Uma plenária temática com a participação de conselheiros e convidados para discutir a grave situação da falta de leitos em UTI’s neonatal e pediátricas no Estado foi realizada pelo Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte – CREMERN, na noite dessa segunda-feira (23), na sede da instituição, com a participação de representantes da Sociedade de Pediatria do RN – Sopern, Sociedade Norte-Riograndense de Terapia Intensiva – Sonorti, Amico / Criança Viva, Unimed e Amil.

O debate teve início com a apresentação do presidente do CREMERN, Marcos Lima de Freiras, sobre o levantamento feito pelo CFM em relação à queda no número de leitos de UTI’s em todo País. Foram apresentadas matérias exibidas pelo Fantástico e Jornal Nacional, além de matérias locais. Dr. Marcos Lima também fez questão de comentar sobre as fiscalizações e Ações Civis Públicas que o CREMERN deu entrada para pedir ajuda à Justiça com a finalidade de obrigar a abertura de novos leitos.

O pediatra Ruy Medeiros de Oliveira Júnior, que faz parte da Comissão de Estatística do movimento “Criança Viva”, fez uma explanação da gravidade do problema através de números. No RN,o número de leitos de UTI’s Neonatal (atende crianças de 0 a 28 dias) chegam a103 leitos, quando o necessário são 196, mantendo um déficit de 93 leitos. A situação é ainda mais grave quando se fala de falta de leitos de UTI’s pediátricas (atende de 1 mês aos 17 anos). Atualmente existem 40 leitos entre instituições públicas e privadas, quando o ideal seriam 248 leitos, tendo um déficit de 208 leitos.

Para o presidente da Sonorti, Antônio Fernando Coelho Júnior, existe também uma carência de um centro formador de novos médicos intensivistas no Estado. A colega Patrícia Lizandro Albernaz, médica intensivista presente, pediu para falar e fez uma denúncia: “Os médicos intensivistas do RN estão ficando doentes. A luta para salvar vidas é diária. Quando atendo um telefonema pedindo uma vaga de UTI pediátrica e digo que não tenho, eu posso está assinando um óbito. Isso é muito triste”, revela.

A plenária durou mais de três horas e no final ficou decidido que a união das entidades continuará lutando não só por abertura de novos leitos, mas pela capacitação e manutenção de condições de trabalho para um melhor atendimento para a saúde das crianças do Estado.

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