DIÁRIO DE NATAL MÉDICOS SUSPENDEM PARADA Categoria tem reunião marcada com representantes da prefeitura às 9h de hoje Estava prevista para hoje uma paralisação dos médicos do município durante todo o dia para reivindicar modificações na proposta do Plano de Cargos e Salários da classe médica apresentado pela prefeitura do Natal. De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos, Geraldo Ferreira Filho, a paralisação foi suspensa porque a prefeitura convocou a classe para um reunião. “De qualquer forma os médicos irão à reunião, então o atendimento pode ser um pouco prejudicado. Mas não há paralisação, quem não for à reunião vai trabalhar normalmente”. A reunião será entre representantes dos médicos, e as secretarias municipais de Saúde, Planejamento e Gabinete Civil. “Queremos contruir um consenso. Uma proposta que agrade os médicos e seja compatível com o que a prefeitura pode oferecer”, disse Kalazans Bezerra, secretário chefe do Gabinete Civil. O presidente do Sindicato dos Médicos acha que o encontro é um bom sinal. “A prefeitura não iria marcar uma reunião para insistir namesma proposta. A expectativa é que eles acatem nossa contra-proposta e alterem o plano de cargos e salários”, disse. O salário base de um médico do município em início de carreira é de R$ 1 mil por 40 horas semanais de trabalho. Mas cada categoria recebe uma gratificação. A gratificação por especialidade é R$ 2.700,00, a de ambulatório é R$ 1.300,00 e para médicos do Programa Saúde da Família é R$ 3.800,00. A proposta da prefeitura é incorporar essas gratificações aos salários, pagando um salário mensal de R$ 3.000,00 ao médico em início de carreira. Apesar de achar que a proposta apresentada pela prefeitura já é um avanço, Geraldo diz que ela não é a ideal. Cerca de 400 médicos do município terão seus salários reduzidos se a proposta for aceita. É o caso dos médicos especialistas que hoje recebem R$ 3.700,00 e passariam a receber R$ 3.000,00 com a aprovação da proposta. “Isso é inaceitável”, afirmou. Após a reunião, a classe médica irá se reunir em assembléia às 19h30 para avaliar o resultado da reunião edecidir que atitude tomar. Uma possível greve não está descartada. “Se o impasse persistir nós devemos parar”, afirmou Geraldo Ferreira FONTE DE SAÚDE Matéria-prima para medicamentos fitoterápicos no sertão desperta interesse da indústria e da universidade Os olhos da indústria de medicamentos fitoterápicos estão se voltando para o semiárido brasileiro, que tem se mostrado um grande produtor de matéria-prima. O assunto será tema de uma das 11 conferências que acontecem entre os dias 14 e 16 deste mês, em Mossoró, na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), durante a Reunião Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O evento irá discutir o desenvolvimento sustentável do semiárido com minicursos, mesas redondas e as conferências. A conferência intitulada “Fitoterápicos: uma alternativa para o desenvolvimento sustentável do semiárido”, será proferida pelo pesquisador e professor do Departamento de Fisiologia e Farmacologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), Manoel Odorico Moraes. De acordo com o fitoterápico da UFC, a região do semiárido abriga diversas plantas medicinais e nenhuma delas são utilizadas pela indústria fitoterápica. “A região tem características climáticas como a ausência de chuvas por longos períodos que força a planta a produzir moléculas diferenciadas para sobreviver e elas são essenciais para o tratamento fitoterápicos”, explica. O professor conta que, em outras regiões do país, em condições normais, a planta produz reações químicas como a fotossíntese, que possibilita o crescimento e a reprodução das células. “No caso do semiárido, a planta sofre um estresse hídrico, por causa dos longos períodos de seca. Dessa forma ela passa a produzir novos tipos de moléculas para conseguir sobreviver”, completa. Ele afirma que o Nordeste possui diversas plantas medicinais que são utilizadas para fins populares como, por exemplo, chás, e que podem ser desenvolvidas pela indústria para se tornar medicamentos para o tratamento de doenças. Segundo ele, o mercado de fitoterápicos no Brasil é muito grande, mas são poucos os medicamentos fitoterápicos produzidos aqui. Ele acredita que com uma melhor política de incentivo ao produtor e com as novas descobertas feitas pelas instituições de pesquisa no Nordeste, o semiárido possa alavancar esse processo de produção de fitoterápicos. Saiba mais – O que são remédios fitoterápicos? Produto obtido de planta medicinal, ou de seus derivados, com finalidade profilática, curativa ou paliativa. – Como é preparado? Os fitoterápicos podem ser produzidos a partir de: 1) Planta fresca – Sucos e alcoolaturas 2) Planta seca – Infusos, decoctos (cozimento), extratos, tinturas, óleos medicinais. – O que é planta medicinal? Espécie vegetal cultivada ou não, utilizada com propósitos terapêuticos. Chama-se planta fresca aquela coletada no momento de uso e planta seca a que foi precedida de secagem. Fonte: Ministério da Saúde SAÚDE // ANVISA SUSPENDE MEDICAMENTOS Brasília – Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada no Diário Oficial da União, determinou como medida de interesse sanitário a suspensão da fabricação, distribuição, comércio e uso dos medicamentos Lifaltracolimus (tracolimo) e Lifalclozapina (clozapina). Os produtos fabricados por Lifal Laboratório Farmacêutico de Alagoas S.A. estão sem registro no país. De acordo com a resolução, o fabricante deve recolher todos os lotes dos produtos. A proibição vale para todo o país. O tracolimo é usado para evitar a rejeição de órgãos transplantados, e a clozapina é um antipsicótico, indicado no tratamento de transtornos como a esquizofrenia. Os pacientes que fazem uso dos medicamentos devem procurar seus médicos para efetuar a substituição do tratamento. Os dois medicamentos foram fabricados legalmente no país até dezembro de 2009, quando a Anvisa indeferiu o pedido de renovação de registro para os dois produtos. A empresa recorreu da decisão, mas a Anvisa optou por manter o indeferimento. IDEC ORIENTA SOBRE PRÓTESES FRANCESAS O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) está divulgando orientações às consumidoras dos implantes mamários mamários da marca francesa Poly Implant Prothese, cujos importação, distribuição, comércio e uso, no Brasil foram proibidos na semana passada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Idec recomenda que as consumidoras que utilizam próteses da marca francesa procurem seus médicos. Só o profissional de saúde pode avaliar a necessidade ou não de uma nova cirurgia para a troca do implante. Caso o médico recomende a troca da prótese em decorrência de defeito do produto, os custos do novo implante e da cirurgia devem ser arcados pela importadora no Brasil. O Idec recomenda que a paciente procure primeiro a empresa. Se não surtir efeito, a consumidora pode procurar o Procon de sua cidade, que registrará o problema e fará a intermediação com a companhia. Em último caso, é possível recorrer à Justiça. Mais informações no site www.idec.org.br. A DURA REALIDADE DOS HEMOFÍLICOS Portadores precisam tomar injeções periódicas dos chamados fatores 8 ou 9 para evitar sangramentos É uma rotina de dor, privação e incertezas, que atinge 11.833 brasileiros. Apesar de descrita pela primeira vez em 1828, a hemofilia ainda é uma doença praticamente ignorada pela sociedade, que desconhece o sofrimento imposto aos pacientes. Devido a uma mutação genética no cromossomo X, algumas pessoas não possuem em quantidade suficiente uma proteína que ajuda na coagulação do sangue. O resultado disso são sangramentos constantes e involuntários, que podem evoluir para hemorragias e até mesmo incapacitar fisicamente. No próximo sábado, os hemofílicos querem ser lembrados. É o Dia Mundial da Hemofilia, uma data que, para os portadores da doença, significa a oportunidade de lutarem por melhores condições de tratamento. A principal queixa é que os estoques do medicamento, fornecido exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), são falhos e não permitem que os pacientes levem as dosagens para casa. Assim como diabéticos, que necessitam de insulina, os hemofílicos precisam tomar injeções periódicas dos fatores 8 ou 9, que vão evitar ou estancar os sangramentos. Porém, como não há remédio suficiente para todos, o paciente precisa se deslocar para o centro de tratamento para receber assistência. “É a antiga cultura de escassez. Quando se veem com falta de abastecimento, os hemocentros transferem o problema para o usuário. Os portadores de hemofilia vivem permanentemente sob a ameaça de ficarem desabastecidos, e isso é perverso”, critica a hematologista Sylvia Thomas, vice-presidente médica da Federação Brasileira de Hemofilia. Ela compara a situação dos hemofílicos com a de um diabético que só recebesse atendimento quando entrasse em coma. Por meio da assessoria de imprensa, o Ministério da Saúde informou que, nos estados onde os centros tratadores ficam distantes da moradia, o paciente tem direito de levar para casa entre uma a três doses. Segundo o órgão, 20% dos medicamentos adquiridos são voltados à dose domiciliar, e o ministério está estudando estender a profilaxia a todos os pacientes. De acordo com Sylvia Thomas, a política de até três doses por pessoa é insuficiente. “É importante lembrar que o paciente sangra toda a semana”, diz. A médica, que é responsável pelo atendimento multidisciplinar do Hemocentro de Mato Grosso, cita o exemplo de uma mulher que mora no interior do estado e tem dois filhos hemofílicos. “Desesperada, ela quer dividir as doses entre os filhos, porque não tem remédio suficiente para conter as hemorragias. Pense em uma pessoa que mora a 400km da capital e gasta R$ 50 de passagem para ir toda a semana ao hemocentro. É praticamente impossível”, afirma. De acordo com o Ministério da Saúde, o governo federal investiu, no ano passado, R$ 300 milhões na compra de medicamentos para pacientes hemofílicos. Neste ano, o valor será de R$ 350 milhões – e pode aumentar com reajustes nas rubricas orçamentárias. No ano passado, foram distribuídas 197.697.000 unidades internacionais de fator 8 e 41.687.000 de fator 9 e, a partir deste mês, a distribuição mensal de medicamentos subirá de22 milhões de unidades para 28 milhões. A ENFERMIDADE PROVOCA BASTANTE SOFRIMENTO FÍSICO O que poucas pessoas sabem é que, além de crônica e incurável, a hemofilia é uma doença que traz grande sofrimento físico. “O tratamento não é um luxo. Dói, e dói muito. Cada vez que ocorre um sangramento dentro da veia, o sangue vai corroendo as articulações. Os pacientes descrevem a dor como se fosse de uma quebradura ou a de um prego dentro da articulação. É como se o hemofílico fosse crucificado”, explica Sylvia Thomas. O problema, que pode evoluir para complicações articulares, surge ainda na infância. Geralmente, as manifestações ocorrem já no primeiro ano de vida, quando o bebê começa a apresentar hematomas pelo corpo. O fotógrafo Ornil Claro Costa Júnior, 28 anos, ainda dormia no berço quando foi diagnosticado. Ele tinha tantas manchas roxas pelo corpo que a mãe chegou a pensar que Ornil era vítima de maus tratos por parte da empregada. A vida do fotógrafo pode ser dividida em duas fases: antes e depois de 2000, quando começou a receber o tratamento profilático, ou seja, as dosagens que evitam o aparecimento dos sangramentos. “Mudou 100% para melhor”, diz. Até então, ele só recebia o tratamento emergencialmente. “A dor física era enorme, passei muitas noites em branco por causa das dores. Meu joelho era enorme, muito inchado. Atrapalhava em tudo, até na minha formação intelectual, porque sempre tinha de faltar aula por causa das crises”, conta o fotógrafo, que 18 mil unidades internacionais de fator 9 por mês, o corresponde a 36 frascos de 500ml. Sempre sob o risco iminente de uma hemorragia, Ornil era aconselhado pelos médicos a não jogar bola, andar de bicicleta ou fazer longas caminhadas. “Com a falta de exercício, eu ficava cada vez mais frágil”, relata. “Hoje, com o tratamento profilático, tenho uma vida normal”, conta o rapaz, casado há dois anos e meio e pai de uma menina. Ornil está à frente de uma organização da sociedade civil, a Ajude-C, que busca recursos e luta pelos interesses dos portadores da doença. Aos 52 anos, o aposentado Raimundo Ferreira da Silva, presidente da Federação Brasileirade Hemofilia em Brasília, não teve a mesma sorte de Ornil. Por falta de medicamento, ele tem dificuldades para andar e ficou com sequelas nos cotovelos. “Para mim, o tratamento profilático já não resolve mais”, diz. As limitações impostas pela doença foram tantas que, em 1977, ele passou em um concurso do Banco Central, mas foi vetado. “Quem vai contratar uma pessoa que vai ter de faltar o trabalho pelo menos uma vez por semana para se tratar? Nem o governo”, critica Tania Maria Onzi Pietrobelli, presidente nacional da federação GAZETA DO OESTE BRASIL NÃO TEM EPIDEMIA DE DENGUE, MAS ESTÁ EM SITUAÇÃO DE ‘VULNERABILIDADE’, DIZ MS Mais de 70% dos casos de dengue registrados no país em 2010 concentraram-se em cinco Estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Acre, Rondônia e Goiás. Apesar do aumento de mais de 100% dos casos da doença em 2010, o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue, Giovanini Coelho afirmou que não há uma epidemia, mas uma “situação de vulnerabilidade”. Cinco municípios concentram 34% dos casos registrados no período: Campo Grande (MS), Goiânia (GO), Rio Branco (AC), Porto Velho (RO) e Aparecida de Goiânia (GO). “Esses dados obviamente nos preocupam, mas eles se concentram em cinco estados da federação, demonstrando nesse momento uma concentração da doença na região Centro-Oeste e Norte do país”, disse. De acordo com Coelho, mesmo com a concentração de casos nesses estados, todas as unidades da federação devem estar “em alerta”. “Existe uma situação de vulnerabilidade no país como um todo. É preciso alertar para a necessidade de intensificação das medidas de prevenção, tanto pelos gestores estaduais e municipais quanto pela população”, afirmou. A maior incidência da dengue está no Mato Grosso, que registrou 891,7 casos a cada 100 mil habitantes. No Acre foram 870,4 mil a cada grupo de 100 mil pessoas, em Rondônia a incidência é de 642,3, no Goiás 423,2 e no Mato Grosso 511,8. Os dados são referente às primeiras seis semanas de 2010. O Ministério da Saúde também destacou o aumento das notificações em São Paulo (589%), Minas Gerais (119%) e Distrito Federal (394%). Apesar do aumento do número de casos, a incidência da doença na população nesses três estados é considerada baixa. Em São Paulo é de 7,1 casos para cada 100 mil habitantes, em Minas Gerais 78,0 e no DF, 44,8. Para ser considerada alta, a incidência tem que ser superior a 300 casos para cada grupo de 100 mil pessoas. Até 100 casos ela é considerada baixa e entre 101 e 300 é classificada como média. Casos de dengue crescem mais de 100% nas primeiras seis semanas deste ano Nas primeiras seis semanas deste ano, o número de casos de dengue cresceu mais de 100% em relação a 2009. Entre 1° de janeiro e 13 de fevereiro foram registrados 108.640 casos em todo país, contra 51.873 do ano passado. Apesar do aumento, os casos estão concentrados em cinco estados. De acordo com o Ministério da Saúde, as chuvas e as altas temperaturas contribuem para o aumento de casos, já que facilitam a reprodução do mosquito Aedes aegypti. Outro fator que ajudou a elevar o número de casos é a recirculação da dengue do tipo 1, que teve mais intensidade no fim da década de 80, segundo o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue, Giovanini Coelho. “Quando você tem uma população que nunca foi exposta a determinado tipo de vírus, a chance de epidemia é muito grande. E temos uma parcela da população que não teve contato com esse vírus. São crianças e adultos jovens que nasceram após esse período em que houve maior circulação do tipo 1”, explicou Coelho. Foram registradas no período 21 mortes, contra 32 em 2009. Mas os números podem aumentar porque alguns óbitos ainda não foram confirmados como casos de dengue. LENTES DE CONTATO O uso de lentes de contato é uma maneira confortável, segura e moderna de corrigir os problemas oculares (miopia, hipermetropia e astigmatismo). O uso de lente de contato traz inúmeros benefícios aos usuários, pois elas se adaptam naturalmente aos olhos, ampliam o campo de visão, facilitam a prática de esportes e esteticamente não alteram aparência natural, já que muitas pessoas não se sentem bem usando óculos. Os tipos de lente de contato mais utilizadas são: gelatinosas e rígidas. As gelatinosas corrigem a miopia e a hipermetropia, podendo ser de uso contínuo ou descartáveis. Já as rígidas geralmente são indicadas para astigmatismo e alterações corneanas (ceratocone). Para o uso da lente de contato faz-se necessário um teste de adaptação, colocando uma lente-teste e avaliando fatores relevantes como lágrima, tolerância e sensibilidade à lente. É essencial que o paciente aprenda todos os cuidados para que suas lentes de contato estejam sempre adequadas para uso. A limpeza, a assepsia e a conservação são muito importantes para a manutenção das lentes. Existem soluções apropriadas e desenvolvidas para esta finalidade. Seu uso correto e um acompanhamento oftalmológico periódico são fundamentais. A principal complicação do uso inadequado de lente de contato e a infecção ocular – penetração e multiplicação de microorganismos no olho. Ela pode ser somente na conjuntiva ou na córnea causando ceratite. Esses microorganismos podem ser: vírus, bactérias, fungos ou protozoários. Os principais sintomas são: olho vermelho, presença de secreção (que no caso de ser viral e aquosa, e no caso de ser bacteriana e amarelada) e sensação de corpo estranho. SESAP PROMOVE PESQUISA EM SAÚDE BUCAL NOS MUNICÍPIOS Identificar as necessidades de saúde bucal da população do RN. Este é o objetivo do projeto “Levantamento Epidemiológico em Saúde Bucal”, coordenado pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP), por meio do Programa Estadual de Saúde Bucal. A partir desta segunda-feira, 12, a pesquisa terá o pontapé inicial com a ida de profissionais de saúde a comunidades de Natal. O projeto, elaborado pelo Ministério da Saúde para execução em todo o País, abrangerá, no Rio Grande do Norte, também os municípios de Parnamirim e Alto do Rodrigues. Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Saúde Bucal, Goretti Menezes, “com o projeto, obteremos um diagnóstico possibilitando definir políticas públicas para promover melhorias na área”, explicou. O levantamento da pesquisa será realizado por cirurgiões-dentistas, acompanhados por auxiliares em saúde bucal, que, devidamente identificados, irão se dirigir às residências das pessoas. Para isso, esses profissionais participaram de oficinas de capacitação. No RN, o projeto conta com o apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), da Associação Brasileira de Odontologia (ABO) e do Conselho Federal de Odontologia, entre outros parceiros. O MOSSOROENSE REGIONAIS DE SAÚDE DE MOSSORÓ E ASSU DISCUTEM MODELO POLÍTICO DE ATENÇÃO À SAÚDE MENTAL A II Unidade Regional de Saúde Pública (II Ursap), localizada em Mossoró, realizará em parceria com a VIII Ursap, em Assu, no dia 15 de abril a etapa regional da Conferência de Saúde Mental – Intersetorial. O evento acontecerá em Mossoró, na sede da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Mórmons), localizada à rua Rui Barbosa, 95, bairro Doze Anos. Com o tema “Saúde Mental direito e compromisso de todos: consolidar avanços e enfrentar desafios”, a etapa discutirá entre os participantes eixos temáticos relacionados ao tema principal. Segundo a coordenadora regional do Programa de Saúde Mental, Maria Liduína Cavalcante Rebouças, os eixos tratarão sobre Saúde Mental e Políticas de Estado: pactuar caminhos intersetoriais; Consolidando a rede de atenção psicossocial e fortalecendo os movimentos sociais e direitos humanos e cidadania como desafio ético e intersetorial. De acordo com a assistente social gerente da II Ursap, Roberta Fernandes, o objetivo do encontro é tentar consolidar um modelo de atenção à saúde mental aberto e de base comunitária. “Ou seja, que garanta a livre circulação das pessoas com transtornos mentais pelos serviços, comunidade e cidade e que ofereça cuidados com base nos recursos que a comunidade oferece”, destaca. O evento será coordenado e organizado por uma comissão formada por especialistas na área. Entre eles, a coordenadora regional do Programa de Saúde Mental, o coordenador do Programa de Saúde Metal de Mossoró, Alcedir Gabriel da Silva e pelos técnicos Vera Cristina Vale, Domício do Vale e Patrícia Cunha. “O objetivo dessa conferência é debater temas relevantes para o campo da Saúde Mental, assim como os avanços e desafios da Política de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, na perspectiva da intersetorialidade” informa a gerente. A etapa regional será presidida pelos coordenadores das 2ª e 8ª Regionais de Saúde. O evento terá como palestrantes a coordenadora estadual do Programa de Saúde Mental, Liege Uchôa; da professora de Direito da UnP, Elaine Cristina de Oliveira; e a psiquiatra e diretora do Hospital São Camilo de Lellis, Fátima Trajano. O evento ainda contará com a participação de representantes dos governos estadual e municipais; prestadores de serviços de saúde, em especial prestadores de serviços de saúde mental; representantes de trabalhadores da saúde; trabalhadores nos serviços de saúde mental; usuários dos serviços de saúde mental do SUS e de parceiros intersetoriais. Os participantes serão distribuídos em três categorias: 291 delegados, observadores e convidados. A etapa estadual da Conferência de Saúde Mental será realizada nos dias 18, 19 e 20 de maio. A Etapa Regional da Conferência de Saúde Mental – Intersetorial conta o apoio das Secretarias de Estado da Saúde Pública – Sesap, do Trabalho e Ação Social, Coordenadoria Estadual dos Direitos Humanos e das Secretarias Municipais de Saúde, do Programa Estadual de Saúde Mental, da Gerência Executiva da Saúde de Mossoró e Secretarias Municipais de Saúde. O evento será aberto a todas as pessoas da sociedade que tenham interesse ou queiram tirar suas dúvidas sobre o tema debatido na conferência. O encontro será na próxima quinta-feira, 15, a partir das 8h. JORNAL DE FATO CUSTO DE TRATAMENTO GERA DIFICULDADES Pacientes que recebem o diagnóstico de câncer acabam descobrindo que terão que recorrer à Justiça para fazer o tratamento. A maioria tem dificuldade de conseguir que o plano de saúde cubra os custos da terapia. No Dia Mundial de Combate ao Câncer, a advogada especialista em direito da saúde Rosana Chiavassa afirmou que, no Brasil, alguns planos de saúde antigos ainda restringem o tratamento a esses pacientes, alegando a não cobertura de tratamentos experimentais ou medicamentos importados. “Nos contratos antigos, as restrições para [a cobertura de] câncer eram muito grandes. Muitos só cobriam a cirurgia e a extração. Hoje, já flexibilizaram e dão também cobertura à quimioterapia e à radioterapia. Os antigos não cobrem o que é novo no tratamento. Usam uma série de argumentos para não cobrir os medicamentos que são muito caros, custam R$ 90 mil por mês”, relatou Rosana. De acordo com a advogada, tem sido comum pacientes entrarem na Justiça para que o plano arque com as despesas do tratamento e que, dificilmente, o juiz nega esse direito, justamente por ser um tratamento essencial para a vida da pessoa. “Não tem outra alternativa para conseguir o tratamento. Só entrando na Justiça para conseguir uma liminar que obrigue o plano de saúde a custear o tratamento”, disse. Para entrar na Justiça, o paciente precisa procurar um advogado, munido de todos os documentos, cópia do contrato do plano de saúde, as últimas três mensalidades pagas e do relatório médico que comprove a necessidade do tratamento. “O resultado é rápido. No máximo, pode demorar uma semana, mas há casos em que, no mesmo dia, essa liminar é concedida. Não é difícil. Os planos não estão agindo ilicitamente porque o contrato a restrição do tratamento, mas, como a cláusula é considerada abusiva pela Justiça, deixa de ter efeito para aquele caso”. O auxiliar de escritório, Luiz Fernando Araújo Santos, de 25 anos, passou por isso. Há oito meses, descobriu que tinha leucemia e havia assinado contrato com o plano de saúde três meses antes. Por estar dentro da carência, não conseguiu tratamento. A única maneira foi entrando na Justiça para garantir o direito. “Daí em diante deu tudo certo. Consegui a internação e o tratamento. Se eu fosse pagar, não imagino quanto custaria, porque só a diária da internação custava R$ 300 e eu fiquei um mês internado. A quimioterapia mais barata custa R$ 4.500 por sessão”. Agora, Luiz Fernando precisa de um transplante de medula. Ele já conseguiu a doação de um irmão que tem o material genético compatível com o dele, mas não sabe ainda se o plano de saúde autorizará a operação. “Se eu fizer o transplante terei chance de ficar curado mais rápido. Ainda preciso levar os laudos para ver se autorizam ou não, mas não tenho ideia do que acontecerá. Caso não aceitem terei que entrar na Justiça novamente”. CNJ FARÁ REVISÃO NACIONAL DA SITUAÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM UNIDADES O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançará na próxima sexta-feira (16) uma grande revisão nacional das unidades de acolhimento de crianças e adolescentes vítimas de maus-tratos, abandono e violência sexual. Segundo juiz auxiliar da CNJ Nicolau Linhares Neto, há cerca de 1.400 crianças e adolescentes nessas unidades, e a revisão deverá ser concluído em 60 dias. O juiz disse que, dentro desse prazo, todas as crianças e adolescentes que foram colocadas em unidades de acolhimento terão sua situação revista. “Eles não podem e não devem ficar nestes locais indefinidamente.” Nicolau Neto lembrou que a nova Lei de Adoção determina que as crianças fiquem no máximo dois anos nesse tipo de unidade e que a situação seja revista por um juiz de seis em seis meses. Ele reconheceu, porém, que muitas acabam ficando anos sem qualquer solução. “Vamos fazer um grande mutirão. É grave a situação das crianças nas unidades de acolhimento. Aquelas que podem devem retornar às suas famílias ou ser encaminhadas para adoção”, afirmou. De acordo com o juiz, o Conselho Nacional de Justiça criou três cadastros: um para adoção, que hoje tem 4 mil crianças registradas, outro das que estão em conflito com a lei (infratores), com aproximadamente 2.400 inscritos, e o das unidades de acolhimento. O lançamento do trabalho de revisão ocorrerá durante o 1º Encontro de Coordenadores de Infância e Juventude dos Tribunais de Justiça. Na ocasião, será anunciada também a realização de uma campanha de prevenção ao uso de crack (droga feita a partir da mistura de cocaína e bicarbonato de sódio, muito consumida pelos jovens). TÉCNICA AUXILIA MULHERES A ENGRAVIDAR Recém-chegados à Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), os professores mossoroenses do curso de Medicina Veterinária da Universidade Marcelo Barbosa e Michelly Fernandes já se tornaram notícia na imprensa local. O motivo é uma pesquisa inédita aplicada em animais, mas que perfeitamente pode ser direcionada aos humanos e ajudar, no futuro, a mulheres que sofreram de doenças como o câncer de ovário, a ter novamente filhos, mesmo após um tratamento de quimioterapia, por exemplo. A técnica de transplante de gônadas – ovário e testículo -, feita inicialmente com ratos e de autoria da professora Michelly Fernandes, constatou que os tecidos ovarianos se desenvolvem em outros locais do corpo, próximos ou distantes da localização anatômica original (por exemplo, o subcutâneo) sem que haja a perda de suas características, procedimento feito através do chamado autotranplante. Entretanto, o professor Marcelo Barbosa explica que ela pode ser feita de quatro maneiras diferentes, uma delas se dá entre um mesmo indivíduo, onde o doador e o receptor são únicos (autotransplante); entre animais geneticamente idênticos, como gêmeos ou clones (isotransplantes); entre animais da mesma espécie, mas com características genéticas diferentes (alotransplantes) e também entre animais de espécie completamente diferentes, como por exemplo, quando um pedaço de ovário de vaca é transplantado para um camundongo (xenotransplante). “Estamos muito otimistas que os resultados práticos desta pesquisa possam ser colhidos em até dois anos”, conta o professor Marcelo, dizendo que a pesquisa no Brasil está sendo feito em parceria entre Ufersa e os dois médicos veterinários juntamente com o professor dr. Wilter Ricardo Russiano Vicente, do Departamento de Reprodução Animal da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista. No que se refere a humanos, a pesquisa está no campo ainda da proposta. Segundo Michelly Fernandes, existe um interesse por parte dos veterinários em iniciar parceria com médicos a fim de dar prosseguimento ao estudo, desta vez utilizando pessoas. A técnica já testada na Europa conseguiu que oito bebês nascessem a partir de mães que tiveram doenças como o câncer. “Mesmo com início na Europa, a técnica é muito nova. Até o momento foram realizadas 30 inserções e que obtiveram esses 8 nascimentos”, conta Michelly Fernandes. É importante salientar que, no caso das mulheres, é essencial para o sucesso da técnica a aplicação em jovens que tenham um diagnóstico de câncer, ainda em idade reprodutiva, e que desejam ser mães. “Nesses casos, se retira parte do tecido ovariano, se congela em laboratório e, após o tratamento de quimioterapia, o tecido é reintroduzido no corpo da paciente”, afirma. Em animais, o primeiro experimento foi feito com ovelhas em 1994. “Daí a importância da interação entre as Medicinas para humanos e para animais”, reitera o professor. Ovário: 4º no ranking do câncer Mesmo ainda no campo da proposta de pesquisa, a ideia de transpor a técnica usada em animais para humanos por si só já representa uma esperança para inúmeras mulheres vítimas de câncer de ovário e que querem ter filhos, mas que são impossibilitadas devido aos rigorosos tratamentos de quimioterapia. Dados do Centro de Oncologia de Mossoró mostram que o câncer de ovário é o quarto mais comum na cidade. Os números mostram que entre janeiro e novembro de 2009, 34 mulheres foram diagnosticadas com câncer de ovário/útero/endométrio. Os números só ficam atrás dos casos de câncer de pele (não melanoma), mama e próstata. Em 2009, Mossoró e região registrou 415 casos de câncer. Especificamente, o câncer de ovário é o câncer ginecológico mais difícil de ser diagnosticado. Cerca de 3/4 dos tumores malignos de ovário apresentam-se em estágio avançado no momento do diagnóstico inicial. É o câncer ginecológico de maior letalidade, embora seja menos frequente que o câncer de colo do útero. TRATAMENTO Diversas modalidades terapêuticas podem ser oferecidas (cirurgia, radioterapia e quimioterapia). A escolha vai depender, principalmente, do tipo histológico do tumor, do estágio clínico e/ou cirúrgico do tumor, da idade e das condições clínicas do paciente e se o tumor é inicial ou recorrente. Se a doença for detectada no início – especialmente nas mulheres mais jovens – é possível remover somente o ovário afetado. CORREIO DA TARDE SAÚDE MENTAL ENTRA EM DEBATE Com a apresentação “Experimento sobre a loucura” do ator Silvano Jéferson, da Fundação de Cultura, foi aberto na manhã de hoje, no Espaço Nestor Lima, a II Conferência de Saúde Mental de Parnamirim com o tema “Saúde mental: direito e compromisso de todos” e que reuniu profissionais de toda a rede municipal. Com a apresentação “Experimento sobre a loucura” do ator Silvano Jéferson, da Fundação de Cultura, foi aberto na manhã de hoje, no Espaço Nestor Lima, a II Conferência de Saúde Mental de Parnamirim com o tema “Saúde mental: direito e compromisso de todos” e que reuniu profissionais de toda a rede municipal. Durante a abertura Euclimar Nobre falou aos presentes sobre a importância do evento, uma oportunidade de participar do processo de construção da saúde mental, discutindo as dificuldades e as potencialidades existentes na rede. “A saúde mental em Parnamirim não é diferente dos demais centros urbanos do País. Temos nossas limitações como todas as demais cidades. Porém, aqui temos todo o apoio do prefeito Maurício Marques e do secretário Marciano Paisinho para realizar um bom trabalho neste setor”, disse. O secretário de Saúde Marciano Paisinho fez questão de frisar que além do Caps AD (Centro de Assistência Psico-social) que já existe, Parnamirim vai ganhar mais duas unidades para atender a demanda e oferecer uma melhor qualidade no atendimento aos pacientes. Francisco Arnaldo Nundes de Miranda, da UFRN, foi o palestrante convidado para abordar a questão da saúde mental em Parnamirim. Além de assistir à palestra, os participantes foram divididos em grupos de trabalho para trabalhar os eixos temáticos. Participaram do evento, além do secretário Marciano Paisinho; secretário adjunto Henrique Eduardo Costa; Sadi Ritzel, do Conselho Municipal de Saúde; Euclimar Nobre e a promotora de Saúde, Luciana Maciel. Assessoria de Comunicação do Cremern Telefone: 4006-5343 Contatos: Casciano Vidal: 9990-1473 Ana Carmem: 9911-6570
MÉDICOS SUSPENDEM PARADA – Leia mais notícias no Clipping Cremern 12/04/2010
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