Rede dos Conselhos de Medicina
CONSULTA PARA AMPLIAR FAIXA ETÁRIA DE DOADORES DE SANGUE ESTÁ DISPONÍVEL - Leia mais notícias no Clipping Cremern 07/06/2010
TRIBUNA DO NORTE CONSULTA PARA AMPLIAR FAIXA ETÁRIA DE DOADORES DE SANGUE ESTÁ DISPONÍVEL Um documento que prevê a inclusão de jovens de 16 e 17 anos (mediante autorização dos pais) e de idosos entre 65 e 68 anos como possíveis doadores de sangue já está disponível para consulta pública. Atualmente, apenas pessoas com idade entre 18 e 65 anos estão autorizadas a fazer doação. Por ano, são coletadas 3,5 milhões de bolsas de sangue no país. Com a ampliação, a expectativa é de que cerca de 13,9 milhões de pessoas sejam estimuladas a doar sangue – aproximadamente 1,8% da população brasileira. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que para manter os estoques regulares de sangue é preciso que entre 1% e 3% da população faça doação regularmente. Assim, o ideal seria que o país coletasse, anualmente, 5,7 milhões de bolsas. A proposta – disponível para consulta pública até 2 de agosto – prevê ainda que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fique responsável pelo controle e pela fiscalização dos serviços de coleta de sangue, e não mais o próprio Ministério da Saúde. Outra novidade é um atendimento mais humanizado aos doadores, sobretudo às pessoas com necessidades especiais. Além da instalação de rampas de acesso, haverá uma triagem realizada por um profissional habilitado em linguagem de sinais e distribuição de material informativo em braille. Para doar sangue, o voluntário deve procurar o hemocentro mais próximo de sua residência. Antes de doar, o candidato passa por uma entrevista médica para controle de qualidade do sangue coletado. Em cada doação são retirados, em média, 450 mililitros de sangue. O ideal é que cada pessoa doe duas vezes ao ano. Fonte: Agência Brasil CIRURGIA PLÁSTICA E ACEITAÇÃO SOCIAL Vez por outra acontece de uma paciente ir ao meu consultório com idéia de fazer uma cirurgia plástica, mas sem saber exatamente em que parte. “O que o senhor acha que devo mudar para ficar mais bonita?”, perguntam, explicando que “chegou a idade da cirurgia plástica” e que “as amigas estão todas correndo para os consultórios”. A história ilustra uma característica desconcertante da época em que vivemos. Submeter-se a uma plástica tornou-se símbolo de status – quase uma obrigação entre homens, mas principalmente mulheres, de classes sociais mais abonadas. Embora ganhe a vida como cirurgião e adore tornar as pessoas mais bonitas e confiantes por meio do meu bisturi, me inquieta perceber que muitos pacientes procuram a plástica para cumprir um certo rito social. Há ainda os que vão ao cirurgião como quem procura o emissor de um passaporte para o sucesso, numa sociedade hedonista, em que a beleza tornou-se característica vital para o êxito na profissão e a conquista da felicidade. Nós, cirurgiões, não podemos tanto... Como posso dizer a uma pessoa que característica física ela deve mudar para “ficar melhor”? Só deve ser modificado algo que incomoda, não há como saber isso pelo outro. O cirurgião não deve ser visto como alguém capaz de limpar imperfeições conforme o padrão estético vigente. E a cirurgia plástica não pode ser encarada como um modismo, até porque seu resultado é duradouro. Cabe ao cirurgião ajudar a tornar pessoas melhores dentro do que são, sem descaracterizá-las. Não me canso de dizer: não adianta ter a boca da atriz x, o nariz da y, o seios da z, se eles não combinam com o tipo físico da paciente. Nestes casos, perde-se o padrão de naturalidade e harmonização. Vejo que muitas pacientes buscam uma beleza idealizada na esperança de mimetizar, junto com as características físicas das artistas, a vida glamourosa que elas levam. Nada mais equivocado. A maioria das pessoas não sabe que boa parte das celebridades adora fazer plástica e dizer que não fez e quase sempre declara nas revistas que “usa só uns creminhos”, “quase não se exercita” e “come de tudo” para construir uma imagem delineada por especialistas em comunicação e marketing. Deuses do Olimpo são bonitos por natureza, diz o mito; atores famosos são os olimpianos do nosso tempo. Que os nossos pacientes saibam disso e saibam ser críticos e conscientes, na hora de procurar uma cirurgia. Usada na época e na dose certa, uma cirurgia plástica produz excelente efeito na melhoria da qualidade de vida das pessoas. Não nos cabe dar sentido à vida de nossos pacientes, mas constituir condições favoráveis para que eles próprios encontrem o sentido e a essência de vida que podem estar perdidos. » Saúde... Complica-se a cada dia a situação da comunidade da Zona Oeste de Natal, que compreende os bairros Quintas, Nordeste, Dix-Sept Rosado, Bom Pastor, Nossa Senhora de Nazaré, Felipe Camarão, Cidade Nova, Guarapes e Planalto. Há cerca de dois meses, a unidade de saúde da Cidade da Esperança está com problemas na rede elétrica. Resultado: quem precisa de atendimento médico tem que ir ao distante posto de Cidade Satélite, ou Rocas. » ...À beira... O serviço SAMU é excelente, bacana mesmo. Maaasss...faltam melhores condições de trabalho e mais profissionais. As ambulâncias disponíveis não atendem mais a demanda – são 9 USB (que não necessitam de médicos nas emergências) e 3 USA (espécie de UTI móvel). » ...do... Resultado: escolher quem viverá... Domingo retrasado, por três vezes não houve ambulância disponível para atender aos muitos casos, nem motolância. Dia em que, por coincidência, cinco morreram vítimas de acidente de moto na Zona Norte. O feriado de quinta também foi de insuficiência no atendimento. » ...Colapso Dia trágico não só para uma família, mas também para médicos traumatizados pela ‘escolha de Sofia’. Na mesma hora, aconteceram dois casos graves e só havia uma USA para atender: um bebê de dois meses em primeira convulsão epilética e uma senhora, 76 anos, sem conseguir respirar. Salvou-se o bebê... OMS DECIDE MANTER ALERTA Brasília - A Organização Mundial de Saúde (OMS) decidiu manter o alerta de pandemia da influenza A (H1N1) - gripe suína. A decisão foi tomada pela diretora-geral da organização, Margaret Chan. O alerta mundial teve início no ano passado. O comitê de emergência da OMS avaliou que a pandemia deve continuar e os países devem manter medidas para controlar a nova gripe. Os especialistas voltam a se reunir em julho para colher informações sobre a incidência da doença, durante o inverno no Hemisfério Sul, período em que as temperaturas caem e a circulação do vírus aumenta. Até o final de maio, foram registradas 18.138 mortes no mundo em decorrência da doença, que se alastra em mais de 214 países. O Brasil encerrou na última quarta-feira (2) a campanha nacional de vacinação contra a doença. De acordo com dados do Ministério da Saúde, mais de 74,2 milhões de brasileiros foram imunizados. Apesar do encerramento oficial da campanha, o ministério recomendou que os municípios continuem a vacinar grupos prioritários em que a cobertura mínima de 80% não foi alcançada - crianças de 2 anos a menores de 5 anos, adultos saudáveis de 30 a 39 anos e gestantes. De janeiro a maio deste ano, 64 pessoas morreram no Brasil por causa da influenza A (H1N1) – gripe suína. No ano passado - quando não havia a vacina - foram 2.051 mortes em todo o país. O ministro José Gomes Temporão espera melhorar o percentual de vacinação das crianças de 2 e menos de 5 anos no próximo dia 12, data da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite. Nesse dias, elas também poderão ser imunizadas contra a gripe. “Vamos vacinar as crianças contra o [Influenza] H1N1. No mesmo momento em que toma as duas gotinhas da pólio, toma a vacina do H1N1. Estou seguro que vamos chegar ao inverno, período de maior circulação do vírus, muito bem protegidos”, disse Temporão. Em relação aos adultos de 30 a 39 anos, caberá às secretarias de saúde estabelecer uma estratégia para cumprir a meta. O ministro atribuiu a baixa adesão desses dois grupos (crianças e adultos) ao fato de terem sido os últimos a ingressarem no calendário de vacinação. PLANOS DE SAÚDE TEMEM IMPACTO DAS NOVAS MEDIDAS A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) instituiu a inclusão de 50 procedimentos médicos e 16 procedimentos odontológicos na cobertura de planos de saúde privados. A notícia é boa para os usuários desses planos que, a partir de segunda-feira, terão acesso a transplante de médula óssea, implante de marcapasso multissítio, entre outros serviços. Contudo, os planos de saúde veem a medida com preocupação. O temor é que os novos procedimentos causem um desequilíbrio financeiro nas empresas, pois algumas dessas “novidades” são consideradas caras. A partir de segunda-feira, as novas regras entram em vigor. De acordo com o vice-presidente da Unimed-RN, Marcos Jácome, que falou através de sua Assessoria de Imprensa, o grande problema é que a elevação dos custos (novos procedimentos significam mais gastos) não é repassada no aumento anual de tarifa. Em outras palavras, prover o serviço aos usuários ficou mais caro, contudo esse aumento não será acompanhado pelo preço que os usuários pagam pelo Plano de Saúde. “Quem vai pagar por essa elevação dos custos? Isso pode causar desequilíbrios financeiros nas empresas que operam planos de saúde, porque são gastos não previstos”, se pronunciou Marcos Jácome. O preço pago pelo plano de saúde é calculado a partir do número de procedimentos obrigatórios. Daí, tira-se o custo e o que deve ser cobrado aos clientes. Nesse caso, o aumento do número de procedimentos traz uma elevação desses custos. De acordo com a Assessoria da Unimed, a previsão é que os novos procedimentos aumentem em cerca de 4,5% o gasto dos planos de saúde, o mesmo percentual da última modificação, no início do ano. A reclamação dos planos de saúde está focada no aumento do preço cobrado ao consumidor, que não acompanha o crescimento das obrigações na cobertura. A expectativa é que esse reajuste seja de 4%, o que para representantes de planos de saúde repõe “apenas” a inflação desde o último reajuste. “A inclusão de novos procedimentos não entra nessa conta. Para repor essa perda, somente com um reajuste de pelo menos 8%”, informou a Unimed. Serão beneficiados com a resolução da ANS aqueles que adquiriram planos de saúde a partir de dois de janeiro de 1999, data em que entrou em vigor a lei de regulamentação do setor de saúde suplementar. Cerca de 44 milhões de pessoas terão benefícios com as alterações. No Rio Grande do Norte, segundo dados da ANS, entre 10% e 20% da população é coberta por algum tipo de plano de assistência médica. DIÁRIO DE NATAL DNA EXTRAÍDO DE OSSOS CARBONIZADOS Nova técnica descoberta na França e validada recentemente no Brasil promete facilitar o trabalho dos peritos O exame de DNA é uma das maneiras mais eficazes desenvolvidas pela ciência para identificar uma pessoa, sendo muito usado em investigações criminais - quando são comparados vestígios, como sangue ou cabelo, à genética de vítimas e de suspeitos -, na identificação de corpos ou na determinação do parentesco ou não entre dois indivíduos. Por isso, há uma preocupação constante da ciência forense em desenvolver novas formas de determinar essa marca registrada de cada um. É o caso de uma pesquisa desenvolvida na Universidade Positivo de Curitiba (PR), que validou no Brasil uma técnica de extração de DNA a partir de ossos carbonizados, em decomposição ou esqueletizados. A nova metodologia, que promete resultados num curto espaço de tempo, obteve sucesso em 85,7% das amostras analisadas, todas extraídas de material com alto grau de degradação. Foram analisados oito ossos dos quais o DNA não pôde ser obtido pelas técnicas tradicionais. Em sete deles, o método obteve sucesso. O estudo foi conduzido pelo coordenador do curso de farmácia da universidade, Hemerson Bertassoni Alves, com a participação de duas alunas. O trabalho serviu para validar no país um equipamento desenvolvido pela empresa francesa Bertin. Os resultados positivos deram origem a um protocolo internacional forense. Isso significa que a partir de agora qualquer laboratório poderá utilizar a metodologia. "Havia feito alguns contatos anteriormente com representantes da empresa e recebi o convite para validar o equipamento aqui no Brasil. Fui o primeiro a desenvolver a técnica e fazer os primeiros testes. No momento, estamos aguardando a publicação do trabalho numa revista internacional", afirma Alves. A pesquisa contou com apoio do Instituto de Criminalística de Curitiba, que concedeu a ossada para a investigação. Segundo Alves, a extração do material genético de ossos humanos é um dos grandes problemas da ciência forense. "Realizar essa extração não é nada fácil, pois os ossos são matrizes minerais e as células ficam incrustradas nelas",explica o especialista, que também é perito criminal no Paraná. O especialista explica que o maior aliado da nova técnica é o movimento de precessão, também realizado pela Terra. "No geral, o fenômeno nada mais é do que a mudança gradual da direção do eixo de rotação da Terra. No nosso caso, o DNA é extraído a partir da colisão de esferas de aço e porcelana movidas em diversas direções, que destrói as células presentes mesmo em ossos carbonizados", destaca. RESULTADOS EM CURTO ESPAÇO DE TEMPO E COM MAIOR QUALIDADE Além dos resultados significativos, a máquina apresentou resultados em um espaço de tempo bem menor do que o método conhecido como fenol-clorofórmio. Segundo o especialista, o que era feito em 24 horas pode ficar pronto em cerca de 50 segundos. "Com isso, há uma velocidade maior na conclusão de inquéritos policiais e obviamente na identificação do cadáver", afirma. O professor da Universidade Positivo diz que alguns casos muito complicados para os peritos, como o acidente com o avião da TAM que explodiu depois de não conseguir pousar no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo (SP), em 2007, teriam sido mais simples se a tecnologia já existisse. "Com certeza, a técnica seria de grande utilidade para a identificação dos corpos das vítimas", afirma. Inicialmente, foram testados apenas ossos no equipamento francês, mas Alves acredita que ele poderá ajudar na extração do DNA de outros materiais, como sêmen e manchas de sangue. Aluna do curso de farmácia na época da pesquisa, Daphne Toledo investigou a máquina exaustivamente. "Esse novo aparelho é fundamentado no movimento de precessão, realizando alguns ciclos com alta velocidade. Ele certamente pode ser útil na investigação de vários tipos de materiais, pois além dos ciclos com velocidades diferentes, possui vários tamanhos e tipos de esferas, podendo ser ajustados a qualquer outro material", destaca. Fique por dentro Investigação A ciência forense consiste na aplicação de técnicas científicas inseridas dentro de um processo legal. Os vestígios encontrados por profissionais, nem sempre vistos a olho nu, podem ajudar na solução de crimes e no auxílio de vítimas, entre outros casos. Recentes avanços da ciência têm contribuído bastante para o aperfeiçoamento da prática, a exemplo do teste de DNA - avaliação e identificação do material genético. A ciência forense também tem se destacado na mídia, graças a filmes e séries inspirados na realidade. CONTRA AUMENTO DE PLANOS Além de pedir nulidade do reajuste à Justiça, Ibedec reivindica devolução de valor pago Idosos de todo o país que se sentirem lesados por aumentos abusivos dos planos de saúde poderão aderir às ações coletivas que serão movidas pelo Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec), em Brasília, contra todas operadoras com registro na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Com base no Estatuto do Idoso, Constituição Federal e Código de Defesa do Consumidor (CDC), o Ibedec vai pedir a nulidade dos reajustes considerados ilegais e exigir a devolução dos valores supostamente indevidos pagos por pessoas acima de 60 anos, que tiveram o plano reajustado a partir dessa faixa etária mais de uma vez por ano. O Ibedec decidiu propor as ações coletivas diante da quantidade de reclamações dos idosos que sofrem aumentos acima de 100% após mudar de faixa etária. De acordo com José Geraldo Tardin, presidente do Ibedec, existe jurisprudência no Superior Tribunal de Justiça (STJ), definindo que o Estatuto do Idoso tem aplicabilidade sobre todosos contratos de planos de saúde, inclusive os que tenham sido contratados antes da lei entrar em vigor, em outubro de 2008. "Muitas vezes as empresas aplicam dois reajustes por ano superiores à capacidade de pagamento do idoso com o objetivo de expulsá-lo do plano de saúde", denuncia. Tardin cita o exemplo de uma consumidora que foi surpreendida ao completar 60 anos com um reajuste de 130,14% no plano de saúde, passando a mensalidade de R$ 262,73 para R$ 606,31 no mesmo ano. Ele destaca que o desrespeito das operadoras ao Estatuto do Idoso acontece em todo o país. Diante desse fato, o Ibedec resolveu convocar as pessoas prejudicadas no Brasil para aderirem às ações coletivas. Além do Estatuto, Tardin destaca os princípios constitucionais que consideram o idoso hipossuficiente e o CDC que define como abusiva qualquer cláusula contratual que deixe o consumidor em desvantagem. Além disso, a resolução nº 63 da ANS estabelece que os planos de saúde podem reajustar seus preços decorrentes da variação de idade, respeitando dez faixas etárias, sendo a primeira de 0 a 18 anos e a última de 59 a mais. Pela resolução da agência, o valor da última faixa não pode ser superior a seis vezes o valor da primeira. Segundo o Ibedec, essa variação em geral é desrespeitada pela maioria das empresas. Para aderir às ações coletivas, os idosos devem entrar em contato por e-mail com o Ibedec ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ) e encaminhar pelos Correios as cópias dos documentos (CPF, RG, contrato do plano, comprovante de pagamento antes e depois do aumento). O endereço do Ibedec é CLS 414, Bloco C, loja 27, Brasília. Dicas Como aderir à ação coletiva - Entrar em contato com o Ibedec através do e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. e repassar as dúvidas sobre o reajuste do seu plano de saúde - Enviar ao Ibedec cópias do CPF, da carteira de identidade, do contrato do plano de saúde e dos boletos de pagamento antes e depois do reajuste da mensalidade - É preciso se associar ao Ibedec para participar da ação coletiva O que o Ibedec vai pedir - Que seja aplicado o Estatuto do Idoso para todos os contratos de planos de saúde - A aplicação do Código de Defesa do Consumidor (CDC) para proibir o reajuste por mudança de idade após 60 anos - Que os idosos que já pagaram com reajuste abusivo tenham direito à devolução corrigida pelo INPC Fonte: Ibedec SE LIGUE NAS DICAS Boletim // Consumo e Saúde Tatuagens mal feitas causam danos à saúde, como alergias, infecções e intoxicações. Para dar mais segurança a este procedimento, a Anvisa tornou obrigatório o registro dos produtos, acessórios, aparelhos e agulhas. O Boletim Consumo e Saúde, do Departamento Nacional de Defesa do Consumidor (DPDC) e Anvisa, traz informações para sua segurança e as providências que devem ser tomadas. O DPDC e a Ouvidoria da Anvisa lançaram uma publicação eletrônica mensal de educação sanitária e cidadã. Trata-se do informativo Consumo e Saúde que aborda um tema relevante por edição, esclarecendo a diferença entre as irregularidades e a exigência legal. O objetivo é contribuir para o fortalecimento da consciência social e favorecer a divulgação dos direitos da população, estimulando uma postura crítica do consumidor. Para conferir a Consumo e Saúde, basta acessar o endereço http://www.anvisa.gov.br/institucional/ouvidoria/consumo_saude/index.htm. OTIMISMO CONTRA A DOENÇA Diagnosticada com hepatite C, a bancária Ana Paula de Barcellos fez um vídeo para desmitificar o problema Considerada um grave problema de saúde em todo o mundo, a infecção crônica pela hepatite C atinge pelo menos 3 milhões de pessoas no Brasil, segundo cálculos da Organização Mundial da Saúde (OMS). Trata-se de uma doença de difícil tratamento, em alguns casos sem cura. A bancária Ana Paula de Barcellos, 32 anos, bem sabe o árduo caminho para enfrentá-la. Diagnosticada em agosto de 2005, ela encara o problema de frente e luta pela desmistificação da enfermidade. Fundadora de um site com informações sobre o vírus C (www.animando-c.com.br), Ana Paula decidiu fazer um microdocumentário, com cenas do seu dia a dia e relatos de amigos, para mostrar que é possível levar uma vida normal mesmo com a grave inflamação no fígado. Intitulado Hepatite C, sem medo, o vídeo, dirigido e produzido pelo produtor cultural Heraldo Palmeira, também tem a missão de incentivar a realização do exame para detectar a presença do vírus no organismo. A preocupação de Ana Paula em estimular o diagnóstico precoce faz sentido. Dos cerca de 3 milhões de portadores da doença, pelo menos 95% não sabem que têm a enfermidade. "A hepatite C não é só silenciosa nos sintomas, mas também na sociedade", lembra a bancária, assinalando que a infecção é, muitas vezes, assintomática. O desejo de ajudar outros portadores, familiares e amigos das pessoas que convivem com a hepatite C foi despertado em abril do ano passado com a criação do blog Animando-C. Com o pseudônimo Flor, Ana Paula indicava sites e alimentava seu espaço na internet com informações úteis sobre a doença. Depois de ser entrevistada pelo jornal Correio Braziliense para uma reportagem publicada em 19 de maio de 2009, Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, a bancária decidiu compartilhar sua experiência sem recorrer mais ao nome fictício. "Não achei que fosse coerente lutar contra o preconceito e me esconder. Resolvi aparecer e contar para todo mundo", diz. Com quase 17 minutos de duração, o microdocumentário conta com a participação especial do maestro João CarlosMartins, protagonista de uma impressionante história de superação em relação a diversos problemas de saúde. "Para muitos, a hepatite C parece algo preocupante. Para Ana, a doença significa o começo. O grande segredo da vida é você conseguir ultrapassar barreiras que parecem intransponíveis", diz o maestro. Sem sintomas O que é? A hepatite C é uma doença crônica que ataca o fígado. A maioria dos contaminados não sabe que sofre do mal, devido a ausência de sintomas. Causada pelo vírus C, a doença em si não é aguda. Entre os infectados, 80% desenvolvem a hepatite crônica, que evolui para a cirrose hepática, que, por sua vez, pode se tornar um câncer de fígado. Números Atualmente, há cerca de 200 milhões de portadores ou doentes crônicos em todo o planeta (3% da população), segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, de acordo com a OMS, 3 milhões de brasileiros têm a doença. Como o vírus ataca? O vírus C da hepatite é imunologicamente invisível. As defesas orgânicas (linfócitos T e B) que compõem a barreira imunológica não conseguem identificá-lo. Dessa forma, esse vírus transpõe a barreira sem ser detectado. Os vírus atacam as células e misturam seu material genético com elas, obrigando-as a produzir novos vírus. O processo é repetido tantas vezes que a célula hospedeira explode. Os novos vírus vão infectar outras células. Transmissão do vírus C - Hemodiálise - Compartilhamento de agulhas - Profissionais que lidam com pacientes sem os devidos cuidados - Contato sexual - Transfusão de sangue Sintomas A doença não apresenta qualquer sintoma. Boa parte das pessoas portadoras do vírus C da hepatite só descobre que está infectada quando já apresenta o quadro de cirrose hepática. Os sinais são: - Icterícia (Síndrome de várias moléstias) - Emagrecimento - Manchas escuras nas pernas - Aumento do volume abdominal - Inchaço nas pernas Tratamento Em média, dura um ano e o paciente não precisa ficar em repouso. É feito com o uso combinado de dois medicamentos - o Interferon associado à substância Ribavarina, que são distribuídos gratuitamente pelo Ministério da Saúde. As bebidas alcoólicas são proibidas. Efeitos colaterais do tratamento Dores nos músculos, articulações e febre. Esses sintomas podem ser combatidos com simples analgésicos e antitérmicos. Em raros casos, alguns pacientes apresentam depressão e queda de cabelo. APOIO DA FAMÍLIA É ESSENCIAL NESTES CASOS Ana Paula descobriu a doença no mesmo momento em que a tia, Lia Marteletto, 53 anos, também portadora da hepatite C, aguardava na fila por um transplante de fígado. "Hoje ela está curada e transplantada", explica Lea Marteletto, 51, mãe de Ana Paula e irmã de Lia. "Não sei de onde minha filha tira tanta garra." Recém-casada à época do diagnóstico, a bancária teve medo de que a doença interferisse em seu relacionamento. "Mas foi só receio mesmo. Meu marido me apoia em tudo", conta a bancária, que acredita ter sido infectada em 1986, aos 8 anos, numa transfusão de sangue. O tratamento não foi iniciado imediatamente. Em 2005, a bancária não se encaixava nos critérios estabelecidos pelo protocolo do Ministério da Saúde para receber gratuitamente o medicamento. "Só pude começar a tomar o remédio em 2008. Foram 27 semanas e muitos efeitos colaterais", lembra Ana Paula, que ainda não conseguiu se curar. Hoje, a pequena Amanda, de 2 anos, é seu principal estímulo contra o desânimo. Ela deve tentar um novo tratamentoem 2012, quando serão disponibilizadas novas drogas para o tratamento. Para se ter uma ideia da gravidade da hepatite C no Brasil, basta comparar os números da enfermidade com o de casos de HIV. Enquanto estima-se que aproximadamente 630 mil brasileiros sejam portadores do HIV - sendo que, deste total, 180 mil têm acesso ao tratamento - apenas 25 mil pessoas procuraram as unidades de saúde para se curar da hepatite C. "É um número baixo. O grande problema é que a hepatite C é silenciosa, sem sintomas. E, geralmente, quando a pessoa descobre já fica difícil de alcançar a cura", afirma o coordenador do Programa Nacional de Hepatites Virais, Ricardo Gadelha. A saga de Ana Paula contra a hepatite C conta com o importante apoio de seu médico particular, o infectologista José David Urbáez, integrante do Núcleo de Hepatites Virais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. "Ele extrapolou os limites de um profissional", diz. PARA NÃO RESTAR DÚVIDA Informar-se sobre os procedimentos necessários antes de se realizar um exame clínico é fundamental Todos os dias, hospitais e centros laboratoriais espalhados pelo país recebem milhares de pacientes que precisam se submeter aos mais diferentes tipos de exames clínicos. A intenção é sempre a mesma: conferir como andam diversos aspectos do organismo, seja em uma ação preventiva ou para detectar possíveis alterações no sistema, permitindo apontar, com maior precisão, um diagnóstico médico. Porém, em meio à expectativa, muitas pessoas deixam de se informar sobre os procedimentos prévios necessários e que, se não forem observados, muitas vezes, podem acabar comprometendo o resultado. O médico do Centro de Diagnósticos Brasil (CDB) Paulo Campana conta que os erros nos preparativos se dão, na maioria das vezes, por inibição dos próprios pacientes, que deixam de questionar sobre os cuidados que se deve ter antes do procedimento, ou mesmo por conhecimentos pré-concebidos de forma equivocada e que acabam sendo tomados como verdades por muita gente. "A questão do jejum é, sem dúvida, a que levanta o maior número de questionamentos. Muita gente acredita que para todos os exames é preciso estar em jejum completo, mas isso não é mais verdade. Exames de hemograma simples, por exemplo, dispensam o jejum", explica o especialista. A médica Maria da Conceição Alves, 39 anos, por exemplo, não precisou se manter longe da comida antes de fazer o seu exame de sangue. "Para o fim que preciso não foi necessário, mas sei que para outros tipos é fundamental o jejum para não comprometer o resultado", diz. Já a estudante Francine Soares, 18, teve que ficar 12 horas de boca fechada para realizar a coleta de sangue. "É um hemograma completo", conta. Para quem deseja analisar as dosagens de triglicérides e colesterol, por exemplo, são necessárias 12 horas de jejum, enquanto a aferição de glicose exige entre oito e 12 horas. Campana também aponta o dedo para uma informação tida como absoluta por muitas pessoas: que o melhor horário para se realizar o exame é pela manhã. "Na verdade, essa é uma filosofia que vem de muito tempoe que lota os departamentos de exames de hospitais e laboratórios durante esse período", ri. "Nem todos os testes precisam ser feitos pela manhã. Desde que obedeçam ao tempo estipulado de jejum, alguns podem ser colhidos, à tarde, sem problemas", explica. "É claro que a pessoa não pode comer uma feijoada e ir fazer exame", acrescenta, apontando que o tempo ideal para a ingestão de carboidratos varia entre oito e 12 horas, enquanto o de gordura é de 10 horas. O médico conta que as principais alterações assinaladas por conta da quebra do jejum antes da realização de exames são relacionadas às taxas de triglicérides. "Esse é um tipo de exame que exige um jejum mais longo, pois temos que analisar se a causa de qualquer alteração encontrada se deu pela produção não habitual da substância no organismo. Caso o paciente tenha se alimentado, o fígado pode passar a produzir mais colesterol e prejudicar o resultado", analisa. Fique por dentro Análise do sangue O hemograma é um exame que analisa as variações quantitativas e morfológicas dos elementos figurados do sangue e, como outros exames, complementa dados clínicos que auxiliam o médico na formulação de um diagnóstico. Ele analisa, entre outras coisas, a quantidade de hemácias, importante para a observação de quadro de anemias, e da qualidade das hemácias, suficiente para confirmar alguma hipótese diagnóstica como nos casos de drepanocitose ou anemia falciforme. BEBER ÁGUA NÃO ATRAPALHA EXAMES Outra dúvida que surge relacionada à questão do jejum é se a ingestão de água ou de remédios pode interferir no resultado de exames. Os especialistas garantem que, a não ser que o médico exija especificamente a não ingestão do líquido, beber água não traz qualquer prejuízo ao procedimento. Assim como remédios de uso contínuo. "Já recebi paciente para fazer exame que estava hipertenso por não ter tomado o medicamento com medo de quebrar o período de jejum", comenta Paulo Campana, lembrando, no entanto, que outros medicamentos podem causar interferências, sim. Produtos que contêm dipirona podem fazer com que o resultado da creatinina dê mais baixo do que o real, dependendo do método utilizado; por isso, o ideal é evitar o medicamento nos três dias anteriores ao exame. E quanto a fazer exercícios físicos? De acordo com o hematologista responsável pelo núcleo técnico do Exame Medicina Diagnóstica/Data, Sandro Melim, esforços físicos fazem com que o organismo produza ácido lático, quebrando células e ocasionando aliberação de enzimas e eletrólitos no sangue, alterando diferentes taxas analisadas durante os testes. O ideal é aguardar algumas horas para o organismo se recompor. A técnica Zuleica Aparecida, responsável pelo setor de hemoglobina do laboratório, explica que, atualmente, todo o procedimento de aferição das amostras coletadas é feito num processo automatizado, sem nenhum contato humano - o que minimiza os erros. "Porém, quando notamos alguma taxa exageradamente alterada, a própria máquina que realiza o exame nos avisa. Assim, coletamos o sangue em lâmina para examiná-lo em microscópio", conta. Segundo Sandro Melim, por conta de resultados de exames alterados significativamente - que podem ter sido prejudicados pelo fato de os pacientes não seguirem as instruções antes de realizarem os exames -, o laboratório tem que entrar em contato, em média, com 15 pacientes por dia. "Muitas vezes, notamos taxas anormais. Por isso, questionamos as pessoas que foram atendidas sobre o que elas fizeram, tomaram ou comeram antes de realizar os exames", comenta. "Não é que o resultado esteja errado, é que ele foi influenciado por outros fatores externos que procuramos analisar", aponta. Melim lembra a importância de as pessoas sanarem todas as dúvidas com os médicos e os atendentes dos laboratórios. "Existem alguns tabus que as pessoas tomam como verdades, mas não são. Cabe aos profissionais da área, como médicos e atendentes de laboratórios, orientar sobre os procedimentos necessários e corretos para a realização de cada exame", comenta. DÚVIDAS MAIS COMUNS Quebrar o jejum interfere no exame de sangue? Sim. Com exceção do hemograma simples, a maioria dos exames de sangue exige jejum. Para a dosagem de triglicérides e colesterol, por exemplo, são necessárias 12 horas de jejum. Já para a dosagem de glicose, entre oito e 12 horas. Por isso, vale a pena prestar atenção nas recomendações feitas durante o agendamento do exame. Remédios interferem em exames laboratoriais? Alguns, sim. Os antibióticos e os anti-inflamatórios, por exemplo, interferem nos testes de coagulação do sangue, normalmente solicitados em pré-operatórios. Portanto, quaisquer que sejam os remédios que esteja tomando, avise o atendente. Caso algum deles interfira, você terá que conversar com o médico sobre a possibilidade de suspendê-lo por alguns dias. Se a interrupção não for possível, esse dado terá que ser levado em conta na avaliação do resultado. Pode-se fazer exame de sangue com gripe, resfriado ou febre? Sim. Alguns exames, aliás, são solicitados exatamente porque a pessoa está com febre.A intenção é verificar se alguma infecção é a responsável. Porém, em algumas circunstâncias, a causa da febre pode interferir nos exames destinados a avaliar aspectos matabólicos e imunológicos. Por cautela, consequentemente, consulte o seu médico ou o laboratório antes de fazer o exame. Esforço físico pode atrapalhar? Alguns, sim. Por exemplo, os de glicemia e dosagem de fator VIII de coagulação. Tanto que, antes de fazê-los, o paciente não pode ter se submetido a qualquer esforço físico. Além disso, é importante lembrar que os exames laboratoriais são padronizados para a realização em condições ideais e bem definidas. Em consequência, exames feitos após esforços terão eventualmente valores diferentes dos que o usuário apresenta em condições normais. Bebidas alcoólicas alteram resultados de exames? Sim, especialmente o de triglicérides. Uma dose de uísque, uma cerveja ou um copo de vinho na véspera é suficiente para elevar os níveis, alterando os resultados. Apesar de menor intensidade, o álcool altera, inclusive, o colesterol. Por isso, o ideal é, antes do exame, ficar três dias sem ingerir qualquer bebida alcóolica. Quais os cuidados com a alimentação para os resultados de exames de triglicérides serem confiáveis? Para alcançar níveis satisfatórios para o diagnóstico, o paciente deve manter a dieta habitual durante os 15 dias que antecedem os exames. Porém é fundamental o jejum de 12 a 16 horas para a realização da coleta do sangue. Apenas a primeira urina da manhã deve ser utilizada no exame? Somente se o médico solicitar, pois ela é mais concentrada (para aferição de cortezol, ferro, hormônio do crescimento, entre outros). Se isso não acontecer, a urina pode ser colhida em qualquer horário do dia, mas com um cuidado antes do exame: de preferência, permanecer duas horas sem urinar. Dará o volume ideal para uma boa coleta. O ideal é que seja colhida em frasco apropriado, fornecido pelo laboratório ou adquirido em farmácia. Exames que pedem jejum têm que ser feitos sempre de manhã? Nem todos. Desde que obedeça ao tempo estipulado de jejum, alguns podem ser colhidos em outros momentos do dia sem problemas. Fonte: Laboratório Lacle / Exame/ Data / Centro de Diagnósticos Brasil POLIOMIELITE // DIA 12 TEM PRIMEIRA ETAPA DE VACINAÇÃO A Secretaria Estadual de Saúde realiza no próximo sábado a primeira etapa da campanha de vacinação contra a poliomielite. A campanha ocorre em todo o país com a meta de vacinar 16 milhões de crianças menores de cinco anos. Numa referência à Copa do Mundo, o slogan da campanha é 'Vacinou, é gol. Vamos vestir a camisa da vacinação infantil'. A segunda etapa será realizada no dia 14 de agosto. Durante a primeira fase da campanha também acontecerá a Chamada Neonatal - que tem como objetivo a obtenção de informações sobre a atenção pré-natal, parto e puerpério, e assistência a saúde das crianças menores de um ano no âmbito dos municípios do Pacto pela Redução da Mortalidade Infantil. A meta é colher as informações de uma amostra representativas de 30 mil crianças menores de um ano que moram em 256 municípios do Nordeste e da Amazônia Legal. No Rio Grande do Norte, os municípios que pertencem ao pacto são: Natal, Currais Novos, Macaíba, Mossoró, Ceará-Mirim, Caicó, Pau dos Ferros, São Gonçalo do Amarante e Parnamirim. A chamada, que ocorre entre 8h e 17h do dia 12, nas unidades básicas de saúde sorteadas para amostragem, terá a aplicação de questionário e avaliação do peso e do comprimento das crianças. O projeto é desenvolvido pelo Ministério da Saúde e Fundação Oswaldo Cruz, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde. GAZETA DO OESTE DIA 'D' DA CAMPANHA CONTRA A POLIOMIELITE OCORRERÁ DIA 12 E ATENDERÁ 20 MIL CRIANÇAS Após a Campanha Nacional de Vacinação contra H1N1, o Ministério da Saúde dará início em todo o país, à primeira etapa da Campanha Nacional contra a Poliomielite (paralisia infantil). A ação já começou a ser programada e terá neste ano o slogan "Vacinar, é gol! Vamos vestir a camisa da Vacinação Infantil". Segundo Norma Sena, coordenadora de Vacinação do Departamento da Vigilância à Saúde, em Mossoró, quase 20 mil crianças de até cinco anos de idade devem ser imunizadas contra a polio, paralisia infantil. A campanha que será promovida pelo Ministério da Saúde, através da Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações, do Departamento de Vigilância Epidemiológica, Secretaria de Vigilância em Saúde, Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP), II Unidade Regional de Saúde Pública (II URSAP) e Secretarias Municipais de Saúde terá o Dia "D", dia 12 deste mês, sábado. Já a segunda etapa será realizada no dia 14 de agosto. Segundo a coordenadora do Programa de Imanizações da II Ursap, Magnólia Solano, a recomendação é de que todas as crianças de zero a menores de cinco anos devem ir aos postos de saúde e Unidades Básicas de Saúde (UBS) para tomar a dose oral da vacina, independente de tê-la recebido anteriormente. A expectativa é de que pelo menos 95% deste público sejam imunizados. A campanha, realizada há 31 anos no Brasil é promovida com o objetivo de manter o país livre da doença. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil está livre da poliomielite há 21 anos, desde 1989, quando o último caso da doença foi registrado, na cidade de Souza, na Paraíba. Como ainda existe o risco do poliovírus ser reintroduzido no Brasil, através da entrada no país de casos vindos de lugares endêmicos, o Programa Nacional de Imunização trabalha com a prevenção. PAÍSES ENDÊMICOS — Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) demonstram que 26 países no mundo ainda registram casos de poliomielite, sendo quatro desses endêmicos: Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão. Por isso campanhas precisam ser realizadas todos os anos para garantir que a doença não volte a se manifestar. A estratégia acontece anualmente, em duas etapas, com intervalos de dois meses, independente do estado vacinal anterior, alerta a coordenadora Magnólia Solano. A população de crianças na jurisdição da II Ursap menores de cinco anos de idade a vacinar em cada uma das etapas é de 46.347 crianças. Em Mossoró a população a ser vacinada será de 19.437 crianças. SAMU SE ORGANIZA PARA A DEMANDA DESTE MÊS O mês de junho é considerado um dos mais agitados do ano. O período em que acontecerá ao mesmo tempo Mossoró Cidade Junina e Copa do Mundo de Futebol, merece atenção especial por parte das autoridades e dos serviços de emergência. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) começou a se preparar para trabalhar dobrado no mês de junho, disponibilizando veículos, médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e toda uma estrutura completa para dar assistência aos forrozeiros que precisarem de atendimento na Estação das Artes Elizeu Ventania ou até mesmo aos torcedores que estarão nos bares e restaurantes assistindo os jogos do Brasil no mundial na África do Sul. De acordo com Luís Gomes, diretor do Samu, as ações já estão programadas e as escalas definidas. Ele conta que, além das viaturas do órgão que ficarão de sobreaviso e preparadas paras as ocorrências, a Prefeitura Municipal de Mossoró também disponibilizará mais três veículos durante todos os dias em que tenha festa. "Ficará uma ambulância próximo ao local das quadrilhas juninas, outra na Cidadela onde acontece o Chuva do Bala e outra na Estação", detalha o médico. Como de costume em tempos de Mossoró Cidade Junina, uma equipe completa para atendimento médico também ficará a postos no Hospital Comunidade Saúde, localizada ao lado da Estação das Artes. O médico Luís Gomes se mostra preocupado em relação às festividades neste mês. "Acredito que este ano tenha mais uso de bebidas alcoólicas e consequentemente mais ocorrências que são os acidentes e as queimaduras com fogos de artifício", complementa. O MOSSOROENSE HEMOCENTRO INICIA CAMPANHA PARA INCENTIVAR NOVOS DOADORES DE SANGUE DURANTE O PERÍODO DE FESTAS JUNINAS O Hemocentro inicia amanhã a campanha "Neste São João verde e amarelo faça um gol pela solidariedade. Doe Sangue". A meta do órgão é colher mil bolsas de todos os tipos de sangue durante o período junino. De acordo com a assistente social do Hemocentro, Esiran Targino, a campanha foi idealizada pelo Ministério da Saúde (MS) em parceria com os Hemocentros do país. "Durante o mês de junho o número de doações diminui bastante devido às festas. Pois, uma das condicionantes para coleta do sangue é o doador ter descansado na noite anterior. Por isso, pedimos que a população antes de festejar o São João venha doar sangue em um dos pontos de coleta, cumprindo com o papel de cidadão", explica Esiran. A assistente social revela que além de estar ajudando ao próximo o doador se beneficia com a obtenção de exames gratuitos. "Devemos ter consciência que doar sangue é salvar vidas. Além disso, cada vez que uma pessoa doa também é beneficiada, pois são realizados 11 exames sorológicos e o doador recebe o levantamento minucioso da saúde", afirma a profissional. Para doar sangue é necessário que a pessoa deva ter de 18 a 65 anos, possuir no mínimo 50kg, estar aparentemente bem de saúde, pois até mesmo uma gripe ou resfriado impossibilita a doação, não estar grávida ou amamentando e levar um documento de identidade com foto. Os interessados em doar sangue podem se dirigir ao Hemocentro, de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, ou na unidade móvel estacionada defronte à Câmara Municipal de Mossoró (CMM), de segunda a quinta-feira, das 7h às 17h. Assessoria de Comunicação do Cremern Telefone: 4006-5343 Contatos: Casciano Vidal: 9990-1473 Ana Carmem: 9909-4100
 
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