarina. O quadro é de pneumonia, o que para um senhor de 67 anos com um histórico de problemas de saúde, é algo preocupante. Desde o oitavo dia, Geraldo tem uma indicação para uma unidade de terapia intensiva. Sem vagas, a solução encontrada pela equipe de médicos foi improvisar a reanimação, com aparelhagem e enfermeiros. Geraldo Magela visivelmente definha. Como nenhum dos dois, e nem mesmo os companheiros de espera na fila da UTI, estão sozinhos nessa luta, os parentes ganham um papel importante a partir da primeira negativa. Cabe a eles pressionar o poder público para o cumprimento da obrigação constitucional de prover atendimento. Nesse ponto, as tensões chegam ao limite. Se por um lado o Hospital Santa Catarina, e qualquer outro da rede, é obrigado a atender, por outro os funcionários não têm como fazer milagres. Daí, surgem os conflitos. “E ele vai morrer ali?”. Essa foi a reação de Patrícia (Nome fictício) ao saber que era o corredor o local disponível para o seu irmão, José. A esse momento, o aposentado de 56 anos tinha dificuldades para suportar a falta de ar e as dores no peito. “Ele queria deitar no chão, mas eu não deixei. O médico disse que iria fazer o possível, com medicação, para controlar o caso”, relata Patrícia. Na frente de José, havia quatro pessoas, todas necessitando há mais tempo de terapia intensiva. Um deles, Geraldo Magela, estava praticamente no limite. Após seis dias de espera, Geraldo não conseguia mais falar, segundo conta sua sobrinha, Iara Souza, de 35 anos. Seu semblante, antes corado, agora estava pálido, com exceção de uma mancha vermelha que se destacava na sua testa. Há 13 dias não estava assim. Com um quadro de pneumonia, Geraldo teve, após sete dias na enfermaria, insuficiência cardiorespiratória. Foi aquele corre-corre, agravado pelo fato de que não havia vaga na UTI. As manchas arroxeadas na face era o mais preocupante. A própria sobrinha, técnica em enfermagem, anteviu o cenário. “É um sinal claro de AVC”, relembra. Iara Sousa não estava disposta a observar o tio morrer sem tentar de alguma forma um tratamento que lhe desse sobrevida. Alguém teria de dar uma resposta. Hospitais têm só 138 leitos de UTI A carência de leitos de UTI no Rio Grande do Norte, particularmente na capital, é motivo de uma ação na Justiça, capitaneada pela promotora da Saúde, Iara Pinheiro. O processo foi iniciado em abril e tenta “obrigar” o Estado e o Município de Natal a adequar o número de leitos ao mínimo estimado pela Organização Mundial de Saúde. Até agora Estado e Município não se adequaram às recomendações do Ministério Público. Em resumo, o problema que causa situações como as vivenciadas por Geraldo e José é a falta de leitos e a concentração em Natal. As tratativas do Ministério Público junto às secretarias de saúde datam de 2006. Desde então, a promotora Iara Pinheiro tenta negociar com o poder público o aumento de vagas, tanto com a criação de novos serviços quanto com a contratação em hospitais privados. Como não houve êxito no diálogo, a promotoria tentou a via judicial, por meio de uma ação civil pública. O mais recente capítulo da luta na Justiça teve o pedido acatado pela juíza da 3a. Vara da Fazenda Pública, Ana Cláudia Secundo, pela definição exata de quantos leitos existem no Estado e de quem é a responsabilidade por eles. O maior déficit está nos municípios. Como se sabe, Natal não conta com hospitais do Município, embora a Secretaria Municipal de Saúde tenha contratado junto a rede privada 20 leitos de UTI para compensar a carência. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, existem 138 leitos de UTI, sob responsabilidade do Estado, em todo o Rio Grande do Norte. Desse total, 102 estão em Natal. Isso significa uma concentração de pouco mais de 86% das vagas disponíveis em Natal. Esses números ficam distantes da projeção feita pelo Ministério Público, com base em dados da Sociedade de Terapia Intensiva do Rio Grande do Norte. Seriam necessários, de acordo com essa base de cálculo, entre 300 e 360 leitos no Estado, sendo entre 77 e 94 somente na capital. Esse é o cálculo do mínimo necessário. O Governo do Estado anunciou em setembro deste ano, com a criação do Hospital Rui Pereira, mais 14 leitos de terapia intensiva, mas até esse momento somente três foram viabilizados. E esses não servem para drenar a superlotação de hospitais como o Walfredo Gurgel e o Santa Catarina. “Essas três vagas são utilizadas para o público do próprio Hospital Rui Pereira, nas cirurgias vasculares e casos de diabetes”, diz Valmira Guedes, diretora do Hospital. Mais quatro leitos estão prontos para serem utilizados, mas faltam técnicos de enfermagem. Outras sete vagas estão em uma segunda sala de UTI, que necessita de aparelhamento adequado. O trabalho ficará para o próximo governo. Sobrinha pede que médico tire paciente da UTI O diretor administrativo do Hospital Santa Catarina, Carlos Leão, ouviu naquela segunda-feira um pedido difícil de atender. “A moça queria que o médico retirasse um paciente da UTI para colocar o seu parente”, diz. O raciocínio de Iara era simples: havia na terapia intensiva pacientes supostamente, na avaliação dela, em melhor estado de saúde que Geraldo Magela. “Não entendo como um diretor de hospital não tem poder para trocar um paciente numa UTI”, reclama Iara. Carlos Leão rebate: “Isso é uma coisa que depende do médico. Eu não posso me meter. Além disso, é quase impossível um médico retirar um paciente de uma UTI para colocar outro. E se o paciente retirado piorar? Quem vai responder?”. Esse é só um exemplo de como a carência de recursos pode azedar a relação entre usuários e profissionais. Os familiares e pacientes olham com emoção. É natural. Uma vida pode ser salva ou perdida, a depender de uma decisão como essa. Já os profissionais analisam com a frieza dos números. O número de leitos é limitado. Ocupou, acabou. Melhor passar outro momento. Não seria possível um novo momento para Geraldo Magela. Naquela mesma noite de segunda-feira, o monitoramento cardíaco do aposentado cessou o ruído agudo e arrastado que enchia o ar da sala de reanimação. Geraldo faleceu vítima de complicações de um acidente vascular cerebral, além da pneumonia, não debelada mesmo após quase 15 dias de tratamento. O tio de Iara Sousa morreu em meio a aparelhos e enfermeiros. Nenhum médico de prontidão. É impossível dizer se o aposentado sobreviveria caso houvesse uma UTI. Sorte diferente teve José na mesma segunda-feira, antes mesmo da agonia de Geraldo. Se pouco antes não havia vagas, José conseguiu, seis horas depois do primeiro antedimento, um lugar na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Santa Catarina. Sorte? Providência? A família preferiu não especular, assim como preferiu não divulgar os verdadeiros nomes. A justificativa é simples. O objetivo – a vaga em uma UTI – foi conseguido. E a divulgação das horas de agonia antes do desenrolar do caso poderia ser interpretada como “ingratidão”. Não atender significa risco de morte iminente Da mesma forma como a história de Geraldo e José mostra, a rotina dos hospitais potiguares para conviver com a escassez de vagas nas unidades de terapia intensiva é baseada em improvisos. Esse é um tipo de situação onde não é possível simplesmente deixar de atender. Se alguém tem uma dor de cabeça, procura um médico e não consegue atendimento, é possível “deixar para depois”. Todavia, casos de terapia intensiva merecem urgência. Não atender significa risco de morte iminente. Entre os locais com unidades improvidas para terapia intensiva, o Hospital Walfredo Gurgel merece destaque. Não poderia ser diferente. Trata-se da unidade de referência em atendimento de urgência. A equipe do Walfredo sofre como nenhuma outra os efeitos da falência do sistema. Para conseguir atender os pacientes, há pelo menos dois locais que funcionam frequentemente como UTI, embora não o sejam. São eles: o Centro de Recuperação de Operados e, como no Santa Catarina, a reanimação. Quando as UTIs estão lotadas – que acontece quase sempre – os médicos encaminham os pacientes para essas duas alas. No caso de até mesmo a reanimação e o CRO estarem sem vagas, é possível acomodar pessoas nas enfermarias. Os equipamentos necessários – ventilação mecânica para auxiliar na respiração ou monitores cardíacos, entre outros – estão presentes, assim como os enfermeiros. Não é possível dizer o mesmo a respeito do médico. De acordo com Sebastião Paulino, intensivista que atua no Hospital Walfredo Gurgel e em outros hospitais, a principal diferença entre estar acomodado em um desses locais improvisados e em uma UTI de fato é a presença do médico. “Em uma UTI o médico acompanha a todo momento a evolução do quadro do paciente. Isso faz toda a diferença. É preciso modificar a administração de certos medicamentos, como ajustar o funcionamento das máquinas. Somente um médico capacitado pode tomar essas decisões, que, no final, são fundamentais para a sobrevivência da pessoa em questão”, explica. O Hospital Walfredo Gurgel tem uma média de 10 a 15 pessoas diariamente na fila por um lugar na UTI. São pessoas com câncer, acidente vascular cerebral, vítimas de acidentes de moto e carro, violência urbana, etc. O procedência também é variada, com mais pessoas de Natal, mas algumas vindas dos quatro cantos do Estado. Todos os dias o plantonista da terapia intensiva recebe uma cópia, com nomes, origem, quando chegou ao hospital e quando foi solicitada a UTI. Pessoas esperam quatro, cinco dias por uma vaga. E morrem lentamente enquanto a vaga não chega. Morrem mesmo. Não há outra palavra para definir. TRIBUNA DO NORTE – 13-12-2010 Secção: Natal Por: Dr. Jorge Boucinhas - médico e professor da UFRN Link: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/hipertensao-sistemica-uma-grande-vila/167321 Publicado no dia 12/12/10 HIPERTENSÃO SISTÊMICA: UMA GRANDE VILÃ Dr. Jorge Boucinhas - médico e professor da UFRN Este Artigo conclui a revisão sobre Hipertensão Arterial Sistêmica revendo sumariamente mais alguns tratamentos alternativos. Atenção para o fato de que são todos naturais, e quem os indica sempre orienta quanto aos cuidados gerais com o corpo, principalmente no que tange à atividade física e à alimentação, pelo que alguns quiseram atribuir seus efeitos tão somente à perda ponderal o que não deixa de ter valor, de vez que bem se sabe que perda de peso moderada (de aproximadamente 10%) pode chegar a normalizar a TA. Uma análise de 11 estudos mostrou que a redução média de pressão arterial foi de 1,6mm na sistólica e 1,1 na diastólica. Tocando na Homeopatia, o próprio diagnóstico do paciente já leva em conta todas dimensões da doença (físicas, gerais e psíquicas), tornando-o um modo de ver a pessoa como um todo. O tratamento, portanto, levará a um equilíbrio geral do indivíduo e não apenas tratará sua doença. Entre outros locais de estudo, no London Royal Homeopathic Hospital tem-se buscado investigar cientificamente o efeito dos medicamentos preparados hahnemannianamente, mas ainda se carece de dados mais conclusivos. Não obstante continua-se a prescrição clínica, dita de sucesso significativo. Alguns dos medicamentos usados em pacientes incluem: Nux vomica, Sulphur, Avena sativa, Crataegus, Tabacum, Veratrum viride, Viscum album, Aurum metallicum, Baryta muriatica. Não vale a pena adentrar detalhes das indicações respectivas, já que fazem-se merecedoras de indicação por profissional. O campo dos medicamentos Florais é, quiçá, ainda mais movediço e, ele sim, tem-se mostrado particularmente impermeável a investigações científicas mais profundas. Originalmente seriam de considerar os remédios clássicos ingleses, do Dr. Bach (aliás, nome a ser corretamente pronunciado “béc”, à feição inglesa, e não, como se usa fazer, “bar”, à alemã!), tendo-se, com o tempo, seguido os Florais Californianos, os Australianos, os Espanhóis, os Franceses, os Argentinos (de Raff), os de SaintGermain, isto sem falar nos bem nacionais, de Minas, do Cerrado, da Amazônia, de Aleixo, e inúmeros mais. Falar neles em associação com doenças “físicas” seria duplamente temerário, de vez que tais medicamentos não só ainda não foram pesquisados em termos mais precisos como orientam-se preponderantemente por e para estados psíquicos. Não obstante, ao mesmo tempo tem-se que a relação estreita entre condições anímicas e a HAS sugere serem indicáveis em casos da mesma. Com relação à Musicoterapia as coisas têm sido melhor estudadas. Recentes estudos demonstraram bem que contribui para melhorar a qualidade de vida (QV) e o controle da pressão arterial, sinalizando que pode vir a representar um reforço na abordagem terapêutica do hipertenso. Um ensaio clínico que avaliou pacientes de ambos os sexos, com mais que 50 anos, portadores de HAS leve, em uso de medicação, dividiu-os em grupos experimental e controle. Ao primeiro, além do tratamento convencional, ofereceram-se sessões musicoterápicas semanais durante três meses, tendo-se observado melhora significativa na QV e no controle da TA, sinalizando que essa atividade pode representar um reforço na abordagem terapêutica em programas de atendimento multidisciplinar ao paciente hipertenso. No que diz respeito à Acupuntura, em que pese muitos detratores referirem-na por “acientífica” e mesmo muitos de seus praticantes acharem que não se presta a pesquisas precisas, os trabalhos que mostram seus efeito na HAS contam-se já por milhares. Grosso modo são oriundos da China, que já desponta como detentora de grande potencial no campo da investigação científica, secundando-se a ela a Rússia. Em um experimento publicado em 1997, 50 pessoas não tratadas com medicamentos anti-hipertensivos receberam Acupuntura e, em 30 minutos, tiveram uma queda na pressão arterial média de 169/107mmHg para 151/96, com uma diminuição da frequência cardíaca de 77 para 72 batimentos por minuto. Os níveis sanguíneos de renina (um hormônio relacionado à regulação da pressão arterial) também sofreram uma queda significativa. Outros estudos demonstraram que a técnica pode melhorar a função do lado esquerdo do coração, além de ser eficaz em pessoas em quem os medicamentos anti-hipertensivos não surtiram efeito. Pesquisadores da Califórnia também provaram que pode aliviar o aumento da TA causado pelo stress, pois naqueles que a receberam houve aumento de apenas 2,9mmHg durante os períodos estressantes, em vez dos 5,4 daqueles que não a receberam. Bem, o tema está concluso. Que tenha servido a algo. Até a próxima semana! DIÁRIO DE NATAL – 13-12-2010 Secção: Saúde Por: Dominique Lima Link: http://www.diariodenatal.com.br/2010/12/13/saude1_0.php Publicado no dia 12/12/10 RISCOS QUASE DESCONHECIDOS As trombofilias são caracterizadas pelas chances elevadas de entupimentos de vasos sanguíneos Raras e pouco conhecidas, as trombofilias são uma das principais causas de abortos tardios sucessivos, que acontecem no segundo e no terceiro trimestres de gestação. Caracterizado pelo aumento da predisposição a tromboses em mulheres, esse grupo de doenças dificulta o bom funcionamento da placenta, o que traz riscos para o feto. Mulheres com o problema também precisam tomar cuidados extras para diminuir as chances de entupimentos de vasos sanguíneos - que podem causar infarto, embolia pulmonar e acidente vascular cerebral (AVC) - durante a gravidez e as primeiras semanas após o parto. As trombofilias são compostas por um grupo de doenças, genéticas ou adquiridas e podem atingir mulheres de qualquer idade, com ou sem filhos. Por conta da baixa incidência na população feminina brasileira, só precisam de exames aquelas mulheres que tiveram trombose, passaram por um aborto tardio ou pelo menos dois precoces. A medida tem outra explicação. Ainda não se sabe exatamente a extensão da influência dessas doenças, principalmente as genéticas, nas chances de complicação no quadro de saúde das pacientes. "É difícil dizer a frequência exata das trombofilias no Brasil, porque muitas pessoas têm e não são diagnosticadas como sendo esse o quadro. Esses problemas são ainda afetados por fatores externos e por outras doenças ocasionais", afirma o hematologista de Brasília (DF), Sandro Pinheiro Melim. Além disso, o tratamento contra as trombofilias, que consiste no uso profilático de anticoagulantes, traz efeitos colaterais e riscos de complicações graves ao organismo. "O uso de anticoagulante pode levar a sangramentos e causar osteoporose. Além disso, o custo da medicação mais indicada, a heparina de baixo peso molecular, é muito alto", enumera o vice-presidente da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia de Brasília (DF), Alberto Zaconeta. Por isso é necessário ponderar os riscos da trombofilia e os do tratamento para desenhar a melhor estratégia para cada caso apresentado. Para aumentar a eficácia do medicamento, sugere-se evitar ao máximo os fatores externos que elevem o risco de excesso de coagulação. Alimentação correta, não fumar, evitar situações de imobilidade e praticar atividades físicas auxiliam a controlar as chances de trombose. Saiba mais Trombofilias hereditárias São alterações genéticas que causam desequilíbrio em algum dos fatores de coagulação. Além de raras, muitas vezes só causam trombose se associadas a outra situação de risco: l Fator V Leiden l Mutação do gene da protrombina l Alteração da enzima MTFHR l Deficiência da proteína S l Deficiência da proteína C l Deficiência da antitrombina 3 Trombofilias adquiridas São doenças e outras condições que aparecem em algum momento da vida e aumentam as chances de trombose. Entre elas, a mais frequente e importante é a síndrome do anticorpo antifosfolipídeo, porque aumenta sensivelmente as chances de trombose e de abortos sucessivos: l Síndrome do anticorpo antofosfolipídeo (Saaf) l Neoplasias (câncer) l Gravidez e pós-parto l Síndrome nefrótica (renal) l Algumas doenças hepáticas l Idade l Doença varicosa (varizes) l Obesidade Fatores de risco Há condições externas que aumentam as chances de trombose. Combinadas com trombofilias, podem aumentar para até 60% as chances de o indivíduo sofreruma trombose. l Fumo l Uso de hormônios femininos l Longos períodos de imobilização l Voos de média e longa duração (mais de quatro horas) l Cirurgias Fontes: hematologistas Alexandre Nonino e Sandro Pinheiro Melim, ginecologistas e obstetras Hitomi Miura Nakavaga, Alberto Zaconeta e Patrícia Varella. DIÁRIO DE NATAL – 13-12-2010 Secção: Saúde Por: Dominique Lima Link: http://www.diariodenatal.com.br/2010/12/13/saude1_1.php Publicado no dia 12/12/10 CONTROVÉRSIA NOS ESTUDOS SOBRE A DOENÇA O avanço das pesquisas sobre trombofilias nos últimos anos tem criado um ambiente de controvérsia entre especialistas. Como os estudos são recentes, houve muitas descobertas que levaram a mudanças no tratamento e nos diagnósticos da doença. "Há 15 anos, apenas 20% das tromboses causadas por trombofilia genética eram identificadas. Graças a pesquisas recentes, que descobriram novas trombofilias, atualmente 80% dos casos são diagnosticados", explica o hematologista Alexandre Nonino. Sabe-se, porém, que ainda existem tipos não descobertos da doença. É o que se acredita no caso da dona de casa Kátia Khallouf Bayeh, 29 anos. Há sete anos, Kátia teve um descolamento de placenta no sétimo mês de gravidez, que levou à morte do bebê. Quarenta e cinco dias depois do parto, sofreu uma trombose na perna esquerda. Depois de muitos exames, não foi encontrada nenhuma trombofilia. Mesmo sem saber qual era o problema exato, o tratamento de anticoagulante foi indicado na segunda gravidez, cinco anos depois, para evitar um novoaborto e uma nova trombose, o que não apresentou resultado. Apesar do tratamento, Kátia sofreu o mesmo tipo de descolamento logo no segundo mês de gestação - e uma trombose na perna algumas semanas depois. Com acompanhamento, o bebê nasceu prematuro e sobreviveu. As mesmas dificuldades também foram superadas na terceira gravidez, em que a caçula, hoje com 3 meses, também nasceu prematura. "Todas as vezes que fiquei grávida foram bastante traumáticas. As duas últimas, principalmente a terceira, lembravam a primeira vez. Graças aos médicos, à minha família e por conseguir o tratamento pelo SUS, deu tudo certo", conta. Outra questão em que as pesquisas ainda criam polêmica é o uso preventivo de anticoagulantes em mulheres com dificuldade de manter a gravidez. Segundo a ginecologista e vice-presidente da Região Centro-Oeste da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Hitomi Muira Nakavaga, a medicação era indicada para todas as pacientes com abortos não explicados. "Tal tipo de uso, no entanto, tem sidocriticado em pesquisas recentes por não aumentar as chances de evitar abortos em uma média que valesse os riscos do tratamento", alerta a especialista. DIÁRIO DE NATAL – 13-12-2010 Secção: Cidades Link: http://www.diariodenatal.com.br/2010/12/12/cidades12_0.php Publicado no dia 12/12/10 MARIA ALICE // ATENDIMENTO PEDAGÓGICO É IMPLANTADO O Hospital Estadual Maria Alice Fernandes e a Secretaria de Educação do município de Natal assinaram um convênio para implantação do projeto "Classe Hospitalar", que garante o atendimento pedagógico-educacional às crianças em tratamento de saúde. A partir de agora o Hospital Maria Alice Fernandes passa a contar oficialmente com um espaço exclusivo para o ensino regular das crianças e adolescentes que passam por tratamento de saúde. Durante o evento, foi assinado convênio entre a direção do hospital e a Secretaria de Educação de Natal. O convênio funciona da seguinte forma: o hospital cede seu espaço físico e a Secretaria de Educação fornece o material didático, mobiliário e um professor. O acordo tem a duração de 48 meses e as aulas irão acontecer todos os dias, no período da tarde. O hospital Maria Alice Fernandes é o único hospital pediátrico de toda a rede estadual, atendendo crianças dos 0 aos 14 anos de idade. Com 76 leitos cadastrados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a instituição se prepara para inaugurar mais cinco leitos de UTI. GAZETA DO OESTE – 13-12-2010 Secção: Cidades Link: http://www.gazetadooeste.com.br/cidades3.php Publicado no dia 12/12/10 NOVE MUNICÍPIOS DO RN SÃO CONTEMPLADOS COM O PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA (PSE) OESTE - Os municípios de Assu, Alto do Rodrigues, Campo Grande, Carnaubais, Itajá, Paraú, Porto do Mangue, Serra do Mel e Tibau foram contemplados com o Programa Saúde na Escola (PSE) de acordo com a Portaria Interministerial nº. 3.696, de 25 de novembro de 2010. Segundo a coordenadora regional do Programa Saúde na Escola (PSE) da II Ursap, Alda Sales Barbosa, os critérios para adesão dos municípios ao Programa Saúde na Escola (PSE) são municípios com Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), no ano de 2009, menor ou igual a 4,5 e que tenham 70% ou mais de cobertura populacional por Equipes Saúde da Família, com base na competência financeira de junho de 2010 e que possuam escolas participantes do Programa Mais Educação. "Após a Manifestação de Interesse, o município deverá enviar o Projeto Municipal de Saúde na Escola e o Termo de Adesão. Homologada a adesão ao PSE, o Ministério da Saúde publicará portaria de credenciamento dos municípios, que farão jus ao recebimento dos recursos financeiros e materiais", informa Alda Sales Barbosa. O PSE constitui estratégia para a integração e a articulação permanente entre as políticas e ações de educação e de saúde, com a participação da comunidade escolar, envolvendo intersetorialmente as equipes de saúde da família e da educação básica. "Para o município participar do Programa Saúde na Escola, é necessário que o ente público atenda aos critérios de adesão. Anualmente o Ministério da Saúde publica uma portaria que define os critérios. Para apoiar o desenvolvimento das ações do programa nos municípios, o Ministério da Saúde repassa fundo a fundo uma parcela anual, como incentivo financeiro. O valor corresponde a uma parcela extra do incentivo mensal às Equipes de Saúde da Família que atuam no programa", destaca a coordenadora. GAZETA DO OESTE – 13-12-2010 Secção: Cidades Link: http://www.gazetadooeste.com.br/cidades3.php Publicado no dia 12/12/10 HOSPITAL NECESSITA DE DOAÇÕES PARA NATAL DE PACIENTES Aproveitando o espírito das festas de fim de ano, o Hospital Severino Lopes (antiga Casa de Saúde Natal) está promovendo seu "Natal Solidário" arrecadando junto à sociedade natalense gêneros alimentícios e presentes para os portadores de transtornos mentais hospitalizados. As doações têm como objetivo viabilizar a festa de Natal dos pacientes, que será promovida no próximo dia 21, a partir das 14h30, na área de recreação da instituição. A festividade é aberta à sociedade, sendo voltada para os cerca de 220 portadores de transtornos mentais e dependentes químicos da entidade, contando também com a participação da família. Além de incluir e integrar a instituição ao espírito de confraternização natalina, o evento tem como intuito fazer com os pacientes se sintam mais amados e lembrados neste fim de ano. Para a equipe do hospital, "esta ação é um gesto de carinho e ternura para com os pacientes". Na programação da festa está previsto a apresentação de coral do hospital e peça natalina encenada pelos pacientes; com a coordenação do setor de terapia ocupacional. Apresentação de atrações externas, lanche e distribuições de presentes. As pessoas interessadas em contribuir podem entrar em contato com o setor de lazer e qualidade de vida do hospital, através do telefone (84) 4005-3279 ou 4005-3250, falar com Thélia Paiva ou deixar doações na instituição localizada na Av. Romualdo Galvão, 1402 - Tirol - Natal/RN. JORNAL DE FATO – 13-12-2010 Secção: Mossoró Link: http://defato.com/mossoro.php Publicado no dia 12/12/10 DENGUE: UMA ‘GUERRA’ CONTRA O MOSQUITO Os números de infestação predial divulgados nesta semana pelo Ministério da Saúde deixaram muitas cidades do Rio Grande do Norte em estado de alerta. Pelo Levantamento do Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), Mossoró e mais três cidades apareceram com percentual que os deixam em risco de surto, conforme o MS. Os trabalhos para vencer o mosquito são incessantes e contam com apoio da Vigilância à Saúde e a parceria da comunidade. Nesta semana, um mutirão de palestras começa a ser realizado pelos bairros considerados mais críticos, a fim de conscientizar os moradores das ações simples, mas "que fazem toda a diferença para evitar as larvas do mosquito", ressalta a diretora da Vigilância, Allany Medeiros. A primeira visita será feita ao bairro Ouro Negro (Zona Sul), onde as ações serão mais incisivas, incluindo o bloqueio do carro fumacê. Seguindo ainda pelos bairros Paredões, Barrocas e Bom Jardim. Mossoró fechará 2010 com cerca de 4,6 casas infestadas a cada cem residências. Embora o Governo Federal considere crítico, o percentual é positivo, visto que já chegou a 13% de infestação. Caiu para 9% e desde ano passado vem oscilando na segunda casa dos 4%. De acordo com Medeiros, as ações do município acontecem independente do percentual apontado pelo Liraa. "Trabalhamos constantemente com os agentes epidemiológicos nas ruas para controlarmos a proliferação do mosquito", disse. Desde o início do ano, mais de cem caixas d'água já foram distribuídas, além dos kits com protetor. Mesmo as ações não dando trégua, muito ainda deve ser feito, visto que, embora de apenas 0,4%, a oscilação foi para cima. De acordo com a Vigilância, está prevista para o próximo ano a articulação com as demais secretarias, como a Secretaria de Desenvolvimento Territorial, Serviços Urbanos e Ação Social, com o intuito de criar uma política generalizada de combate ao mosquito. Atualmente, mais de 120 agentes de endemias estão nas ruas e a previsão é que esse número seja ampliado no próximo ano. Allany Medeiros explica que a Vigilância irá retornar algumas campanhas que tiveram resultado significativos, como o mutirão da limpeza e o recolhimento de pneus. "Agente fecha uma parceria com os garis, e, anteriormente, conscientiza a comunidade para recolher tudo que possa servir de depósito para o mosquito. É uma forma de limpar por completo uma determina área", diz ela, completando que o acúmulo de pneus ainda é um grande entrave para o combate ao mosquito. O problema também levou a Secretaria de Saúde do Estado a intensificar as ações. Na última sexta-feira, profissionais da saúde dos municípios considerados críticos se reuniram em Natal para traçar estratégias de frear o problema da dengue. De acordo com o boletim da Sesap, estão em alerta 26 cidades potiguares, não constando Mossoró. Aparecem, no entanto, Natal e as cidades de Patu, Pau dos Ferros, Rafael Fernandes, Riacho de Santana e Rodolfo Fernandes. Clipping Cremern –13-12-2010-2 MATUTINO TRIBUNA DO NORTE – 13-12-2010 Secção: Panorama Política Link: http://blog.tribunadonorte.com.br/panoramapolitico/para-secretaria-de-saude-ana-tania-sampaio-e-a-mais-cotada/54474 Publicado no dia 13/12/10 PARA SECRETARIA DE SAÚDE, ANA TÂNIA SAMPAIO É A MAIS COTADA Para o cargo de secretária estadual de Saúde, a enfermeira Ana Tânia Sampaio é a mais cotada. A preferência da governadora eleita Rosalba Ciarlini era pelo médico Paulo Davim, deputado estadual e que assumirá o Senado a partir de fevereiro. Com a ida de Davim para Brasília, a alternativa de Rosalba poderá ser Ana Tânia Sampaio, que foi secretária municipal de Saúde da Prefeitura de Natal. TRIBUNA DO NORTE – 13-12-2010 Secção: Natal Por: Isaac Lira Link: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/pacientes-disputam-vaga-em-uti/167329 Publicado no dia 13/12/10 PACIENTES DISPUTAM VAGA EM UTI Separados por poucos metros e dois cômodos, Geraldo e José (nome fictício) compartilham angústias semelhantes. Entre a enfermaria e a sala de reanimação do Hospital Santa Catarina, na zona Norte de Natal, os dois sofrem a mesma espera: uma vaga na Unidade de Terapia Intensiva do maior hospital da zona Norte. Em 24 horas, um deles estará morto e o outro terá conseguido, entre tantos outros, um leito na unidade de saúde superlotada. Mas nesse ponto da história os dois ainda são parecidos. José está sentado, cansado, com dores no peito. Poucos minutos antes, estava desacordado, no chão de casa, quando foi levado para o Hospital pelo filho. O diagnóstico é duro: infarto. Mais um para se somar às duas pontes de safena conseguidas em 56 anos de vida. Contrastando com a gravidade do quadro, José está acomodado numa cadeira, no corredor, defronte à enfermaria. O plantonista já avisou que a UTI é necessária. Mas, como todos os dias, não será fácil conseguir. Geraldo Magela, de 67 anos, conhece bem essa dificuldade. No dia em questão – segunda-feira da semana passada – fazia 13 dias que o aposentado estava no Santa Catarina. O quadro é de pneumonia, o que para um senhor de 67 anos com um histórico de problemas de saúde, é algo preocupante. Desde o oitavo dia, Geraldo tem uma indicação para uma unidade de terapia intensiva. Sem vagas, a solução encontrada pela equipe de médicos foi improvisar a reanimação, com aparelhagem e enfermeiros. Geraldo Magela visivelmente definha. Como nenhum dos dois, e nem mesmo os companheiros de espera na fila da UTI, estão sozinhos nessa luta, os parentes ganham um papel importante a partir da primeira negativa. Cabe a eles pressionar o poder público para o cumprimento da obrigação constitucional de prover atendimento. Nesse ponto, as tensões chegam ao limite. Se por um lado o Hospital Santa Catarina, e qualquer outro da rede, é obrigado a atender, por outro os funcionários não têm como fazer milagres. Daí, surgem os conflitos. “E ele vai morrer ali?”. Essa foi a reação de Patrícia (Nome fictício) ao saber que era o corredor o local disponível para o seu irmão, José. A esse momento, o aposentado de 56 anos tinha dificuldades para suportar a falta de ar e as dores no peito. “Ele queria deitar no chão, mas eu não deixei. O médico disse que iria fazer o possível, com medicação, para controlar o caso”, relata Patrícia. Na frente de José, havia quatro pessoas, todas necessitando há mais tempo de terapia intensiva. Um deles, Geraldo Magela, estava praticamente no limite. Após seis dias de espera, Geraldo não conseguia mais falar, segundo conta sua sobrinha, Iara Souza, de 35 anos. Seu semblante, antes corado, agora estava pálido, com exceção de uma mancha vermelha que se destacava na sua testa. Há 13 dias não estava assim. Com um quadro de pneumonia, Geraldo teve, após sete dias na enfermaria, insuficiência cardiorespiratória. Foi aquele corre-corre, agravado pelo fato de que não havia vaga na UTI. As manchas arroxeadas na face era o mais preocupante. A própria sobrinha, técnica em enfermagem, anteviu o cenário. “É um sinal claro de AVC”, relembra. Iara Sousa não estava disposta a observar o tio morrer sem tentar de alguma forma um tratamento que lhe desse sobrevida. Alguém teria de dar uma resposta. Hospitais têm só 138 leitos de UTI A carência de leitos de UTI no Rio Grande do Norte, particularmente na capital, é motivo de uma ação na Justiça, capitaneada pela promotora da Saúde, Iara Pinheiro. O processo foi iniciado em abril e tenta “obrigar” o Estado e o Município de Natal a adequar o número de leitos ao mínimo estimado pela Organização Mundial de Saúde. Até agora Estado e Município não se adequaram às recomendações do Ministério Público. Em resumo, o problema que causa situações como as vivenciadas por Geraldo e José é a falta de leitos e a concentração em Natal. As tratativas do Ministério Público junto às secretarias de saúde datam de 2006. Desde então, a promotora Iara Pinheiro tenta negociar com o poder público o aumento de vagas, tanto com a criação de novos serviços quanto com a contratação em hospitais privados. Como não houve êxito no diálogo, a promotoria tentou a via judicial, por meio de uma ação civil pública. O mais recente capítulo da luta na Justiça teve o pedido acatado pela juíza da 3a. Vara da Fazenda Pública, Ana Cláudia Secundo, pela definição exata de quantos leitos existem no Estado e de quem é a responsabilidade por eles. O maior déficit está nos municípios. Como se sabe, Natal não conta com hospitais do Município, embora a Secretaria Municipal de Saúde tenha contratado junto a rede privada 20 leitos de UTI para compensar a carência. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, existem 138 leitos de UTI, sob responsabilidade do Estado, em todo o Rio Grande do Norte. Desse total, 102 estão em Natal. Isso significa uma concentração de pouco mais de 86% das vagas disponíveis em Natal. Esses números ficam distantes da projeção feita pelo Ministério Público, com base em dados da Sociedade de Terapia Intensiva do Rio Grande do Norte. Seriam necessários, de acordo com essa base de cálculo, entre 300 e 360 leitos no Estado, sendo entre 77 e 94 somente na capital. Esse é o cálculo do mínimo necessário. O Governo do Estado anunciou em setembro deste ano, com a criação do Hospital Rui Pereira, mais 14 leitos de terapia intensiva, mas até esse momento somente três foram viabilizados. E esses não servem para drenar a superlotação de hospitais como o Walfredo Gurgel e o Santa Catarina. “Essas três vagas são utilizadas para o público do próprio Hospital Rui Pereira, nas cirurgias vasculares e casos de diabetes”, diz Valmira Guedes, diretora do Hospital. Mais quatro leitos estão prontos para serem utilizados, mas faltam técnicos de enfermagem. Outras sete vagas estão em uma segunda sala de UTI, que necessita de aparelhamento adequado. O trabalho ficará para o próximo governo. Sobrinha pede que médico tire paciente da UTI O diretor administrativo do Hospital Santa Catarina, Carlos Leão, ouviu naquela segunda-feira um pedido difícil de atender. “A moça queria que o médico retirasse um paciente da UTI para colocar o seu parente”, diz. O raciocínio de Iara era simples: havia na terapia intensiva pacientes supostamente, na avaliação dela, em melhor estado de saúde que Geraldo Magela. “Não entendo como um diretor de hospital não tem poder para trocar um paciente numa UTI”, reclama Iara. Carlos Leão rebate: “Isso é uma coisa que depende do médico. Eu não posso me meter. Além disso, é quase impossível um médico retirar um paciente de uma UTI para colocar outro. E se o paciente retirado piorar? Quem vai responder?”. Esse é só um exemplo de como a carência de recursos pode azedar a relação entre usuários e profissionais. Os familiares e pacientes olham com emoção. É natural. Uma vida pode ser salva ou perdida, a depender de uma decisão como essa. Já os profissionais analisam com a frieza dos números. O número de leitos é limitado. Ocupou, acabou. Melhor passar outro momento. Não seria possível um novo momento para Geraldo Magela. Naquela mesma noite de segunda-feira, o monitoramento cardíaco do aposentado cessou o ruído agudo e arrastado que enchia o ar da sala de reanimação. Geraldo faleceu vítima de complicações de um acidente vascular cerebral, além da pneumonia, não debelada mesmo após quase 15 dias de tratamento. O tio de Iara Sousa morreu em meio a aparelhos e enfermeiros. Nenhum médico de prontidão. É impossível dizer se o aposentado sobreviveria caso houvesse uma UTI. Sorte diferente teve José na mesma segunda-feira, antes mesmo da agonia de Geraldo. Se pouco antes não havia vagas, José conseguiu, seis horas depois do primeiro antedimento, um lugar na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Santa Catarina. Sorte? Providência? A família preferiu não especular, assim como preferiu não divulgar os verdadeiros nomes. A justificativa é simples. O objetivo – a vaga em uma UTI – foi conseguido. E a divulgação das horas de agonia antes do desenrolar do caso poderia ser interpretada como “ingratidão”. Não atender significa risco de morte iminente Da mesma forma como a história de Geraldo e José mostra, a rotina dos hospitais potiguares para conviver com a escassez de vagas nas unidades de terapia intensiva é baseada em improvisos. Esse é um tipo de situação onde não é possível simplesmente deixar de atender. Se alguém tem uma dor de cabeça, procura um médico e não consegue atendimento, é possível “deixar para depois”. Todavia, casos de terapia intensiva merecem urgência. Não atender significa risco de morte iminente. Entre os locais com unidades improvidas para terapia intensiva, o Hospital Walfredo Gurgel merece destaque. Não poderia ser diferente. Trata-se da unidade de referência em atendimento de urgência. A equipe do Walfredo sofre como nenhuma outra os efeitos da falência do sistema. Para conseguir atender os pacientes, há pelo menos dois locais que funcionam frequentemente como UTI, embora não o sejam. São eles: o Centro de Recuperação de Operados e, como no Santa Catarina, a reanimação. Quando as UTIs estão lotadas – que acontece quase sempre – os médicos encaminham os pacientes para essas duas alas. No caso de até mesmo a reanimação e o CRO estarem sem vagas, é possível acomodar pessoas nas enfermarias. Os equipamentos necessários – ventilação mecânica para auxiliar na respiração ou monitores cardíacos, entre outros – estão presentes, assim como os enfermeiros. Não é possível dizer o mesmo a respeito do médico. De acordo com Sebastião Paulino, intensivista que atua no Hospital Walfredo Gurgel e em outros hospitais, a principal diferença entre estar acomodado em um desses locais improvisados e em uma UTI de fato é a presença do médico. “Em uma UTI o médico acompanha a todo momento a evolução do quadro do paciente. Isso faz toda a diferença. É preciso modificar a administração de certos medicamentos, como ajustar o funcionamento das máquinas. Somente um médico capacitado pode tomar essas decisões, que, no final, são fundamentais para a sobrevivência da pessoa em questão”, explica. O Hospital Walfredo Gurgel tem uma média de 10 a 15 pessoas diariamente na fila por um lugar na UTI. São pessoas com câncer, acidente vascular cerebral, vítimas de acidentes de moto e carro, violência urbana, etc. O procedência também é variada, com mais pessoas de Natal, mas algumas vindas dos quatro cantos do Estado. Todos os dias o plantonista da terapia intensiva recebe uma cópia, com nomes, origem, quando chegou ao hospital e quando foi solicitada a UTI. Pessoas esperam quatro, cinco dias por uma vaga. E morrem lentamente enquanto a vaga não chega. Morrem mesmo. Não há outra palavra para definir. TRIBUNA DO NORTE – 13-12-2010 Secção: Natal Por: Dr. Jorge Boucinhas - médico e professor da UFRN Link: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/hipertensao-sistemica-uma-grande-vila/167321 Publicado no dia 12/12/10 HIPERTENSÃO SISTÊMICA: UMA GRANDE VILÃ Dr. Jorge Boucinhas - médico e professor da UFRN Este Artigo conclui a revisão sobre Hipertensão Arterial Sistêmica revendo sumariamente mais alguns tratamentos alternativos. Atenção para o fato de que são todos naturais, e quem os indica sempre orienta quanto aos cuidados gerais com o corpo, principalmente no que tange à atividade física e à alimentação, pelo que alguns quiseram atribuir seus efeitos tão somente à perda ponderal o que não deixa de ter valor, de vez que bem se sabe que perda de peso moderada (de aproximadamente 10%) pode chegar a normalizar a TA. Uma análise de 11 estudos mostrou que a redução média de pressão arterial foi de 1,6mm na sistólica e 1,1 na diastólica. Tocando na Homeopatia, o próprio diagnóstico do paciente já leva em conta todas dimensões da doença (físicas, gerais e psíquicas), tornando-o um modo de ver a pessoa como um todo. O tratamento, portanto, levará a um equilíbrio geral do indivíduo e não apenas tratará sua doença. Entre outros locais de estudo, no London Royal Homeopathic Hospital tem-se buscado investigar cientificamente o efeito dos medicamentos preparados hahnemannianamente, mas ainda se carece de dados mais conclusivos. Não obstante continua-se a prescrição clínica, dita de sucesso significativo. Alguns dos medicamentos usados em pacientes incluem: Nux vomica, Sulphur, Avena sativa, Crataegus, Tabacum, Veratrum viride, Viscum album, Aurum metallicum, Baryta muriatica. Não vale a pena adentrar detalhes das indicações respectivas, já que fazem-se merecedoras de indicação por profissional. O campo dos medicamentos Florais é, quiçá, ainda mais movediço e, ele sim, tem-se mostrado particularmente impermeável a investigações científicas mais profundas. Originalmente seriam de considerar os remédios clássicos ingleses, do Dr. Bach (aliás, nome a ser corretamente pronunciado “béc”, à feição inglesa, e não, como se usa fazer, “bar”, à alemã!), tendo-se, com o tempo, seguido os Florais Californianos, os Australianos, os Espanhóis, os Franceses, os Argentinos (de Raff), os de SaintGermain, isto sem falar nos bem nacionais, de Minas, do Cerrado, da Amazônia, de Aleixo, e inúmeros mais. Falar neles em associação com doenças “físicas” seria duplamente temerário, de vez que tais medicamentos não só ainda não foram pesquisados em termos mais precisos como orientam-se preponderantemente por e para estados psíquicos. Não obstante, ao mesmo tempo tem-se que a relação estreita entre condições anímicas e a HAS sugere serem indicáveis em casos da mesma. Com relação à Musicoterapia as coisas têm sido melhor estudadas. Recentes estudos demonstraram bem que contribui para melhorar a qualidade de vida (QV) e o controle da pressão arterial, sinalizando que pode vir a representar um reforço na abordagem terapêutica do hipertenso. Um ensaio clínico que avaliou pacientes de ambos os sexos, com mais que 50 anos, portadores de HAS leve, em uso de medicação, dividiu-os em grupos experimental e controle. Ao primeiro, além do tratamento convencional, ofereceram-se sessões musicoterápicas semanais durante três meses, tendo-se observado melhora significativa na QV e no controle da TA, sinalizando que essa atividade pode representar um reforço na abordagem terapêutica em programas de atendimento multidisciplinar ao paciente hipertenso. No que diz respeito à Acupuntura, em que pese muitos detratores referirem-na por “acientífica” e mesmo muitos de seus praticantes acharem que não se presta a pesquisas precisas, os trabalhos que mostram seus efeito na HAS contam-se já por milhares. Grosso modo são oriundos da China, que já desponta como detentora de grande potencial no campo da investigação científica, secundando-se a ela a Rússia. Em um experimento publicado em 1997, 50 pessoas não tratadas com medicamentos anti-hipertensivos receberam Acupuntura e, em 30 minutos, tiveram uma queda na pressão arterial média de 169/107mmHg para 151/96, com uma diminuição da frequência cardíaca de 77 para 72 batimentos por minuto. Os níveis sanguíneos de renina (um hormônio relacionado à regulação da pressão arterial) também sofreram uma queda significativa. Outros estudos demonstraram que a técnica pode melhorar a função do lado esquerdo do coração, além de ser eficaz em pessoas em quem os medicamentos anti-hipertensivos não surtiram efeito. Pesquisadores da Califórnia também provaram que pode aliviar o aumento da TA causado pelo stress, pois naqueles que a receberam houve aumento de apenas 2,9mmHg durante os períodos estressantes, em vez dos 5,4 daqueles que não a receberam. Bem, o tema está concluso. Que tenha servido a algo. Até a próxima semana! DIÁRIO DE NATAL – 13-12-2010 Secção: Saúde Por: Dominique Lima Link: http://www.diariodenatal.com.br/2010/12/13/saude1_0.php Publicado no dia 12/12/10 RISCOS QUASE DESCONHECIDOS As trombofilias são caracterizadas pelas chances elevadas de entupimentos de vasos sanguíneos Raras e pouco conhecidas, as trombofilias são uma das principais causas de abortos tardios sucessivos, que acontecem no segundo e no terceiro trimestres de gestação. Caracterizado pelo aumento da predisposição a tromboses em mulheres, esse grupo de doenças dificulta o bom funcionamento da placenta, o que traz riscos para o feto. Mulheres com o problema também precisam tomar cuidados extras para diminuir as chances de entupimentos de vasos sanguíneos - que podem causar infarto, embolia pulmonar e acidente vascular cerebral (AVC) - durante a gravidez e as primeiras semanas após o parto. As trombofilias são compostas por um grupo de doenças, genéticas ou adquiridas e podem atingir mulheres de qualquer idade, com ou sem filhos. Por conta da baixa incidência na população feminina brasileira, só precisam de exames aquelas mulheres que tiveram trombose, passaram por um aborto tardio ou pelo menos dois precoces. A medida tem outra explicação. Ainda não se sabe exatamente a extensão da influência dessas doenças, principalmente as genéticas, nas chances de complicação no quadro de saúde das pacientes. "É difícil dizer a frequência exata das trombofilias no Brasil, porque muitas pessoas têm e não são diagnosticadas como sendo esse o quadro. Esses problemas são ainda afetados por fatores externos e por outras doenças ocasionais", afirma o hematologista de Brasília (DF), Sandro Pinheiro Melim. Além disso, o tratamento contra as trombofilias, que consiste no uso profilático de anticoagulantes, traz efeitos colaterais e riscos de complicações graves ao organismo. "O uso de anticoagulante pode levar a sangramentos e causar osteoporose. Além disso, o custo da medicação mais indicada, a heparina de baixo peso molecular, é muito alto", enumera o vice-presidente da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia de Brasília (DF), Alberto Zaconeta. Por isso é necessário ponderar os riscos da trombofilia e os do tratamento para desenhar a melhor estratégia para cada caso apresentado. Para aumentar a eficácia do medicamento, sugere-se evitar ao máximo os fatores externos que elevem o risco de excesso de coagulação. Alimentação correta, não fumar, evitar situações de imobilidade e praticar atividades físicas auxiliam a controlar as chances de trombose. Saiba mais Trombofilias hereditárias São alterações genéticas que causam desequilíbrio em algum dos fatores de coagulação. Além de raras, muitas vezes só causam trombose se associadas a outra situação de risco: l Fator V Leiden l Mutação do gene da protrombina l Alteração da enzima MTFHR l Deficiência da proteína S l Deficiência da proteína C l Deficiência da antitrombina 3 Trombofilias adquiridas São doenças e outras condições que aparecem em algum momento da vida e aumentam as chances de trombose. Entre elas, a mais frequente e importante é a síndrome do anticorpo antifosfolipídeo, porque aumenta sensivelmente as chances de trombose e de abortos sucessivos: l Síndrome do anticorpo antofosfolipídeo (Saaf) l Neoplasias (câncer) l Gravidez e pós-parto l Síndrome nefrótica (renal) l Algumas doenças hepáticas l Idade l Doença varicosa (varizes) l Obesidade Fatores de risco Há condições externas que aumentam as chances de trombose. Combinadas com trombofilias, podem aumentar para até 60% as chances de o indivíduo sofreruma trombose. l Fumo l Uso de hormônios femininos l Longos períodos de imobilização l Voos de média e longa duração (mais de quatro horas) l Cirurgias Fontes: hematologistas Alexandre Nonino e Sandro Pinheiro Melim, ginecologistas e obstetras Hitomi Miura Nakavaga, Alberto Zaconeta e Patrícia Varella. DIÁRIO DE NATAL – 13-12-2010 Secção: Saúde Por: Dominique Lima Link: http://www.diariodenatal.com.br/2010/12/13/saude1_1.php Publicado no dia 12/12/10 CONTROVÉRSIA NOS ESTUDOS SOBRE A DOENÇA O avanço das pesquisas sobre trombofilias nos últimos anos tem criado um ambiente de controvérsia entre especialistas. Como os estudos são recentes, houve muitas descobertas que levaram a mudanças no tratamento e nos diagnósticos da doença. "Há 15 anos, apenas 20% das tromboses causadas por trombofilia genética eram identificadas. Graças a pesquisas recentes, que descobriram novas trombofilias, atualmente 80% dos casos são diagnosticados", explica o hematologista Alexandre Nonino. Sabe-se, porém, que ainda existem tipos não descobertos da doença. É o que se acredita no caso da dona de casa Kátia Khallouf Bayeh, 29 anos. Há sete anos, Kátia teve um descolamento de placenta no sétimo mês de gravidez, que levou à morte do bebê. Quarenta e cinco dias depois do parto, sofreu uma trombose na perna esquerda. Depois de muitos exames, não foi encontrada nenhuma trombofilia. Mesmo sem saber qual era o problema exato, o tratamento de anticoagulante foi indicado na segunda gravidez, cinco anos depois, para evitar um novoaborto e uma nova trombose, o que não apresentou resultado. Apesar do tratamento, Kátia sofreu o mesmo tipo de descolamento logo no segundo mês de gestação - e uma trombose na perna algumas semanas depois. Com acompanhamento, o bebê nasceu prematuro e sobreviveu. As mesmas dificuldades também foram superadas na terceira gravidez, em que a caçula, hoje com 3 meses, também nasceu prematura. "Todas as vezes que fiquei grávida foram bastante traumáticas. As duas últimas, principalmente a terceira, lembravam a primeira vez. Graças aos médicos, à minha família e por conseguir o tratamento pelo SUS, deu tudo certo", conta. Outra questão em que as pesquisas ainda criam polêmica é o uso preventivo de anticoagulantes em mulheres com dificuldade de manter a gravidez. Segundo a ginecologista e vice-presidente da Região Centro-Oeste da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Hitomi Muira Nakavaga, a medicação era indicada para todas as pacientes com abortos não explicados. "Tal tipo de uso, no entanto, tem sidocriticado em pesquisas recentes por não aumentar as chances de evitar abortos em uma média que valesse os riscos do tratamento", alerta a especialista. DIÁRIO DE NATAL – 13-12-2010 Secção: Cidades Link: http://www.diariodenatal.com.br/2010/12/12/cidades12_0.php Publicado no dia 12/12/10 MARIA ALICE // ATENDIMENTO PEDAGÓGICO É IMPLANTADO O Hospital Estadual Maria Alice Fernandes e a Secretaria de Educação do município de Natal assinaram um convênio para implantação do projeto "Classe Hospitalar", que garante o atendimento pedagógico-educacional às crianças em tratamento de saúde. A partir de agora o Hospital Maria Alice Fernandes passa a contar oficialmente com um espaço exclusivo para o ensino regular das crianças e adolescentes que passam por tratamento de saúde. Durante o evento, foi assinado convênio entre a direção do hospital e a Secretaria de Educação de Natal. O convênio funciona da seguinte forma: o hospital cede seu espaço físico e a Secretaria de Educação fornece o material didático, mobiliário e um professor. O acordo tem a duração de 48 meses e as aulas irão acontecer todos os dias, no período da tarde. O hospital Maria Alice Fernandes é o único hospital pediátrico de toda a rede estadual, atendendo crianças dos 0 aos 14 anos de idade. Com 76 leitos cadastrados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a instituição se prepara para inaugurar mais cinco leitos de UTI. GAZETA DO OESTE – 13-12-2010 Secção: Cidades Link: http://www.gazetadooeste.com.br/cidades3.php Publicado no dia 12/12/10 NOVE MUNICÍPIOS DO RN SÃO CONTEMPLADOS COM O PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA (PSE) OESTE - Os municípios de Assu, Alto do Rodrigues, Campo Grande, Carnaubais, Itajá, Paraú, Porto do Mangue, Serra do Mel e Tibau foram contemplados com o Programa Saúde na Escola (PSE) de acordo com a Portaria Interministerial nº. 3.696, de 25 de novembro de 2010. Segundo a coordenadora regional do Programa Saúde na Escola (PSE) da II Ursap, Alda Sales Barbosa, os critérios para adesão dos municípios ao Programa Saúde na Escola (PSE) são municípios com Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), no ano de 2009, menor ou igual a 4,5 e que tenham 70% ou mais de cobertura populacional por Equipes Saúde da Família, com base na competência financeira de junho de 2010 e que possuam escolas participantes do Programa Mais Educação. "Após a Manifestação de Interesse, o município deverá enviar o Projeto Municipal de Saúde na Escola e o Termo de Adesão. Homologada a adesão ao PSE, o Ministério da Saúde publicará portaria de credenciamento dos municípios, que farão jus ao recebimento dos recursos financeiros e materiais", informa Alda Sales Barbosa. O PSE constitui estratégia para a integração e a articulação permanente entre as políticas e ações de educação e de saúde, com a participação da comunidade escolar, envolvendo intersetorialmente as equipes de saúde da família e da educação básica. "Para o município participar do Programa Saúde na Escola, é necessário que o ente público atenda aos critérios de adesão. Anualmente o Ministério da Saúde publica uma portaria que define os critérios. Para apoiar o desenvolvimento das ações do programa nos municípios, o Ministério da Saúde repassa fundo a fundo uma parcela anual, como incentivo financeiro. O valor corresponde a uma parcela extra do incentivo mensal às Equipes de Saúde da Família que atuam no programa", destaca a coordenadora. GAZETA DO OESTE – 13-12-2010 Secção: Cidades Link: http://www.gazetadooeste.com.br/cidades3.php Publicado no dia 12/12/10 HOSPITAL NECESSITA DE DOAÇÕES PARA NATAL DE PACIENTES Aproveitando o espírito das festas de fim de ano, o Hospital Severino Lopes (antiga Casa de Saúde Natal) está promovendo seu "Natal Solidário" arrecadando junto à sociedade natalense gêneros alimentícios e presentes para os portadores de transtornos mentais hospitalizados. As doações têm como objetivo viabilizar a festa de Natal dos pacientes, que será promovida no próximo dia 21, a partir das 14h30, na área de recreação da instituição. A festividade é aberta à sociedade, sendo voltada para os cerca de 220 portadores de transtornos mentais e dependentes químicos da entidade, contando também com a participação da família. Além de incluir e integrar a instituição ao espírito de confraternização natalina, o evento tem como intuito fazer com os pacientes se sintam mais amados e lembrados neste fim de ano. Para a equipe do hospital, "esta ação é um gesto de carinho e ternura para com os pacientes". Na programação da festa está previsto a apresentação de coral do hospital e peça natalina encenada pelos pacientes; com a coordenação do setor de terapia ocupacional. Apresentação de atrações externas, lanche e distribuições de presentes. As pessoas interessadas em contribuir podem entrar em contato com o setor de lazer e qualidade de vida do hospital, através do telefone (84) 4005-3279 ou 4005-3250, falar com Thélia Paiva ou deixar doações na instituição localizada na Av. Romualdo Galvão, 1402 - Tirol - Natal/RN. JORNAL DE FATO – 13-12-2010 Secção: Mossoró Link: http://defato.com/mossoro.php Publicado no dia 12/12/10 DENGUE: UMA ‘GUERRA’ CONTRA O MOSQUITO Os números de infestação predial divulgados nesta semana pelo Ministério da Saúde deixaram muitas cidades do Rio Grande do Norte em estado de alerta. Pelo Levantamento do Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), Mossoró e mais três cidades apareceram com percentual que os deixam em risco de surto, conforme o MS. Os trabalhos para vencer o mosquito são incessantes e contam com apoio da Vigilância à Saúde e a parceria da comunidade. Nesta semana, um mutirão de palestras começa a ser realizado pelos bairros considerados mais críticos, a fim de conscientizar os moradores das ações simples, mas "que fazem toda a diferença para evitar as larvas do mosquito", ressalta a diretora da Vigilância, Allany Medeiros. A primeira visita será feita ao bairro Ouro Negro (Zona Sul), onde as ações serão mais incisivas, incluindo o bloqueio do carro fumacê. Seguindo ainda pelos bairros Paredões, Barrocas e Bom Jardim. Mossoró fechará 2010 com cerca de 4,6 casas infestadas a cada cem residências. Embora o Governo Federal considere crítico, o percentual é positivo, visto que já chegou a 13% de infestação. Caiu para 9% e desde ano passado vem oscilando na segunda casa dos 4%. De acordo com Medeiros, as ações do município acontecem independente do percentual apontado pelo Liraa. "Trabalhamos constantemente com os agentes epidemiológicos nas ruas para controlarmos a proliferação do mosquito", disse. Desde o início do ano, mais de cem caixas d'água já foram distribuídas, além dos kits com protetor. Mesmo as ações não dando trégua, muito ainda deve ser feito, visto que, embora de apenas 0,4%, a oscilação foi para cima. De acordo com a Vigilância, está prevista para o próximo ano a articulação com as demais secretarias, como a Secretaria de Desenvolvimento Territorial, Serviços Urbanos e Ação Social, com o intuito de criar uma política generalizada de combate ao mosquito. Atualmente, mais de 120 agentes de endemias estão nas ruas e a previsão é que esse número seja ampliado no próximo ano. Allany Medeiros explica que a Vigilância irá retornar algumas campanhas que tiveram resultado significativos, como o mutirão da limpeza e o recolhimento de pneus. "Agente fecha uma parceria com os garis, e, anteriormente, conscientiza a comunidade para recolher tudo que possa servir de depósito para o mosquito. É uma forma de limpar por completo uma determina área", diz ela, completando que o acúmulo de pneus ainda é um grande entrave para o combate ao mosquito. O problema também levou a Secretaria de Saúde do Estado a intensificar as ações. Na última sexta-feira, profissionais da saúde dos municípios considerados críticos se reuniram em Natal para traçar estratégias de frear o problema da dengue. De acordo com o boletim da Sesap, estão em alerta 26 cidades potiguares, não constando Mossoró. Aparecem, no entanto, Natal e as cidades de Patu, Pau dos Ferros, Rafael Fernandes, Riacho de Santana e Rodolfo Fernandes. Clipping Cremern –13-12-2010-2 MATUTINO TRIBUNA DO NORTE – 13-12-2010 Secção: Panorama Política Link: http://blog.tribunadonorte.com.br/panoramapolitico/para-secretaria-de-saude-ana-tania-sampaio-e-a-mais-cotada/54474 Publicado no dia 13/12/10 PARA SECRETARIA DE SAÚDE, ANA TÂNIA SAMPAIO É A MAIS COTADA Para o cargo de secretária estadual de Saúde, a enfermeira Ana Tânia Sampaio é a mais cotada. A preferência da governadora eleita Rosalba Ciarlini era pelo médico Paulo Davim, deputado estadual e que assumirá o Senado a partir de fevereiro. Com a ida de Davim para Brasília, a alternativa de Rosalba poderá ser Ana Tânia Sampaio, que foi secretária municipal de Saúde da Prefeitura de Natal. TRIBUNA DO NORTE – 13-12-2010 Secção: Natal Por: Isaac Lira Link: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/pacientes-disputam-vaga-em-uti/167329 Publicado no dia 13/12/10 PACIENTES DISPUTAM VAGA EM UTI Separados por poucos metros e dois cômodos, Geraldo e José (nome fictício) compartilham angústias semelhantes. Entre a enfermaria e a sala de reanimação do Hospital Santa Catarina, na zona Norte de Natal, os dois sofrem a mesma espera: uma vaga na Unidade de Terapia Intensiva do maior hospital da zona Norte. Em 24 horas, um deles estará morto e o outro terá conseguido, entre tantos outros, um leito na unidade de saúde superlotada. Mas nesse ponto da história os dois ainda são parecidos. José está sentado, cansado, com dores no peito. Poucos minutos antes, estava desacordado, no chão de casa, quando foi levado para o Hospital pelo filho. O diagnóstico é duro: infarto. Mais um para se somar às duas pontes de safena conseguidas em 56 anos de vida. Contrastando com a gravidade do quadro, José está acomodado numa cadeira, no corredor, defronte à enfermaria. O plantonista já avisou que a UTI é necessária. Mas, como todos os dias, não será fácil conseguir. Geraldo Magela, de 67 anos, conhece bem essa dificuldade. No dia em questão – segunda-feira da semana passada – fazia 13 dias que o aposentado estava no Santa Catarina. O quadro é de pneumonia, o que para um senhor de 67 anos com um histórico de problemas de saúde, é algo preocupante. Desde o oitavo dia, Geraldo tem uma indicação para uma unidade de terapia intensiva. Sem vagas, a solução encontrada pela equipe de médicos foi improvisar a reanimação, com aparelhagem e enfermeiros. Geraldo Magela visivelmente definha. Como nenhum dos dois, e nem mesmo os companheiros de espera na fila da UTI, estão sozinhos nessa luta, os parentes ganham um papel importante a partir da primeira negativa. Cabe a eles pressionar o poder público para o cumprimento da obrigação constitucional de prover atendimento. Nesse ponto, as tensões chegam ao limite. Se por um lado o Hospital Santa Catarina, e qualquer outro da rede, é obrigado a atender, por outro os funcionários não têm como fazer milagres. Daí, surgem os conflitos. “E ele vai morrer ali?”. Essa foi a reação de Patrícia (Nome fictício) ao saber que era o corredor o local disponível para o seu irmão, José. A esse momento, o aposentado de 56 anos tinha dificuldades para suportar a falta de ar e as dores no peito. “Ele queria deitar no chão, mas eu não deixei. O médico disse que iria fazer o possível, com medicação, para controlar o caso”, relata Patrícia. Na frente de José, havia quatro pessoas, todas necessitando há mais tempo de terapia intensiva. Um deles, Geraldo Magela, estava praticamente no limite. Após seis dias de espera, Geraldo não conseguia mais falar, segundo conta sua sobrinha, Iara Souza, de 35 anos. Seu semblante, antes corado, agora estava pálido, com exceção de uma mancha vermelha que se destacava na sua testa. Há 13 dias não estava assim. Com um quadro de pneumonia, Geraldo teve, após sete dias na enfermaria, insuficiência cardiorespiratória. Foi aquele corre-corre, agravado pelo fato de que não havia vaga na UTI. As manchas arroxeadas na face era o mais preocupante. A própria sobrinha, técnica em enfermagem, anteviu o cenário. “É um sinal claro de AVC”, relembra. Iara Sousa não estava disposta a observar o tio morrer sem tentar de alguma forma um tratamento que lhe desse sobrevida. Alguém teria de dar uma resposta. Hospitais têm só 138 leitos de UTI A carência de leitos de UTI no Rio Grande do Norte, particularmente na capital, é motivo de uma ação na Justiça, capitaneada pela promotora da Saúde, Iara Pinheiro. O processo foi iniciado em abril e tenta “obrigar” o Estado e o Município de Natal a adequar o número de leitos ao mínimo estimado pela Organização Mundial de Saúde. Até agora Estado e Município não se adequaram às recomendações do Ministério Público. Em resumo, o problema que causa situações como as vivenciadas por Geraldo e José é a falta de leitos e a concentração em Natal. As tratativas do Ministério Público junto às secretarias de saúde datam de 2006. Desde então, a promotora Iara Pinheiro tenta negociar com o poder público o aumento de vagas, tanto com a criação de novos serviços quanto com a contratação em hospitais privados. Como não houve êxito no diálogo, a promotoria tentou a via judicial, por meio de uma ação civil pública. O mais recente capítulo da luta na Justiça teve o pedido acatado pela juíza da 3a. Vara da Fazenda Pública, Ana Cláudia Secundo, pela definição exata de quantos leitos existem no Estado e de quem é a responsabilidade por eles. O maior déficit está nos municípios. Como se sabe, Natal não conta com hospitais do Município, embora a Secretaria Municipal de Saúde tenha contratado junto a rede privada 20 leitos de UTI para compensar a carência. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, existem 138 leitos de UTI, sob responsabilidade do Estado, em todo o Rio Grande do Norte. Desse total, 102 estão em Natal. Isso significa uma concentração de pouco mais de 86% das vagas disponíveis em Natal. Esses números ficam distantes da projeção feita pelo Ministério Público, com base em dados da Sociedade de Terapia Intensiva do Rio Grande do Norte. Seriam necessários, de acordo com essa base de cálculo, entre 300 e 360 leitos no Estado, sendo entre 77 e 94 somente na capital. Esse é o cálculo do mínimo necessário. O Governo do Estado anunciou em setembro deste ano, com a criação do Hospital Rui Pereira, mais 14 leitos de terapia intensiva, mas até esse momento somente três foram viabilizados. E esses não servem para drenar a superlotação de hospitais como o Walfredo Gurgel e o Santa Catarina. “Essas três vagas são utilizadas para o público do próprio Hospital Rui Pereira, nas cirurgias vasculares e casos de diabetes”, diz Valmira Guedes, diretora do Hospital. Mais quatro leitos estão prontos para serem utilizados, mas faltam técnicos de enfermagem. Outras sete vagas estão em uma segunda sala de UTI, que necessita de aparelhamento adequado. O trabalho ficará para o próximo governo. Sobrinha pede que médico tire paciente da UTI O diretor administrativo do Hospital Santa Catarina, Carlos Leão, ouviu naquela segunda-feira um pedido difícil de atender. “A moça queria que o médico retirasse um paciente da UTI para colocar o seu parente”, diz. O raciocínio de Iara era simples: havia na terapia intensiva pacientes supostamente, na avaliação dela, em melhor estado de saúde que Geraldo Magela. “Não entendo como um diretor de hospital não tem poder para trocar um paciente numa UTI”, reclama Iara. Carlos Leão rebate: “Isso é uma coisa que depende do médico. Eu não posso me meter. Além disso, é quase impossível um médico retirar um paciente de uma UTI para colocar outro. E se o paciente retirado piorar? Quem vai responder?”. Esse é só um exemplo de como a carência de recursos pode azedar a relação entre usuários e profissionais. Os familiares e pacientes olham com emoção. É natural. Uma vida pode ser salva ou perdida, a depender de uma decisão como essa. Já os profissionais analisam com a frieza dos números. O número de leitos é limitado. Ocupou, acabou. Melhor passar outro momento. Não seria possível um novo momento para Geraldo Magela. Naquela mesma noite de segunda-feira, o monitoramento cardíaco do aposentado cessou o ruído agudo e arrastado que enchia o ar da sala de reanimação. Geraldo faleceu vítima de complicações de um acidente vascular cerebral, além da pneumonia, não debelada mesmo após quase 15 dias de tratamento. O tio de Iara Sousa morreu em meio a aparelhos e enfermeiros. Nenhum médico de prontidão. É impossível dizer se o aposentado sobreviveria caso houvesse uma UTI. Sorte diferente teve José na mesma segunda-feira, antes mesmo da agonia de Geraldo. Se pouco antes não havia vagas, José conseguiu, seis horas depois do primeiro antedimento, um lugar na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Santa Catarina. Sorte? Providência? A família preferiu não especular, assim como preferiu não divulgar os verdadeiros nomes. A justificativa é simples. O objetivo – a vaga em uma UTI – foi conseguido. E a divulgação das horas de agonia antes do desenrolar do caso poderia ser interpretada como “ingratidão”. Não atender significa risco de morte iminente Da mesma forma como a história de Geraldo e José mostra, a rotina dos hospitais potiguares para conviver com a escassez de vagas nas unidades de terapia intensiva é baseada em improvisos. Esse é um tipo de situação onde não é possível simplesmente deixar de atender. Se alguém tem uma dor de cabeça, procura um médico e não consegue atendimento, é possível “deixar para depois”. Todavia, casos de terapia intensiva merecem urgência. Não atender significa risco de morte iminente. Entre os locais com unidades improvidas para terapia intensiva, o Hospital Walfredo Gurgel merece destaque. Não poderia ser diferente. Trata-se da unidade de referência em atendimento de urgência. A equipe do Walfredo sofre como nenhuma outra os efeitos da falência do sistema. Para conseguir atender os pacientes, há pelo menos dois locais que funcionam frequentemente como UTI, embora não o sejam. São eles: o Centro de Recuperação de Operados e, como no Santa Catarina, a reanimação. Quando as UTIs estão lotadas – que acontece quase sempre – os médicos encaminham os pacientes para essas duas alas. No caso de até mesmo a reanimação e o CRO estarem sem vagas, é possível acomodar pessoas nas enfermarias. Os equipamentos necessários – ventilação mecânica para auxiliar na respiração ou monitores cardíacos, entre outros – estão presentes, assim como os enfermeiros. Não é possível dizer o mesmo a respeito do médico. De acordo com Sebastião Paulino, intensivista que atua no Hospital Walfredo Gurgel e em outros hospitais, a principal diferença entre estar acomodado em um desses locais improvisados e em uma UTI de fato é a presença do médico. “Em uma UTI o médico acompanha a todo momento a evolução do quadro do paciente. Isso faz toda a diferença. É preciso modificar a administração de certos medicamentos, como ajustar o funcionamento das máquinas. Somente um médico capacitado pode tomar essas decisões, que, no final, são fundamentais para a sobrevivência da pessoa em questão”, explica. O Hospital Walfredo Gurgel tem uma média de 10 a 15 pessoas diariamente na fila por um lugar na UTI. São pessoas com câncer, acidente vascular cerebral, vítimas de acidentes de moto e carro, violência urbana, etc. O procedência também é variada, com mais pessoas de Natal, mas algumas vindas dos quatro cantos do Estado. Todos os dias o plantonista da terapia intensiva recebe uma cópia, com nomes, origem, quando chegou ao hospital e quando foi solicitada a UTI. Pessoas esperam quatro, cinco dias por uma vaga. E morrem lentamente enquanto a vaga não chega. Morrem mesmo. Não há outra palavra para definir. TRIBUNA DO NORTE – 13-12-2010 Secção: Natal Por: Dr. Jorge Boucinhas - médico e professor da UFRN Link: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/hipertensao-sistemica-uma-grande-vila/167321 Publicado no dia 12/12/10 HIPERTENSÃO SISTÊMICA: UMA GRANDE VILÃ Dr. Jorge Boucinhas - médico e professor da UFRN Este Artigo conclui a revisão sobre Hipertensão Arterial Sistêmica revendo sumariamente mais alguns tratamentos alternativos. Atenção para o fato de que são todos naturais, e quem os indica sempre orienta quanto aos cuidados gerais com o corpo, principalmente no que tange à atividade física e à alimentação, pelo que alguns quiseram atribuir seus efeitos tão somente à perda ponderal o que não deixa de ter valor, de vez que bem se sabe que perda de peso moderada (de aproximadamente 10%) pode chegar a normalizar a TA. Uma análise de 11 estudos mostrou que a redução média de pressão arterial foi de 1,6mm na sistólica e 1,1 na diastólica. Tocando na Homeopatia, o próprio diagnóstico do paciente já leva em conta todas dimensões da doença (físicas, gerais e psíquicas), tornando-o um modo de ver a pessoa como um todo. O tratamento, portanto, levará a um equilíbrio geral do indivíduo e não apenas tratará sua doença. Entre outros locais de estudo, no London Royal Homeopathic Hospital tem-se buscado investigar cientificamente o efeito dos medicamentos preparados hahnemannianamente, mas ainda se carece de dados mais conclusivos. Não obstante continua-se a prescrição clínica, dita de sucesso significativo. Alguns dos medicamentos usados em pacientes incluem: Nux vomica, Sulphur, Avena sativa, Crataegus, Tabacum, Veratrum viride, Viscum album, Aurum metallicum, Baryta muriatica. Não vale a pena adentrar detalhes das indicações respectivas, já que fazem-se merecedoras de indicação por profissional. O campo dos medicamentos Florais é, quiçá, ainda mais movediço e, ele sim, tem-se mostrado particularmente impermeável a investigações científicas mais profundas. Originalmente seriam de considerar os remédios clássicos ingleses, do Dr. Bach (aliás, nome a ser corretamente pronunciado “béc”, à feição inglesa, e não, como se usa fazer, “bar”, à alemã!), tendo-se, com o tempo, seguido os Florais Californianos, os Australianos, os Espanhóis, os Franceses, os Argentinos (de Raff), os de SaintGermain, isto sem falar nos bem nacionais, de Minas, do Cerrado, da Amazônia, de Aleixo, e inúmeros mais. Falar neles em associação com doenças “físicas” seria duplamente temerário, de vez que tais medicamentos não só ainda não foram pesquisados em termos mais precisos como orientam-se preponderantemente por e para estados psíquicos. Não obstante, ao mesmo tempo tem-se que a relação estreita entre condições anímicas e a HAS sugere serem indicáveis em casos da mesma. Com relação à Musicoterapia as coisas têm sido melhor estudadas. Recentes estudos demonstraram bem que contribui para melhorar a qualidade de vida (QV) e o controle da pressão arterial, sinalizando que pode vir a representar um reforço na abordagem terapêutica do hipertenso. Um ensaio clínico que avaliou pacientes de ambos os sexos, com mais que 50 anos, portadores de HAS leve, em uso de medicação, dividiu-os em grupos experimental e controle. Ao primeiro, além do tratamento convencional, ofereceram-se sessões musicoterápicas semanais durante três meses, tendo-se observado melhora significativa na QV e no controle da TA, sinalizando que essa atividade pode representar um reforço na abordagem terapêutica em programas de atendimento multidisciplinar ao paciente hipertenso. No que diz respeito à Acupuntura, em que pese muitos detratores referirem-na por “acientífica” e mesmo muitos de seus praticantes acharem que não se presta a pesquisas precisas, os trabalhos que mostram seus efeito na HAS contam-se já por milhares. Grosso modo são oriundos da China, que já desponta como detentora de grande potencial no campo da investigação científica, secundando-se a ela a Rússia. Em um experimento publicado em 1997, 50 pessoas não tratadas com medicamentos anti-hipertensivos receberam Acupuntura e, em 30 minutos, tiveram uma queda na pressão arterial média de 169/107mmHg para 151/96, com uma diminuição da frequência cardíaca de 77 para 72 batimentos por minuto. Os níveis sanguíneos de renina (um hormônio relacionado à regulação da pressão arterial) também sofreram uma queda significativa. Outros estudos demonstraram que a técnica pode melhorar a função do lado esquerdo do coração, além de ser eficaz em pessoas em quem os medicamentos anti-hipertensivos não surtiram efeito. Pesquisadores da Califórnia também provaram que pode aliviar o aumento da TA causado pelo stress, pois naqueles que a receberam houve aumento de apenas 2,9mmHg durante os períodos estressantes, em vez dos 5,4 daqueles que não a receberam. Bem, o tema está concluso. Que tenha servido a algo. Até a próxima semana! DIÁRIO DE NATAL – 13-12-2010 Secção: Saúde Por: Dominique Lima Link: http://www.diariodenatal.com.br/2010/12/13/saude1_0.php Publicado no dia 12/12/10 RISCOS QUASE DESCONHECIDOS As trombofilias são caracterizadas pelas chances elevadas de entupimentos de vasos sanguíneos Raras e pouco conhecidas, as trombofilias são uma das principais causas de abortos tardios sucessivos, que acontecem no segundo e no terceiro trimestres de gestação. Caracterizado pelo aumento da predisposição a tromboses em mulheres, esse grupo de doenças dificulta o bom funcionamento da placenta, o que traz riscos para o feto. Mulheres com o problema também precisam tomar cuidados extras para diminuir as chances de entupimentos de vasos sanguíneos - que podem causar infarto, embolia pulmonar e acidente vascular cerebral (AVC) - durante a gravidez e as primeiras semanas após o parto. As trombofilias são compostas por um grupo de doenças, genéticas ou adquiridas e podem atingir mulheres de qualquer idade, com ou sem filhos. Por conta da baixa incidência na população feminina brasileira, só precisam de exames aquelas mulheres que tiveram trombose, passaram por um aborto tardio ou pelo menos dois precoces. A medida tem outra explicação. Ainda não se sabe exatamente a extensão da influência dessas doenças, principalmente as genéticas, nas chances de complicação no quadro de saúde das pacientes. "É difícil dizer a frequência exata das trombofilias no Brasil, porque muitas pessoas têm e não são diagnosticadas como sendo esse o quadro. Esses problemas são ainda afetados por fatores externos e por outras doenças ocasionais", afirma o hematologista de Brasília (DF), Sandro Pinheiro Melim. Além disso, o tratamento contra as trombofilias, que consiste no uso profilático de anticoagulantes, traz efeitos colaterais e riscos de complicações graves ao organismo. "O uso de anticoagulante pode levar a sangramentos e causar osteoporose. Além disso, o custo da medicação mais indicada, a heparina de baixo peso molecular, é muito alto", enumera o vice-presidente da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia de Brasília (DF), Alberto Zaconeta. Por isso é necessário ponderar os riscos da trombofilia e os do tratamento para desenhar a melhor estratégia para cada caso apresentado. Para aumentar a eficácia do medicamento, sugere-se evitar ao máximo os fatores externos que elevem o risco de excesso de coagulação. Alimentação correta, não fumar, evitar situações de imobilidade e praticar atividades físicas auxiliam a controlar as chances de trombose. Saiba mais Trombofilias hereditárias São alterações genéticas que causam desequilíbrio em algum dos fatores de coagulação. Além de raras, muitas vezes só causam trombose se associadas a outra situação de risco: l Fator V Leiden l Mutação do gene da protrombina l Alteração da enzima MTFHR l Deficiência da proteína S l Deficiência da proteína C l Deficiência da antitrombina 3 Trombofilias adquiridas São doenças e outras condições que aparecem em algum momento da vida e aumentam as chances de trombose. Entre elas, a mais frequente e importante é a síndrome do anticorpo antifosfolipídeo, porque aumenta sensivelmente as chances de trombose e de abortos sucessivos: l Síndrome do anticorpo antofosfolipídeo (Saaf) l Neoplasias (câncer) l Gravidez e pós-parto l Síndrome nefrótica (renal) l Algumas doenças hepáticas l Idade l Doença varicosa (varizes) l Obesidade Fatores de risco Há condições externas que aumentam as chances de trombose. Combinadas com trombofilias, podem aumentar para até 60% as chances de o indivíduo sofreruma trombose. l Fumo l Uso de hormônios femininos l Longos períodos de imobilização l Voos de média e longa duração (mais de quatro horas) l Cirurgias Fontes: hematologistas Alexandre Nonino e Sandro Pinheiro Melim, ginecologistas e obstetras Hitomi Miura Nakavaga, Alberto Zaconeta e Patrícia Varella. DIÁRIO DE NATAL – 13-12-2010 Secção: Saúde Por: Dominique Lima Link: http://www.diariodenatal.com.br/2010/12/13/saude1_1.php Publicado no dia 12/12/10 CONTROVÉRSIA NOS ESTUDOS SOBRE A DOENÇA O avanço das pesquisas sobre trombofilias nos últimos anos tem criado um ambiente de controvérsia entre especialistas. Como os estudos são recentes, houve muitas descobertas que levaram a mudanças no tratamento e nos diagnósticos da doença. "Há 15 anos, apenas 20% das tromboses causadas por trombofilia genética eram identificadas. Graças a pesquisas recentes, que descobriram novas trombofilias, atualmente 80% dos casos são diagnosticados", explica o hematologista Alexandre Nonino. Sabe-se, porém, que ainda existem tipos não descobertos da doença. É o que se acredita no caso da dona de casa Kátia Khallouf Bayeh, 29 anos. Há sete anos, Kátia teve um descolamento de placenta no sétimo mês de gravidez, que levou à morte do bebê. Quarenta e cinco dias depois do parto, sofreu uma trombose na perna esquerda. Depois de muitos exames, não foi encontrada nenhuma trombofilia. Mesmo sem saber qual era o problema exato, o tratamento de anticoagulante foi indicado na segunda gravidez, cinco anos depois, para evitar um novoaborto e uma nova trombose, o que não apresentou resultado. Apesar do tratamento, Kátia sofreu o mesmo tipo de descolamento logo no segundo mês de gestação - e uma trombose na perna algumas semanas depois. Com acompanhamento, o bebê nasceu prematuro e sobreviveu. As mesmas dificuldades também foram superadas na terceira gravidez, em que a caçula, hoje com 3 meses, também nasceu prematura. "Todas as vezes que fiquei grávida foram bastante traumáticas. As duas últimas, principalmente a terceira, lembravam a primeira vez. Graças aos médicos, à minha família e por conseguir o tratamento pelo SUS, deu tudo certo", conta. Outra questão em que as pesquisas ainda criam polêmica é o uso preventivo de anticoagulantes em mulheres com dificuldade de manter a gravidez. Segundo a ginecologista e vice-presidente da Região Centro-Oeste da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Hitomi Muira Nakavaga, a medicação era indicada para todas as pacientes com abortos não explicados. "Tal tipo de uso, no entanto, tem sidocriticado em pesquisas recentes por não aumentar as chances de evitar abortos em uma média que valesse os riscos do tratamento", alerta a especialista. DIÁRIO DE NATAL – 13-12-2010 Secção: Cidades Link: http://www.diariodenatal.com.br/2010/12/12/cidades12_0.php Publicado no dia 12/12/10 MARIA ALICE // ATENDIMENTO PEDAGÓGICO É IMPLANTADO O Hospital Estadual Maria Alice Fernandes e a Secretaria de Educação do município de Natal assinaram um convênio para implantação do projeto "Classe Hospitalar", que garante o atendimento pedagógico-educacional às crianças em tratamento de saúde. A partir de agora o Hospital Maria Alice Fernandes passa a contar oficialmente com um espaço exclusivo para o ensino regular das crianças e adolescentes que passam por tratamento de saúde. Durante o evento, foi assinado convênio entre a direção do hospital e a Secretaria de Educação de Natal. O convênio funciona da seguinte forma: o hospital cede seu espaço físico e a Secretaria de Educação fornece o material didático, mobiliário e um professor. O acordo tem a duração de 48 meses e as aulas irão acontecer todos os dias, no período da tarde. O hospital Maria Alice Fernandes é o único hospital pediátrico de toda a rede estadual, atendendo crianças dos 0 aos 14 anos de idade. Com 76 leitos cadastrados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a instituição se prepara para inaugurar mais cinco leitos de UTI. GAZETA DO OESTE – 13-12-2010 Secção: Cidades Link: http://www.gazetadooeste.com.br/cidades3.php Publicado no dia 12/12/10 NOVE MUNICÍPIOS DO RN SÃO CONTEMPLADOS COM O PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA (PSE) OESTE - Os municípios de Assu, Alto do Rodrigues, Campo Grande, Carnaubais, Itajá, Paraú, Porto do Mangue, Serra do Mel e Tibau foram contemplados com o Programa Saúde na Escola (PSE) de acordo com a Portaria Interministerial nº. 3.696, de 25 de novembro de 2010. Segundo a coordenadora regional do Programa Saúde na Escola (PSE) da II Ursap, Alda Sales Barbosa, os critérios para adesão dos municípios ao Programa Saúde na Escola (PSE) são municípios com Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), no ano de 2009, menor ou igual a 4,5 e que tenham 70% ou mais de cobertura populacional por Equipes Saúde da Família, com base na competência financeira de junho de 2010 e que possuam escolas participantes do Programa Mais Educação. "Após a Manifestação de Interesse, o município deverá enviar o Projeto Municipal de Saúde na Escola e o Termo de Adesão. Homologada a adesão ao PSE, o Ministério da Saúde publicará portaria de credenciamento dos municípios, que farão jus ao recebimento dos recursos financeiros e materiais", informa Alda Sales Barbosa. O PSE constitui estratégia para a integração e a articulação permanente entre as políticas e ações de educação e de saúde, com a participação da comunidade escolar, envolvendo intersetorialmente as equipes de saúde da família e da educação básica. "Para o município participar do Programa Saúde na Escola, é necessário que o ente público atenda aos critérios de adesão. Anualmente o Ministério da Saúde publica uma portaria que define os critérios. Para apoiar o desenvolvimento das ações do programa nos municípios, o Ministério da Saúde repassa fundo a fundo uma parcela anual, como incentivo financeiro. O valor corresponde a uma parcela extra do incentivo mensal às Equipes de Saúde da Família que atuam no programa", destaca a coordenadora. GAZETA DO OESTE – 13-12-2010 Secção: Cidades Link: http://www.gazetadooeste.com.br/cidades3.php Publicado no dia 12/12/10 HOSPITAL NECESSITA DE DOAÇÕES PARA NATAL DE PACIENTES Aproveitando o espírito das festas de fim de ano, o Hospital Severino Lopes (antiga Casa de Saúde Natal) está promovendo seu "Natal Solidário" arrecadando junto à sociedade natalense gêneros alimentícios e presentes para os portadores de transtornos mentais hospitalizados. As doações têm como objetivo viabilizar a festa de Natal dos pacientes, que será promovida no próximo dia 21, a partir das 14h30, na área de recreação da instituição. A festividade é aberta à sociedade, sendo voltada para os cerca de 220 portadores de transtornos mentais e dependentes químicos da entidade, contando também com a participação da família. Além de incluir e integrar a instituição ao espírito de confraternização natalina, o evento tem como intuito fazer com os pacientes se sintam mais amados e lembrados neste fim de ano. Para a equipe do hospital, "esta ação é um gesto de carinho e ternura para com os pacientes". Na programação da festa está previsto a apresentação de coral do hospital e peça natalina encenada pelos pacientes; com a coordenação do setor de terapia ocupacional. Apresentação de atrações externas, lanche e distribuições de presentes. As pessoas interessadas em contribuir podem entrar em contato com o setor de lazer e qualidade de vida do hospital, através do telefone (84) 4005-3279 ou 4005-3250, falar com Thélia Paiva ou deixar doações na instituição localizada na Av. Romualdo Galvão, 1402 - Tirol - Natal/RN. JORNAL DE FATO – 13-12-2010 Secção: Mossoró Link: http://defato.com/mossoro.php Publicado no dia 12/12/10 DENGUE: UMA ‘GUERRA’ CONTRA O MOSQUITO Os números de infestação predial divulgados nesta semana pelo Ministério da Saúde deixaram muitas cidades do Rio Grande do Norte em estado de alerta. Pelo Levantamento do Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), Mossoró e mais três cidades apareceram com percentual que os deixam em risco de surto, conforme o MS. Os trabalhos para vencer o mosquito são incessantes e contam com apoio da Vigilância à Saúde e a parceria da comunidade. Nesta semana, um mutirão de palestras começa a ser realizado pelos bairros considerados mais críticos, a fim de conscientizar os moradores das ações simples, mas "que fazem toda a diferença para evitar as larvas do mosquito", ressalta a diretora da Vigilância, Allany Medeiros. A primeira visita será feita ao bairro Ouro Negro (Zona Sul), onde as ações serão mais incisivas, incluindo o bloqueio do carro fumacê. Seguindo ainda pelos bairros Paredões, Barrocas e Bom Jardim. Mossoró fechará 2010 com cerca de 4,6 casas infestadas a cada cem residências. Embora o Governo Federal considere crítico, o percentual é positivo, visto que já chegou a 13% de infestação. Caiu para 9% e desde ano passado vem oscilando na segunda casa dos 4%. De acordo com Medeiros, as ações do município acontecem independente do percentual apontado pelo Liraa. "Trabalhamos constantemente com os agentes epidemiológicos nas ruas para controlarmos a proliferação do mosquito", disse. Desde o início do ano, mais de cem caixas d'água já foram distribuídas, além dos kits com protetor. Mesmo as ações não dando trégua, muito ainda deve ser feito, visto que, embora de apenas 0,4%, a oscilação foi para cima. De acordo com a Vigilância, está prevista para o próximo ano a articulação com as demais secretarias, como a Secretaria de Desenvolvimento Territorial, Serviços Urbanos e Ação Social, com o intuito de criar uma política generalizada de combate ao mosquito. Atualmente, mais de 120 agentes de endemias estão nas ruas e a previsão é que esse número seja ampliado no próximo ano. Allany Medeiros explica que a Vigilância irá retornar algumas campanhas que tiveram resultado significativos, como o mutirão da limpeza e o recolhimento de pneus. "Agente fecha uma parceria com os garis, e, anteriormente, conscientiza a comunidade para recolher tudo que possa servir de depósito para o mosquito. É uma forma de limpar por completo uma determina área", diz ela, completando que o acúmulo de pneus ainda é um grande entrave para o combate ao mosquito. O problema também levou a Secretaria de Saúde do Estado a intensificar as ações. Na última sexta-feira, profissionais da saúde dos municípios considerados críticos se reuniram em Natal para traçar estratégias de frear o problema da dengue. De acordo com o boletim da Sesap, estão em alerta 26 cidades potiguares, não constando Mossoró. Aparecem, no entanto, Natal e as cidades de Patu, Pau dos Ferros, Rafael Fernandes, Riacho de Santana e Rodolfo Fernandes. Assessoria de Comunicação do Cremern Telefone: 4006-5343 Contatos: Casciano Vidal: 9990-1473 Ana Carmem: 9909-4100
 
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